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	<title>Blog de Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo &#187; pedágios</title>
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		<title>&#8220;O que vi de bom nas estradas americanas!&#8221; Post 56</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2013 17:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[estradas americanas]]></category>
		<category><![CDATA[pedágios]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade das rodovias]]></category>
		<category><![CDATA[segurança. planejamento]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O que vi de bom nas estradas americanas!&#8221; Post 56 Postei esta semana 5 pequenos vídeos sobre o que vi de bom nas estradas americanas no Youtube. Viajo aos Estados Unidos com frequência, mas quase nunca utilizo automóvel alugado, ou faço viagens internas por meio terrestre, o que fiz esse final de ano pelo interior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--:de-->&#8220;O que vi de bom nas estradas americanas!&#8221; Post 56</p>
<p>Postei esta semana 5 pequenos vídeos sobre o que vi de bom nas estradas americanas no Youtube.<br />
Viajo aos Estados Unidos com frequência, mas quase nunca utilizo automóvel alugado, ou faço viagens internas por meio terrestre, o que fiz esse final de ano pelo interior da Flórida.<br />
Impossível não comparar com as nossas rodovias, e vejam bem, estou falando das melhores do país que se encontram no estado de São Paulo!<br />
As diferenças provavelmente começam no planejamento e no projeto das estradas: americano trabalha com visão de futuro e usa o dinheiro público planejando seus equipamentos estruturais para um contingente de usuários bem maior do que o atual.<br />
Nossas estradas, aeroportos e outras estruturas (mesmo as que são feitas em parceria com o setor privado que vai explorar o serviço!) já nascem prevendo que o aumento da capacidade ocorrerá só depois que houver o gargalo&#8230;<br />
Ou seja, primeiro deixa ficar insuportável, depois atrapalha todo mundo com os famosos puxadinhos, ou com a interdição de pistas etc.<br />
Observei coisas tão lógicas que não posso acreditar que os engenheiros brasileiros não saibam que são questões que deixam a estrada mais segura, potencializam seu melhor uso e aumentam sua durabilidade.<br />
Comecemos pelo asfalto: um tapete! Andei mais de 4,5 mil milhas (mais de 7 mil quilômetros) e não passei por um único buraco! Isso incluindo as pistas das cidades de Miami, Fort Lauderdale, Orlando, Ocala e Gainesville (sem falar nas cidades menores que ficam entre elas).<br />
Quase não vi remendos, o que leva a crer que a construção original deve ter uma qualidade muito superior à nossa, o asfalto de melhor qualidade exige menos manutenção! Quando há reformas ou ampliações, há sempre espaço para manter o mesmo número de vias funcionado em um desvio decente que tem prazo para acabar!<br />
O projeto das estradas principais prevê área de acostamento dos dois lados, com marcações na saída do asfalto para alertar o motorista que ele deve retornar à pista e, além disso, na beira das estradas há um recuo de gramado contínuo e arrumado com cerca de 25 mts, o que permite o escape em caso de emergência.<br />
Não há mato crescendo, tudo é organizado, cuidado e muito bem sinalizado.<br />
Os telefones de emergência estão a cada meio de milha, o que ajuda o motorista a saber para que lado caminhar e nunca o espaço a percorrer até achar o telefone será superior a 800 metros (meia milha).<br />
Nas laterais das rodovias não se vê aqueles postos como no Brasil (alguns bons, mas a maioria degradados e sem qualquer fiscalização, muitos vendendo gasolina adulterada), pois existem praças centrais onde os usuários que estão indo ou vindo acessam a mesma praça, que junta tudo que o motorista precisa, com qualidade e organização (alimentação, banheiros, lojas e combustível, além de outros serviços essenciais).<br />
