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	<title>Blog de Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo &#187; educação</title>
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	<description>Bia Lobo</description>
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		<title>EXAME DE SUFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO! Post 61</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Nov 2013 20:29:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação báica]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; EXAME DE SUFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO!  Post 61 Volto ao tema que já expus, mas que ainda é muito premente no Brasil: Todos os dados indicam que a educação brasileira é um time que está perdendo — em todos os níveis. O diagnóstico que inclui nossa educação entre as piores do mundo se [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;">EXAME DE SUFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO!</p>
<p style="text-align: center;"><strong> Post 61</strong></p>
<p><strong>Volto ao tema que já expus, mas que ainda é muito premente no Brasil:</strong></p>
<p>Todos os dados indicam que a educação brasileira é um time que está perdendo — em todos os níveis. O diagnóstico que inclui nossa educação entre as piores do mundo se expressa, numa ponta, nos números medidos pelo PISA, nos resultados sofríveis que nossas escolas obtêm do SAEB, e na outra, no fato de que apenas a USP se inclui entre as 150 melhores universidades do mundo. Há pouco a ser preservado no nosso ensino, e a única boa notícia é que podemos ousar.</p>
<p>A avaliação é o único mecanismo que permite ao poder público monitorar um setor prioritário para o desenvolvimento do País. Na última década, o Governo Federal tem avançado nessa área, implantando provas de avaliação para os estudantes egressos dos vários níveis de ensino.</p>
<p>Esse primeiro passo é fundamental, mas avaliação precisa ter consequência e não pode ser vista como um fim em si mesma. Feita a avaliação, portanto, é necessário que haja incentivos: positivos — como as verbas para escolas com metas de desempenho atendidas — e negativos, ou seja, sanções para aqueles que não cumprem com sua responsabilidade.</p>
<p>No Brasil, temos de ter a coragem de unir os dois tipos de incentivo. Afinal, quem perde com a baixa qualidade da educação brasileira? Todos nós, mas a perda acaba sendo “socializada” e quase não gera efeitos corretivos.</p>
<p>Um exemplo são os professores, que não são praticamente afetados pela baixa qualidade do ensino. Outro são os alunos que, apesar de sofrerem mais diretamente, ao longo da vida, as consequências de uma educação de baixa qualidade, não têm sido capazes de se comprometer com sua formação e possuem pouco interesse em exigir ações concretas em relação aos maus resultados.</p>
<p>Hoje, no Brasil, milhares de alunos obtêm conceito insuficiente em provas oficiais e são diplomados como se tivessem alcançado o mérito mínimo exigido.</p>
<p>Um diploma de ensino fundamental não é garantia de que a pessoa domina as operações aritméticas, ou a língua pátria, assim como há diversos alunos formados em Medicina exercendo a profissão tendo tirado nota zero no ENADE. Podemos nos conformar com isso? Acomodar-se a essa situação é condenar definitivamente quem estuda nas escolas públicas a buscarem empregos de segunda classe e o País, ao atraso.</p>
<p>De alguma maneira, alunos e professores têm de ser corresponsáveis pelo sucesso de todo o sistema educacional. E não há outra maneira de quebrar o ciclo da mediocridade a não ser por mecanismos que forcem a cobrança mútua dos dois maiores envolvidos na qualidade da educação: professor e aluno.</p>
<p>Diante disso, sugerimos que se vá um passo além das iniciativas atuais — a transformação do exame nacional de avaliação em um exame <span style="text-decoration: underline;">obrigatório de suficiência</span> — para que o aluno tenha direito a validação nacional de tipo de diploma, de qualquer nível de ensino. Essa proposta fundamenta-se na crença de que nada mudará no Brasil sem dar consequência à avaliação das instituições e dos sistemas, ou seja, a volta aos bancos escolares dos alunos que não obtiverem o resultado mínimo.</p>
