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	<title>Blog de Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo &#187; Os livro? Como aceitar esse português?</title>
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	<description>Bia Lobo</description>
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		<title>&#8220;Os livro&#8221;: que tal isto ser aceito como português correto?</title>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 01:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[as falhas das nossas escolas]]></category>
		<category><![CDATA[educação para todos]]></category>
		<category><![CDATA[o Brasil está atrasado na educação]]></category>
		<category><![CDATA[O português falado com erros não pode se sobrepor ao que deve ser ensinado para que o jovem possa conviver no mundo mais civilizado]]></category>
		<category><![CDATA[Os livro? Como aceitar esse português?]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações Não podemos negligenciar a norma culta]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Pensei em iniciar meu Blog com algum tema ligado à minha experiência de vida, mas fui atropelada pela notícia de que o MEC manteve como livro de referência aquele mostrado no Fantástico que enfatiza que muitas pessoas cometem erros de concordância, mas que é correto falar &#8220;os livro&#8221;, desde que a pessoa tenha cuidado para não sofrer &#8220;discriminação linguística&#8221;.</div>
<div style="text-align: justify;">Já tomei conhecimento pelos jornais de várias opiniões (a maioria contra e algumas a favor) e queria apenas contribuir para o debate dizendo que, como sempre no Brasil, com o objetivo de ser &#8220;politicamente corretas&#8221;, muitas pessoas trabalham com uma visão no mínimo curiosa do que chamam &#8221;inclusão&#8221;. Ao pensar em defender quem fala errado afirma-se que o desejo é de inclusão, mas convenhamos que incluir no rol dos discriminadores quem critica a fala que fere a norma culta, isto é demais!</div>
<div style="text-align: justify;">Uma coisa é exemplificar e demostrar que, desde o começo dos tempos, as sociedades encontram formas específicas de comunicação, muitas vezes distintas daquela que se considera a língua formal. Tratar este assunto não serve só para &#8220;incluir&#8221; os adultos que são semialfabetizados na sociedade intelectualizada.<br />
Defendo que podem e devem ser usados vários exemplos de linguagens correntes (não só faladas) que caracterizam uma população, uma &#8220;tribo&#8221;, ou um conjunto de pessoas que adota códigos e simbolismos próprios (até neologismos)  e mesmo variações da língua pátria, já que o assunto não se resume a erros de concordância.</div>
<div style="text-align: justify;">O que acho um verdadeiro escândalo &#8211; que é um demonstrativo fiel dos rumos que vem tomando a educação brasileira há muito tempo, mas que está se recrudescendo ideologicamente desde 2002 - é a defesa apresentada na obra citada de que falar assim &#8220;está correto&#8221; e pior, achar que em nome da &#8220;inclusão&#8221; se deve ensinar desta forma isto nas escolas.</div>
<div style="text-align: justify;">O papel da escola é reconhecer o mundo real, sem deixar de identificar e transmitir a verdade, o que a sociedade em geral adota como padrão ou norma, ou como conhecimento adquirido e reconhecido como correto e isto serve para as línguas, as ciências, as leis, para tudo enfim. Esta concepção de que cada um tem seu próprio conceito das coisas e que todos os argumentos são válidos pois o importante é o discurso e não a busca da verdade é, na minha opinião, um retrocesso que não tem ajudado nada ao nosso país e à educação de nossos jovens.<br />
Deve-se ilustrar as formas que são usadas na comunicação falada, mas não deveria ser permitido a nenhum professor considerar e ensinar como certo aquilo que foi definido e aceito como errado.</div>
<div style="text-align: justify;">Exemplificando: vejam a forma como as pessoas se comunicam pela internet. Uma aula pode mostrar para exemplificar como estes &#8220;signos&#8221; agridem a linguagem culta, mesmo que todos saibam que serão aceitos em situações semelhantes, mas é obrigação da escola explicar e ensinar que a forma como se escreve na internet (com as abreviações e outros termos que remetem ao registro de como se fala) não é aceita e não deve ser utilizável onde é exigida a norma culta, pois a norma culta é o que se considera como o português correto.</div>
<div style="text-align: justify;">Conhecer, aceitar que existe, entender onde se aplica (como também ocorre no caso da gíria) é muito diferente de afirmar como correto no contexto educacional, que não tem como único objetivo incluir os cidadãos que possuem deficiências de formação, mas principalmente a missão de transmitir valores, normas, conhecimentos e atitudes que são considerados corretos, verdades estudadas e admitidas como válidas nos preceitos definidos por um conjunto maior do que um grupo, uma escola, ou uma parte da população.</div>
<div style="text-align: justify;">Que existe gente que fala assim, muita gente mesmo, existe é claro, mas a escola tem que explicar que escrever &#8220;os livros..&#8221; está errado e que as outras formas podem ser aceitas em determinadas situações, mesmo estando erradas! Ser aceito não significa que é certo. Este precisa ser o compromisso de um país, de uma sociedade, de uma escola e de um educador, caso contrário, vale tudo!</div>
<div style="text-align: justify;"> </div>
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