Ou seja, sabe-se a distância de cada posto (cerca de 40 milhas entre eles) e encontra-se sempre uma parada que, por ser bem bolada, é confortável e segura!<br />
Por falar em segurança, as famosas áreas de descanso para caminhoneiros, que se pretendia implantar por aqui, lá funcionam normalmente, bem sinalizadas e completas!<br />
Ah, mas é um país rico (vão dizer os incréus!)! Tudo bem, mas nós já somos a 6ª economia do mundo e não temos em São Paulo uma única estrada semelhante! E se falarmos do resto do Brasil então&#8230;<br />
Só que eles também cobram pedágio (mais barato e mais inteligente que aqui!). Há estradas expressas para quem quer pagar um pouco mais em vários estados, mas as praças de pedágio só existem quando a estrada margeia cidades. Quando o trajeto só possui saídas para outras estradas você recebe um cartão que será colhido na saída que você tomar, ou no final do percurso, quando se cobra o total do caminho percorrido, evitando dezenas de praças de pedágio e perda de tempo e recursos.<br />
Lá, inclusive várias estradas são “patrocinadas”, ou seja, o Estado não se preocupa com a famosa hipocrisia do falso esquerdismo que quer o Estado em tudo, mas por isso não se pode oferecer coisas boas para todos.<br />
Sabem do que eu estou falando, não é? Não? Vou dar outro exemplo: estacionamentos nas cidades, quando pagos são muito criticados no Brasil. Então, espera-se que todos parem nas ruas (atrapalhando o trânsito, ou que o Estado crie bolsões de estacionamento gratuitos ou com baixo custo) e com isso se faz estacionamento para 50 carros bem barato e os demais ficam à mercê dos flanelinhas que se apoderam do espaço público para achacar os motoristas! Sem falar nos roubos de carros, etc.<br />
Lá não. Todos pagam, pouco, mas pagam, mas têm espaço nas grandes avenidas das grandes cidades (pensadas para terem 4 ou 5 pistas) ou nos edifícios-garagem estrategicamente localizados.<br />
Há radares nas estradas sem aviso, sim, há vigilância e multas, sim, mas se o motorista não está acima do limite, não diminui drasticamente a velocidade só porque viu a polícia, como fazem aqui os hipócritas de plantão, ajudando a criar congestionamentos!<br />
E os grandes cruzamentos nas cidades? Uma lição de cidadania e respeito às leis (na grande maioria das vezes, pois sempre há problemas como em todo lugar, com a diferença que a polícia não está presente só para multar carros fora do rodízio!).<br />
Respeita-se pedestres, há conversão praticamente em todos os lugares à direita ou à esquerda e há o famoso “For All”: num cruzamento com esta placa, todos entreparam e passa quem chegou primeiro, sem o menor problema. Se fosse aqui, depois de 30 batidas em uma semana já teria um novo semáforo e mais trânsito!<br />
Tudo isso vem da educação, também, e da certeza de que o coletivo se sobrepõe ao individual. Há muito chão pela frente para nós e há muita estrada para trás no caso deles que justificam a diferença.<br />
Só que acabo de falar com uma amiga que voltou da África do Sul, revoltada com a qualidade de nossas estradas e aeroportos porque lá tudo parece&#8230;americano. E eles estavam em guerra civil há poucas décadas!<br />
Os vídeos que postei no Youtube exemplificam só um pouco do que digo aqui e da realidade (http://www.youtube.com/watch?v=yQmYAA_LiCs).<br />
Então, cada povo tem as estradas que merece. Só que nunca antes na história desse país&#8230;.Não é atoa que somos campeões mundiais de acidente de trânsito!</p>
<p><!--:--><!--:en-->&#8220;O que vi de bom nas estradas americanas!&#8221; Post 56</p>
<p>Postei esta semana 5 pequenos vídeos sobre o que vi de bom nas estradas americanas no Youtube.<br />