<p>Começaríamos com o exame de suficiência na Educação Básica (que pode ser nos moldes do PISA), em especial no Ensino Fundamental, isso em quatro anos se estenderia ao Ensino Médio e, mais para frente, ou até concomitantemente, às profissões que colocam em risco o cidadão.</p>
<p>Com isso, em poucos anos, nenhum diploma no Brasil seria expedido com validade nacional sem a garantia de que o estudante domina, razoavelmente, os conteúdos mínimos, as habilidades e competências exigidas para aquele nível de ensino, podendo o aluno reprovado estudar mais e fazer o exame quantas vezes fosse preciso até provar que está capacitado.</p>
<p>Num tal contexto, só uma prova de caráter nacional e que conste do currículo do aluno faria com que não tivéssemos mais diplomados analfabetos funcionais, escolas e professores que não sabem ensinar e não se importam com o fracasso dos alunos.</p>
<p>Tal medida faria com que pais e alunos, com medo de que seus filhos passem anos na escola e depois não consigam ter o diploma, talvez se engajassem na luta pela efetiva qualificação do ensino brasileiro, pressionando governos e escolas — aí sim! — a investirem e cobrarem mais dos professores, por melhores processos e infraestrutura etc. Quando sofrem o efeito do resultado, os envolvidos passam a procurar soluções efetivas para o problema.</p>
<p>Nem precisamos listar aqui os argumentos contrários a essa proposta e que poderão facilmente ser utilizados para tentar, mais uma vez, fazer com que nada mude. Conhecemos os velhos chavões e quem os usa. Sabemos o que está por trás deles também.</p>
<p>Não há a ilusão de ser esse um remédio para todos os males, mas isso pode ajudar a reverter o quadro da educação brasileira sobre a qual o único consenso de que se dispõe é negativo: pior do que está não pode ficar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo (51 anos) é psicóloga e especialista em gestão universitária, foi vice-reitora da Universidade de Mogi das Cruzes, é vice-presidente do Instituto Lobo para Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia</em></p>
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		<title>We are no so good in PISAVamos muito mal no PISA: Post 53</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2012 17:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos e família]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação básica]]></category>
		<category><![CDATA[Escola dos bárbaros]]></category>
		<category><![CDATA[PISA]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Lobo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; Vamos muito mal no PISA: Post 53 Infelizmente nosso país insiste em olhar o &#8220;copo&#8221; da nossa Educação e, ao invés de vê-lo meio vazio, sempre considera que está meio cheio! Quando se fala dos péssimos resultados nos exames internacionais da educação básica, usa-se argumentos de que os exames não são adequados [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;">Vamos muito mal no PISA: Post 53</p>
<p style="text-align: left;">Infelizmente nosso país insiste em olhar o &#8220;copo&#8221; da nossa Educação e, ao invés de vê-lo meio vazio, sempre considera que está meio cheio! Quando se fala dos péssimos resultados nos exames internacionais da educação básica, usa-se argumentos de que os exames não são adequados para nós, que o Brasil &#8211; diferentemente do que aconteceu com os países pioneiros na adesão ao exame &#8211; não teve chance de escolher as suas melhores escolas para participar etc. Quando interessa correm dizer que nosso desempenho melhorou!<br />
Não adianta dourar a pílula: vamos muito mal mesmo na nossa educação, em TODOS os níveis, e nosso avanço é de formiga, nem de tartaruga, ainda mais quando sabemos que nossa economia está entre as 10 maiores do mundo e nossa educação básica fica lá pelos últimos 50 lugares!<br />
O pior é que não adianta se iludir, pois como disse Roberto Lobo, meu marido, em seu artigo que reproduzo abaixo e que saiu na Folha de São Paulo, é hora de sabermos se não temos &#8220;Escolas de Bárbaros&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>                              A ESCOLA DOS BÁRBAROS</strong></p>
