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	<title>Blog de Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo &#187; Cuidar das crianças</title>
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	<description>Bia Lobo</description>
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		<title>O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos? Post 57</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2013 01:59:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos e família]]></category>
		<category><![CDATA[como lidar com a família na criação dos filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidar das crianças]]></category>

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<p align="center"><strong>Post 57</strong></p>
<p align="center"><strong>O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos?</strong></p>
<p>A dificuldade de conseguir um padrão na educação dos filhos é um problema comum que atinge aos próprios pais entre si, aumenta quando inclui a presença de uma pessoa que trabalha para a família e cuida da(s) criança(s) em períodos específicos e tende a se agravar quando se conta com o auxílio de parentes que não seguem as orientações e “deseducam” em quesitos que podem comprometer a árdua tarefa de formar adultos éticos, responsáveis e educados.</p>
<p>A convergência entre as opiniões e a conduta dos pais (casados ou separados!) sobre as principais questões e valores ligados à criação dos filhos é a mais crucial para que a criança tenha clareza sobre quais comportamentos e atitudes se esperam dela. Entretanto, interferências indevidas podem atrapalhar, sim, a consolidação do processo educativo se não forem bem discutidas e compreendidas por todos os envolvidos &#8211; os pais, os parentes, funcionários e a(s) criança(s).</p>
<p>Se uma funcionária, mesmo com risco de perder o emprego, por vezes não cumpre com o que foi combinado com os pais da criança e sucumbe às suas próprias conveniências e opiniões, os avós, tios ou outros parentes que se dispõem a cuidar de nossos filhos, com muita mais frequência do que gostamos de admitir e tentar resolver, se acham no direito de praticar ações, ou contradizer ordens por sentirem a autoridade de quem, afinal, está “desempenhando seu papel” junto à educação da criança que também lhes é muito querida.</p>
<p>Muitos fazem isso com legítimo espírito de colaboração e pensando no bem estar da criança, pois acham que têm experiência e que o que acontece está correto e em ocasiões que normalmente são consideradas “excepcionais”.</p>
<p>Ocorre que mesmo os pequenos gestos podem gerar conflitos e criar para a criança o melhor dos mundos: ela só obedece a quem exige na forma e aquilo que ela achar mais conveniente! Ou seja, ela rapidamente (e as crianças fazem isso desde a mais tenra idade) reconhece o espaço de luta de poder e “usa” a fragilidade dessas relações para optar pelo comportamento cujo reforço for mais positivo para ela. Isso não educa, deseduca!</p>
<p>A primeira e principal orientação, é claro, deve ser o estabelecimento de um diálogo claro e permanente entre as partes que cuidam da criança de forma que todos possam colocar franca, objetiva e imparcialmente seus valores e seus pontos de vistas, e, em especial, a razão que justifica cada posição assumida.</p>
<p>A partir desse diálogo, é preciso estabelecer as condições para que todos os ângulos e visões apresentados sobre o problema possam ser analisados (já que os pais, inclusive, podem estar enganados na condução daquele assunto e podem rever sua posição) e isso deveria ajudar a elucidar qual seria a melhor conduta a tomar nesse tipo de caso, e, a partir do que ficasse acertado, todos deveriam agir em conformidade sempre visando o <span style="text-decoration: underline;">bem da própria criança.</span></p>
<p>Infelizmente, a solução do diálogo &#8211; que parece a mais simples &#8211; nem sempre surte resultado, até porque pode haver um conflito real de visão de mundo e de como devem ser criados os filhos.</p>
<p>Sabemos que esse diálogo maduro e produtivo nem sempre ocorre porque algumas vezes o espaço familiar também é um espaço de luta de poder e de afirmação de convicções que podem esconder, algumas vezes, outros problemas adjacentes ou por trás dessas pequenas “rebeldias”, ou “escorregões”, pois quando a relação entre pais e avós da criança, para citar um exemplo, é saudável, uma conversa franca e orientadora deveria ser suficiente.</p>
<p>Se pensarmos com isenção e frieza e percebermos que o diálogo até existe, mas não está convergindo, ou que há uma aceitação na hora da discussão, mas depois os comportamentos não correspondem ao que foi combinado e há recaídas amplas e constantes, restam 2 opções aos pais:</p>
<p>Primeira opção: quando a criança já tem idade para entender a situação, é preciso esclarecer com a criança que há, sim, um conflito de visões (mantendo o exemplo) entre os pais e os avós (nesse caso é importante mostrar que pai e mãe pensam igual), mas que deve prevalecer &#8211; sempre &#8211; o que os pais determinam, ficando a criança prevenida que os pais têm a última palavra sobre a criação dela e que ela deve.</p>
<p>Isso significa que, por exemplo, mesmo isentada pelos avós de cumprir o que os pais determinaram, atender ao que os pais decidiram (e que ela diga aos avós que vai fazer o que os pais mandaram) e que isso não se dá somente na esfera familiar, mas em todos os demais ambientes que ela frequenta.</p>
<p>Ou seja, mesmo que um dos avós diga que fará de outro modo certa coisa, ou que permite algo que foi explicitamente vetado pelos pais, será a criança quem deve avisar que vai atender ao que foi determinado a ela, mostrando assim que está agindo de forma  responsável e obediente!</p>
<p>Se for preciso, some-se a isso a indicação de uma punição clara à criança caso ela descumpra o que foi com ela combinado. A punição e o motivo devem ser comunicados aos avós, para que eles saibam que, ao contrair o que os pais estabelecem, será a criança quem acabará, infelizmente, por sofrer as consequências.</p>
<p>Segunda opção: os pais prescindirem da ajuda dos parentes, afinal, ninguém pode se sentir obrigado a ajudar e a manter comportamentos dos quais discorda! Esse é o preço a pagar quando alguém se utiliza de apoios externos que divergem de sua orientação. Se nada funciona, se abre mão da exigência, ou se abre mão da ajuda!</p>
<p>Os pais devem conversar bastante, analisar se o conflito é realmente incontornável e, juntos, decidirem qual o melhor caminho a seguir.</p>
<p>Essas duas opções valem também para empregadas, terceiros, amigos e em qualquer outro ambiente de convivência da criança.</p>
<p>&nbsp;<!--:--></p>
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