Viajo aos Estados Unidos com frequência, mas quase nunca utilizo automóvel alugado, ou faço viagens internas por meio terrestre, o que fiz esse final de ano pelo interior da Flórida.<br />
Impossível não comparar com as nossas rodovias, e vejam bem, estou falando das melhores do país que se encontram no estado de São Paulo!<br />
As diferenças provavelmente começam no planejamento e no projeto das estradas: americano trabalha com visão de futuro e usa o dinheiro público planejando seus equipamentos estruturais para um contingente de usuários bem maior do que o atual.<br />
Nossas estradas, aeroportos e outras estruturas (mesmo as que são feitas em parceria com o setor privado que vai explorar o serviço!) já nascem prevendo que o aumento da capacidade ocorrerá só depois que houver o gargalo&#8230;<br />
Ou seja, primeiro deixa ficar insuportável, depois atrapalha todo mundo com os famosos puxadinhos, ou com a interdição de pistas etc.<br />
Observei coisas tão lógicas que não posso acreditar que os engenheiros brasileiros não saibam que são questões que deixam a estrada mais segura, potencializam seu melhor uso e aumentam sua durabilidade.<br />
Comecemos pelo asfalto: um tapete! Andei mais de 4,5 mil milhas (mais de 7 mil quilômetros) e não passei por um único buraco! Isso incluindo as pistas das cidades de Miami, Fort Lauderdale, Orlando, Ocala e Gainesville (sem falar nas cidades menores que ficam entre elas).<br />
Quase não vi remendos, o que leva a crer que a construção original deve ter uma qualidade muito superior à nossa, o asfalto de melhor qualidade exige menos manutenção! Quando há reformas ou ampliações, há sempre espaço para manter o mesmo número de vias funcionado em um desvio decente que tem prazo para acabar!<br />
O projeto das estradas principais prevê área de acostamento dos dois lados, com marcações na saída do asfalto para alertar o motorista que ele deve retornar à pista e, além disso, na beira das estradas há um recuo de gramado contínuo e arrumado com cerca de 25 mts, o que permite o escape em caso de emergência.<br />
Não há mato crescendo, tudo é organizado, cuidado e muito bem sinalizado.<br />
Os telefones de emergência estão a cada meio de milha, o que ajuda o motorista a saber para que lado caminhar e nunca o espaço a percorrer até achar o telefone será superior a 800 metros (meia milha).<br />
Nas laterais das rodovias não se vê aqueles postos como no Brasil (alguns bons, mas a maioria degradados e sem qualquer fiscalização, muitos vendendo gasolina adulterada), pois existem praças centrais onde os usuários que estão indo ou vindo acessam a mesma praça, que junta tudo que o motorista precisa, com qualidade e organização (alimentação, banheiros, lojas e combustível, além de outros serviços essenciais).<br />
Ou seja, sabe-se a distância de cada posto (cerca de 40 milhas entre eles) e encontra-se sempre uma parada que, por ser bem bolada, é confortável e segura!<br />
Por falar em segurança, as famosas áreas de descanso para caminhoneiros, que se pretendia implantar por aqui, lá funcionam normalmente, bem sinalizadas e completas!<br />
Ah, mas é um país rico (vão dizer os incréus!)! Tudo bem, mas nós já somos a 6ª economia do mundo e não temos em São Paulo uma única estrada semelhante! E se falarmos do resto do Brasil então&#8230;<br />
Só que eles também cobram pedágio (mais barato e mais inteligente que aqui!). Há estradas expressas para quem quer pagar um pouco mais em vários estados, mas as praças de pedágio só existem quando a estrada margeia cidades. Quando o trajeto só possui saídas para outras estradas você recebe um cartão que será colhido na saída que você tomar, ou no final do percurso, quando se cobra o total do caminho percorrido, evitando dezenas de praças de pedágio e perda de tempo e recursos.<br />
