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O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos? Post 57

by Maria Beatriz Lobo - fevereiro 26th, 2013.
Filed under: Educação em Geral e Ensino Superior, Relacionamentos e família. Tagged as: , .

Post 57

O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos?

A dificuldade de conseguir um padrão na educação dos filhos é um problema comum que atinge aos próprios pais entre si, aumenta quando inclui a presença de uma pessoa que trabalha para a família e cuida da(s) criança(s) em períodos específicos e tende a se agravar quando se conta com o auxílio de parentes que não seguem as orientações e “deseducam” em quesitos que podem comprometer a árdua tarefa de formar adultos éticos, responsáveis e educados.

A convergência entre as opiniões e a conduta dos pais (casados ou separados!) sobre as principais questões e valores ligados à criação dos filhos é a mais crucial para que a criança tenha clareza sobre quais comportamentos e atitudes se esperam dela. Entretanto, interferências indevidas podem atrapalhar, sim, a consolidação do processo educativo se não forem bem discutidas e compreendidas por todos os envolvidos – os pais, os parentes, funcionários e a(s) criança(s).

Se uma funcionária, mesmo com risco de perder o emprego, por vezes não cumpre com o que foi combinado com os pais da criança e sucumbe às suas próprias conveniências e opiniões, os avós, tios ou outros parentes que se dispõem a cuidar de nossos filhos, com muita mais frequência do que gostamos de admitir e tentar resolver, se acham no direito de praticar ações, ou contradizer ordens por sentirem a autoridade de quem, afinal, está “desempenhando seu papel” junto à educação da criança que também lhes é muito querida.

Muitos fazem isso com legítimo espírito de colaboração e pensando no bem estar da criança, pois acham que têm experiência e que o que acontece está correto e em ocasiões que normalmente são consideradas “excepcionais”.

Ocorre que mesmo os pequenos gestos podem gerar conflitos e criar para a criança o melhor dos mundos: ela só obedece a quem exige na forma e aquilo que ela achar mais conveniente! Ou seja, ela rapidamente (e as crianças fazem isso desde a mais tenra idade) reconhece o espaço de luta de poder e “usa” a fragilidade dessas relações para optar pelo comportamento cujo reforço for mais positivo para ela. Isso não educa, deseduca!

A primeira e principal orientação, é claro, deve ser o estabelecimento de um diálogo claro e permanente entre as partes que cuidam da criança de forma que todos possam colocar franca, objetiva e imparcialmente seus valores e seus pontos de vistas, e, em especial, a razão que justifica cada posição assumida.

A partir desse diálogo, é preciso estabelecer as condições para que todos os ângulos e visões apresentados sobre o problema possam ser analisados (já que os pais, inclusive, podem estar enganados na condução daquele assunto e podem rever sua posição) e isso deveria ajudar a elucidar qual seria a melhor conduta a tomar nesse tipo de caso, e, a partir do que ficasse acertado, todos deveriam agir em conformidade sempre visando o bem da própria criança.

Infelizmente, a solução do diálogo – que parece a mais simples – nem sempre surte resultado, até porque pode haver um conflito real de visão de mundo e de como devem ser criados os filhos.

Sabemos que esse diálogo maduro e produtivo nem sempre ocorre porque algumas vezes o espaço familiar também é um espaço de luta de poder e de afirmação de convicções que podem esconder, algumas vezes, outros problemas adjacentes ou por trás dessas pequenas “rebeldias”, ou “escorregões”, pois quando a relação entre pais e avós da criança, para citar um exemplo, é saudável, uma conversa franca e orientadora deveria ser suficiente.

Se pensarmos com isenção e frieza e percebermos que o diálogo até existe, mas não está convergindo, ou que há uma aceitação na hora da discussão, mas depois os comportamentos não correspondem ao que foi combinado e há recaídas amplas e constantes, restam 2 opções aos pais:

Primeira opção: quando a criança já tem idade para entender a situação, é preciso esclarecer com a criança que há, sim, um conflito de visões (mantendo o exemplo) entre os pais e os avós (nesse caso é importante mostrar que pai e mãe pensam igual), mas que deve prevalecer – sempre – o que os pais determinam, ficando a criança prevenida que os pais têm a última palavra sobre a criação dela e que ela deve.

Isso significa que, por exemplo, mesmo isentada pelos avós de cumprir o que os pais determinaram, atender ao que os pais decidiram (e que ela diga aos avós que vai fazer o que os pais mandaram) e que isso não se dá somente na esfera familiar, mas em todos os demais ambientes que ela frequenta.

Ou seja, mesmo que um dos avós diga que fará de outro modo certa coisa, ou que permite algo que foi explicitamente vetado pelos pais, será a criança quem deve avisar que vai atender ao que foi determinado a ela, mostrando assim que está agindo de forma  responsável e obediente!

Se for preciso, some-se a isso a indicação de uma punição clara à criança caso ela descumpra o que foi com ela combinado. A punição e o motivo devem ser comunicados aos avós, para que eles saibam que, ao contrair o que os pais estabelecem, será a criança quem acabará, infelizmente, por sofrer as consequências.

Segunda opção: os pais prescindirem da ajuda dos parentes, afinal, ninguém pode se sentir obrigado a ajudar e a manter comportamentos dos quais discorda! Esse é o preço a pagar quando alguém se utiliza de apoios externos que divergem de sua orientação. Se nada funciona, se abre mão da exigência, ou se abre mão da ajuda!

Os pais devem conversar bastante, analisar se o conflito é realmente incontornável e, juntos, decidirem qual o melhor caminho a seguir.

Essas duas opções valem também para empregadas, terceiros, amigos e em qualquer outro ambiente de convivência da criança.

 

1 Resposta para O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos? Post 57

  1. Muito boa a dica!!Temos que ser exigentes quanto a pessoa que vai cuidar de nossos filhos!

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