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Seedorf tem razão e não é só no futebol! Post 52

by Maria Beatriz Lobo - outubro 31st, 2012.
Filed under: Assuntos Gerais e Atualidades, Educação em Geral e Ensino Superior, Esportes, Mundo social e político. Tagged as: , , , .

SEEDORF TEM RAZÃO E NÃO É SÓ NO FUTEBOL!

Post 52

Precisou vir ao Brasil um jogador holandês, com 36 anos, para dizer o que todos já sabiam e fingiam não ver: os jogadores brasileiros são folgados!

Ou seja, ele falou de jogadores profissionais, a minoria privilegiada que está com contrato com grandes clubes e recebendo muito bem, mas isso se repete em outros times.

Os jogadores brincam com tudo e por tudo, treinam muito pouco e sem dedicação, não levam a sério momentos importantes do jogo, enfim tudo que envergonha um esporte que é a paixão nacional!

Entretanto, é preciso ouvir treinadores de outros países e de outros esportes, que sabem que quase todos os nossos atletas, em geral, treinam pouco. Essa é a verdade com poucas exceções, e não é só no futebol, o que justifica, em parte, o nosso fracasso eterno nos jogos olímpicos comparado com nosso poderio econômico.

Ocorre que esta constatação feita pelo jogador holandês há muito tempo já foi alvo de artigos, comentários, livros e conversas entre pessoas sérias que – deixando de lado o ufanismo brasileiro e o politicamente correto – tiveram a coragem de apontar que, ao contrário do que se prega, a maioria da população não é dedicada, trabalhadora e disposta a lutar por um melhor lugar ao sol. Essa é, infelizmente, a minoria.

Nosso povo vem, desde os primórdios de sua formação após o descobrimento, lutando contra o que Nelson Rodrigues chamou de “complexo de vira-latas”, uma “malemolência”, um “jeitinho” que não trouxeram e não trarão nenhum benefício para nós, pois a educação brasileira não ajuda, nem a justiça, nem a cultura de nossa sociedade.

As famílias cobram pouco de seus filhos e de si mesmas. Temos aí o exemplo dos programas sociais do governo: justos para uma melhor distribuição de renda, mas que faz com que muitos queiram abandonar a chance de um emprego de carteira assinada para manter os benefícios do governo ou o seguro desemprego!

Para manter a imagem de povo feliz, vivemos de festa em festa, carnaval e futebol, pão e circo, o que parece nos bastar em termos de ambição de futuro (afinal aparecemos sempre como um povo dos mais felizes, mesmo com tantas mazelas). Quase todos fazem o mínimo indispensável para ver se alguém ou algum grupo dá conta do recado por eles. É a minoria tentando carregar a maioria e isso não pode dar certo!

Vejam os exemplos dos países que se desenvolveram, nos quais a sociedade como um todo é mais rigorosa na cobrança de desempenho em todas as atividades.

Até o Neymar reclamou dos colegas que colocam em suas costas as responsabilidades e ficam “olhando” ele fazer seus dribles sem ajudá-lo.

Uso o futebol para colocar meu ponto de vista porque, afinal, parece ser a única língua que o povo entende!

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