Lá, inclusive várias estradas são “patrocinadas”, ou seja, o Estado não se preocupa com a famosa hipocrisia do falso esquerdismo que quer o Estado em tudo, mas por isso não se pode oferecer coisas boas para todos.<br />
Sabem do que eu estou falando, não é? Não? Vou dar outro exemplo: estacionamentos nas cidades, quando pagos são muito criticados no Brasil. Então, espera-se que todos parem nas ruas (atrapalhando o trânsito, ou que o Estado crie bolsões de estacionamento gratuitos ou com baixo custo) e com isso se faz estacionamento para 50 carros bem barato e os demais ficam à mercê dos flanelinhas que se apoderam do espaço público para achacar os motoristas! Sem falar nos roubos de carros, etc.<br />
Lá não. Todos pagam, pouco, mas pagam, mas têm espaço nas grandes avenidas das grandes cidades (pensadas para terem 4 ou 5 pistas) ou nos edifícios-garagem estrategicamente localizados.<br />
Há radares nas estradas sem aviso, sim, há vigilância e multas, sim, mas se o motorista não está acima do limite, não diminui drasticamente a velocidade só porque viu a polícia, como fazem aqui os hipócritas de plantão, ajudando a criar congestionamentos!<br />
E os grandes cruzamentos nas cidades? Uma lição de cidadania e respeito às leis (na grande maioria das vezes, pois sempre há problemas como em todo lugar, com a diferença que a polícia não está presente só para multar carros fora do rodízio!).<br />
Respeita-se pedestres, há conversão praticamente em todos os lugares à direita ou à esquerda e há o famoso “For All”: num cruzamento com esta placa, todos entreparam e passa quem chegou primeiro, sem o menor problema. Se fosse aqui, depois de 30 batidas em uma semana já teria um novo semáforo e mais trânsito!<br />
Tudo isso vem da educação, também, e da certeza de que o coletivo se sobrepõe ao individual. Há muito chão pela frente para nós e há muita estrada para trás no caso deles que justificam a diferença.<br />
Só que acabo de falar com uma amiga que voltou da África do Sul, revoltada com a qualidade de nossas estradas e aeroportos porque lá tudo parece&#8230;americano. E eles estavam em guerra civil há poucas décadas!<br />
Os vídeos que postei no Youtube exemplificam só um pouco do que digo aqui e da realidade (http://www.youtube.com/watch?v=yQmYAA_LiCs).<br />
Então, cada povo tem as estradas que merece. Só que nunca antes na história desse país&#8230;.Não é atoa que somos campeões mundiais de acidente de trânsito!</p>
<p><!--:--><!--:zh-->&#8220;O que vi de bom nas estradas americanas!&#8221; Post 56</p>
<p>Postei esta semana 5 pequenos vídeos sobre o que vi de bom nas estradas americanas no Youtube.<br />
Viajo aos Estados Unidos com frequência, mas quase nunca utilizo automóvel alugado, ou faço viagens internas por meio terrestre, o que fiz esse final de ano pelo interior da Flórida.<br />
Impossível não comparar com as nossas rodovias, e vejam bem, estou falando das melhores do país que se encontram no estado de São Paulo!<br />
As diferenças provavelmente começam no planejamento e no projeto das estradas: americano trabalha com visão de futuro e usa o dinheiro público planejando seus equipamentos estruturais para um contingente de usuários bem maior do que o atual.<br />
Nossas estradas, aeroportos e outras estruturas (mesmo as que são feitas em parceria com o setor privado que vai explorar o serviço!) já nascem prevendo que o aumento da capacidade ocorrerá só depois que houver o gargalo&#8230;<br />
Ou seja, primeiro deixa ficar insuportável, depois atrapalha todo mundo com os famosos puxadinhos, ou com a interdição de pistas etc.<br />
Observei coisas tão lógicas que não posso acreditar que os engenheiros brasileiros não saibam que são questões que deixam a estrada mais segura, potencializam seu melhor uso e aumentam sua durabilidade.<br />