<p align="right"><strong>Roberto Leal Lobo e Silva Filho</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imprensa vem denunciando de forma crescente a violência que está se instalando em nossas escolas, ameaçando e desmotivando professores e gestores.</p>
<p>Pais e filhos acham que a escola não pode contrariar os estudantes ou exigir desempenho. Também há graves problemas no seio das famílias que não conseguem impor limites aos filhos (quando não são os próprios pais que não sabem cumprir limites) e isso se espraia para a sala de aula.</p>
<p>Esse problema que está se tornando quase epidêmico no Brasil não é desconhecido em outros países.</p>
<p>Se você está preocupado, ou inconformado com essa situação e se gosta de ler escritores bem radicais, então o livro “A Escola dos Bárbaros”<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Maria%20Beatriz/Meus%20documentos/Artigos%20e%20entrevistas/escola%20dos%20b%C3%A1rbaros%20final.docx#_ftn1">[1]</a> merece ser lido.</p>
<p>Esse livro foi publicado por duas professoras francesas e trata do que elas consideram a degradação das escolas naquele país no final da década de 80.</p>
<p>As autoras consideram que a falta de disciplina nas escolas reflete uma sociedade que “adota o prazer como o ideal, em todas as direções e, para quem, o objetivo da civilização é <em>se divertir sem limites</em>”.  Afirmam que, por isso, “todos os meios da educação atual tendem a um único resultado: prolongar, indefinidamente, o estado de infância intelectual, social, moral e bloquear todas as vias que conduzem à idade adulta”.</p>
<p>Além disso, defendem a tese de que “é uma enganação afirmar que a inaptidão para expressar-se, que a ignorância crassa em história, em geografia, em literatura e a incapacidade em seguir um raciocínio elementar sejam o preço necessário do progresso da cultura das massas e correspondam a escolhas positivas da sociedade moderna”.</p>
<p>Elas denunciam que, sob o pretexto de instaurar na escola a igualdade real, chega-se, inexoravelmente, a aniquilar a própria instituição e que a prioridade pela democratização não é, em si mesmo, a responsável pela atual catástrofe, pois é possível imaginar uma escola de massa eficaz.</p>
<p>Se você concordar com elas vai se deleitar, ainda, com a crítica que afirma “que a ambição da igualdade a todo preço desencoraja o esforço de aprender, tipicamente individual, substituindo-o por práticas extracurriculares ou de posturas críticas fáceis e sem conteúdo, nivelando por baixo”.</p>
<p>Além dessas teses, as autoras criticam, com muita dureza, pedagogos, professores, administradores, sindicatos de professores, a nova geração de pais e, principalmente, as ideologias que banalizaram o ensino, que criaram sindicatos que defendem a mediocridade e o corporativismo, desestimulando o trabalho e o esforço individual, e denunciam a visão simplista de que as soluções tecnológicas e o aumento dos orçamentos podem resolver todos os males que afligem o ensino básico.</p>
<p>Se você tiver o equilíbrio de separar o que as autoras criticam na escola da visão por vezes muito radical e pouco generosa das mesmas &#8211; como a crítica ácida em relação às tentativas de se diminuir as injustiças da sociedade e de implantar a democratização do acesso de todos à educação, que são muitas vezes bem intencionadas, mesmo que mal sucedidas &#8211; este livro, apesar de sobrecarregado de adjetivos, pode ser útil na reformulação das atuais tendências do ensino no Brasil.</p>
<p>A destruição de alguns paradigmas &#8211; como a qualidade universal do trabalho em grupo, a “postura crítica” sobreposta ao conhecimento e à análise erudita, a frouxidão e a permissividade substituindo a disciplina e a cobrança, a prioridade das atividades “sociais” em detrimento do estudo persistente, a valorização dos pesquisadores de banalidades, a ênfase nas metodologias ao invés dos conteúdos &#8211; é bem costurada e vale uma reflexão, como tudo o que é discutido neste livro polêmico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Maria%20Beatriz/Meus%20documentos/Artigos%20e%20entrevistas/escola%20dos%20b%C3%A1rbaros%20final.docx#_ftnref1">[1]</a> “A Escola dos Bárbaros”, Isabelle Stal e Françoise Thom, T.ª Queiroz Editor, Ltda., São Paulo, 1991</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
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