Comecemos pelo asfalto: um tapete! Andei mais de 4,5 mil milhas (mais de 7 mil quilômetros) e não passei por um único buraco! Isso incluindo as pistas das cidades de Miami, Fort Lauderdale, Orlando, Ocala e Gainesville (sem falar nas cidades menores que ficam entre elas).<br />
Quase não vi remendos, o que leva a crer que a construção original deve ter uma qualidade muito superior à nossa, o asfalto de melhor qualidade exige menos manutenção! Quando há reformas ou ampliações, há sempre espaço para manter o mesmo número de vias funcionado em um desvio decente que tem prazo para acabar!<br />
O projeto das estradas principais prevê área de acostamento dos dois lados, com marcações na saída do asfalto para alertar o motorista que ele deve retornar à pista e, além disso, na beira das estradas há um recuo de gramado contínuo e arrumado com cerca de 25 mts, o que permite o escape em caso de emergência.<br />
Não há mato crescendo, tudo é organizado, cuidado e muito bem sinalizado.<br />
Os telefones de emergência estão a cada meio de milha, o que ajuda o motorista a saber para que lado caminhar e nunca o espaço a percorrer até achar o telefone será superior a 800 metros (meia milha).<br />
Nas laterais das rodovias não se vê aqueles postos como no Brasil (alguns bons, mas a maioria degradados e sem qualquer fiscalização, muitos vendendo gasolina adulterada), pois existem praças centrais onde os usuários que estão indo ou vindo acessam a mesma praça, que junta tudo que o motorista precisa, com qualidade e organização (alimentação, banheiros, lojas e combustível, além de outros serviços essenciais).<br />
Ou seja, sabe-se a distância de cada posto (cerca de 40 milhas entre eles) e encontra-se sempre uma parada que, por ser bem bolada, é confortável e segura!<br />
Por falar em segurança, as famosas áreas de descanso para caminhoneiros, que se pretendia implantar por aqui, lá funcionam normalmente, bem sinalizadas e completas!<br />
Ah, mas é um país rico (vão dizer os incréus!)! Tudo bem, mas nós já somos a 6ª economia do mundo e não temos em São Paulo uma única estrada semelhante! E se falarmos do resto do Brasil então&#8230;<br />
Só que eles também cobram pedágio (mais barato e mais inteligente que aqui!). Há estradas expressas para quem quer pagar um pouco mais em vários estados, mas as praças de pedágio só existem quando a estrada margeia cidades. Quando o trajeto só possui saídas para outras estradas você recebe um cartão que será colhido na saída que você tomar, ou no final do percurso, quando se cobra o total do caminho percorrido, evitando dezenas de praças de pedágio e perda de tempo e recursos.<br />
Lá, inclusive várias estradas são “patrocinadas”, ou seja, o Estado não se preocupa com a famosa hipocrisia do falso esquerdismo que quer o Estado em tudo, mas por isso não se pode oferecer coisas boas para todos.<br />
Sabem do que eu estou falando, não é? Não? Vou dar outro exemplo: estacionamentos nas cidades, quando pagos são muito criticados no Brasil. Então, espera-se que todos parem nas ruas (atrapalhando o trânsito, ou que o Estado crie bolsões de estacionamento gratuitos ou com baixo custo) e com isso se faz estacionamento para 50 carros bem barato e os demais ficam à mercê dos flanelinhas que se apoderam do espaço público para achacar os motoristas! Sem falar nos roubos de carros, etc.<br />
Lá não. Todos pagam, pouco, mas pagam, mas têm espaço nas grandes avenidas das grandes cidades (pensadas para terem 4 ou 5 pistas) ou nos edifícios-garagem estrategicamente localizados.<br />
Há radares nas estradas sem aviso, sim, há vigilância e multas, sim, mas se o motorista não está acima do limite, não diminui drasticamente a velocidade só porque viu a polícia, como fazem aqui os hipócritas de plantão, ajudando a criar congestionamentos!<br />
E os grandes cruzamentos nas cidades? Uma lição de cidadania e respeito às leis (na grande maioria das vezes, pois sempre há problemas como em todo lugar, com a diferença que a polícia não está presente só para multar carros fora do rodízio!).<br />
Respeita-se pedestres, há conversão praticamente em todos os lugares à direita ou à esquerda e há o famoso “For All”: num cruzamento com esta placa, todos entreparam e passa quem chegou primeiro, sem o menor problema. Se fosse aqui, depois de 30 batidas em uma semana já teria um novo semáforo e mais trânsito!<br />
Tudo isso vem da educação, também, e da certeza de que o coletivo se sobrepõe ao individual. Há muito chão pela frente para nós e há muita estrada para trás no caso deles que justificam a diferença.<br />
Só que acabo de falar com uma amiga que voltou da África do Sul, revoltada com a qualidade de nossas estradas e aeroportos porque lá tudo parece&#8230;americano. E eles estavam em guerra civil há poucas décadas!<br />
Os vídeos que postei no Youtube exemplificam só um pouco do que digo aqui e da realidade (http://www.youtube.com/watch?v=yQmYAA_LiCs).<br />
Então, cada povo tem as estradas que merece. Só que nunca antes na história desse país&#8230;.Não é atoa que somos campeões mundiais de acidente de trânsito!</p>
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<p style="text-align: center;">&#8220;O que vi de bom nas estradas americanas!&#8221; Post 56</p>
<p>Postei esta semana 5 pequenos vídeos sobre o que vi de bom nas estradas americanas no Youtube.<br />
Viajo aos Estados Unidos com frequência, mas quase nunca utilizo automóvel alugado, ou faço viagens internas por meio terrestre, o que fiz esse final de ano pelo interior da Flórida.<br />
Impossível não comparar com as nossas rodovias, e vejam bem, estou falando das melhores do país que se encontram no estado de São Paulo!<br />
As diferenças provavelmente começam no planejamento e no projeto das estradas: americano trabalha com visão de futuro e usa o dinheiro público planejando seus equipamentos estruturais para um contingente de usuários bem maior do que o atual.<br />
Nossas estradas, aeroportos e outras estruturas (mesmo as que são feitas em parceria com o setor privado que vai explorar o serviço!) já nascem prevendo que o aumento da capacidade ocorrerá só depois que houver o gargalo&#8230;<br />
Ou seja, primeiro deixa ficar insuportável, depois atrapalha todo mundo com os famosos puxadinhos, ou com a interdição de pistas etc.<br />
Observei coisas tão lógicas que não posso acreditar que os engenheiros brasileiros não saibam que são questões que deixam a estrada mais segura, potencializam seu melhor uso e aumentam sua durabilidade.<br />
Comecemos pelo asfalto: um tapete! Andei mais de 4,5 mil milhas (mais de 7 mil quilômetros) e não passei por um único buraco! Isso incluindo as pistas das cidades de Miami, Fort Lauderdale, Orlando, Ocala e Gainesville (sem falar nas cidades menores que ficam entre elas).<br />
Quase não vi remendos, o que leva a crer que a construção original deve ter uma qualidade muito superior à nossa, o asfalto de melhor qualidade exige menos manutenção! Quando há reformas ou ampliações, há sempre espaço para manter o mesmo número de vias funcionado em um desvio decente que tem prazo para acabar!<br />
O projeto das estradas principais prevê área de acostamento dos dois lados, com marcações na saída do asfalto para alertar o motorista que ele deve retornar à pista e, além disso, na beira das estradas há um recuo de gramado contínuo e arrumado com cerca de 25 mts, o que permite o escape em caso de emergência.<br />
Não há mato crescendo, tudo é organizado, cuidado e muito bem sinalizado.<br />
Os telefones de emergência estão a cada meio de milha, o que ajuda o motorista a saber para que lado caminhar e nunca o espaço a percorrer até achar o telefone será superior a 800 metros (meia milha).<br />
Nas laterais das rodovias não se vê aqueles postos como no Brasil (alguns bons, mas a maioria degradados e sem qualquer fiscalização, muitos vendendo gasolina adulterada), pois existem praças centrais onde os usuários que estão indo ou vindo acessam a mesma praça, que junta tudo que o motorista precisa, com qualidade e organização (alimentação, banheiros, lojas e combustível, além de outros serviços essenciais).<br />
Ou seja, sabe-se a distância de cada posto (cerca de 40 milhas entre eles) e encontra-se sempre uma parada que, por ser bem bolada, é confortável e segura!<br />
Por falar em segurança, as famosas áreas de descanso para caminhoneiros, que se pretendia implantar por aqui, lá funcionam normalmente, bem sinalizadas e completas!<br />
Ah, mas é um país rico (vão dizer os incréus!)! Tudo bem, mas nós já somos a 6ª economia do mundo e não temos em São Paulo uma única estrada semelhante! E se falarmos do resto do Brasil então&#8230;<br />
Só que eles também cobram pedágio (mais barato e mais inteligente que aqui!). Há estradas expressas para quem quer pagar um pouco mais em vários estados, mas as praças de pedágio só existem quando a estrada margeia cidades. Quando o trajeto só possui saídas para outras estradas você recebe um cartão que será colhido na saída que você tomar, ou no final do percurso, quando se cobra o total do caminho percorrido, evitando dezenas de praças de pedágio e perda de tempo e recursos.<br />
Lá, inclusive várias estradas são “patrocinadas”, ou seja, o Estado não se preocupa com a famosa hipocrisia do falso esquerdismo que quer o Estado em tudo, mas por isso não se pode oferecer coisas boas para todos.<br />
Sabem do que eu estou falando, não é? Não? Vou dar outro exemplo: estacionamentos nas cidades, quando pagos são muito criticados no Brasil. Então, espera-se que todos parem nas ruas (atrapalhando o trânsito, ou que o Estado crie bolsões de estacionamento gratuitos ou com baixo custo) e com isso se faz estacionamento para 50 carros bem barato e os demais ficam à mercê dos flanelinhas que se apoderam do espaço público para achacar os motoristas! Sem falar nos roubos de carros, etc.<br />
Lá não. Todos pagam, pouco, mas pagam, mas têm espaço nas grandes avenidas das grandes cidades (pensadas para terem 4 ou 5 pistas) ou nos edifícios-garagem estrategicamente localizados.<br />
Há radares nas estradas sem aviso, sim, há vigilância e multas, sim, mas se o motorista não está acima do limite, não diminui drasticamente a velocidade só porque viu a polícia, como fazem aqui os hipócritas de plantão, ajudando a criar congestionamentos!<br />
E os grandes cruzamentos nas cidades? Uma lição de cidadania e respeito às leis (na grande maioria das vezes, pois sempre há problemas como em todo lugar, com a diferença que a polícia não está presente só para multar carros fora do rodízio!).<br />
Respeita-se pedestres, há conversão praticamente em todos os lugares à direita ou à esquerda e há o famoso “All Way”: num cruzamento com esta placa, todos entreparam e passa quem chegou primeiro, sem o menor problema. Se fosse aqui, depois de 30 batidas em uma semana já teria um novo semáforo e mais trânsito!<br />
Tudo isso vem da educação, também, e da certeza de que o coletivo se sobrepõe ao individual. Há muito chão pela frente para nós e há muita estrada para trás no caso deles que justificam a diferença.<br />
Só que acabo de falar com uma amiga que voltou da África do Sul, revoltada com a qualidade de nossas estradas e aeroportos porque lá tudo parece&#8230;americano. E eles estavam em guerra civil há poucas décadas!<br />
Os vídeos que postei no Youtube exemplificam só um pouco do que digo aqui e da realidade (http://www.youtube.com/watch?v=yQmYAA_LiCs).<br />
Então, cada povo tem as estradas que merece. Só que nunca antes na história desse país&#8230;.Não é atoa que somos campeões mundiais de acidente de trânsito!<!--:--></p>
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