<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog de Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo &#187; CRIANÇAS EM RESTAURANTES</title>
	<atom:link href="http://mbeatrizlobo.com.br/index.php/tag/criancas-em-restaurantes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mbeatrizlobo.com.br</link>
	<description>Bia Lobo</description>
	<lastBuildDate>Tue, 23 Sep 2014 19:33:05 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>LUGARES DE CLASSE E FAMÍLIAS SEM CLASSE! POST 60</title>
		<link>https://mbeatrizlobo.com.br/index.php/2013/04/lugares-de-classe-e-familias-sem-classe-post-60/</link>
		<comments>https://mbeatrizlobo.com.br/index.php/2013/04/lugares-de-classe-e-familias-sem-classe-post-60/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 18:44:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos e família]]></category>
		<category><![CDATA[COMO CRIAR OS FILHJOS]]></category>
		<category><![CDATA[CRIANÇAS EM RESTAURANTES]]></category>
		<category><![CDATA[FALTA DE EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Os pais de hoje]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mbeatrizlobo.com.br/?p=791</guid>
		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; POST 60 LUGARES DE CLASSE E FAMÍLIAS SEM CLASSE   O título pode parecer agressivo, mas acreditem, foi o mais leve que me veio à cabeça&#8230; Não quero generalizar, nem posso, mas tenho certeza que ao ler este artigo, muitos vão se recordar de várias passagens semelhantes que acontecem toda hora, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--:de-->&nbsp;</p>
<p><!--:--><!--:en-->&nbsp;</p>
<p><!--:--><!--:zh-->&nbsp;</p>
<p><!--:--><!--:pt-->
<p align="center"><strong>POST 60</strong></p>
<p align="center"><strong>LUGARES DE CLASSE E FAMÍLIAS SEM CLASSE</strong></p>
<p align="center"> <strong></strong></p>
<p>O título pode parecer agressivo, mas acreditem, foi o mais leve que me veio à cabeça&#8230;</p>
<p>Não quero generalizar, nem posso, mas tenho certeza que ao ler este artigo, muitos vão se recordar de várias passagens semelhantes que acontecem toda hora, mas como diz o título, também em lugares finos e é para isso que eu quero chamar a atenção, pois dinheiro e educação não andam necessariamente juntos!</p>
<p>Passei a tarde do último domingo em um dos mais luxuosos shoppings de São Paulo. O horário avançado (15h30) e a lotação dos restaurantes já me chamaram a atenção. Pensei que, como nós, vários casais haviam transformado o almoço em “almojanta”, mas a quantidade de crianças indicava que deve mesmo haver algo muito errado em pais que levam crianças para almoçar quase no final da tarde&#8230;fazendo prevalecer os seus horários e não os horários corretos para elas!</p>
<p>Por serem mais requintados são exatamente os lugares que mais exigem certa finura de postura, um tom de voz mais baixo nas conversas, um paladar um pouco mais refinado, enfim, lugares para adultos! Mas, como dizem: se temos dinheiro para pagar, o lugar está na moda, por que não podemos levar os pimpolhos e nos privar deste prazer?</p>
<p>Crianças pequenas, desde bebês começando a andar e as maiorzinhas de 5, 6, até 10 anos, a maioria já estava naquela impaciência por causa da demora, da fome, sono ou cansaço, sei lá, pode ser até por desadequação dos ambientes que não foram feitos para crianças!</p>
<p>Não podia dar outra: algumas aos berros, outras brincando de pega-pega esbarrando nos outros ou derrubando coisas, outras fazendo malcriação, manha, com chupeta na boca, fralda na mão, grito fino e agudo querendo chamar a atenção e, pior, conseguindo!</p>
<p>Não há como não reparar mais atentamente como os pais se tornaram verdadeiros reféns dos filhos, em especial dos caçulas.</p>
<p>Problemas oriundos dos novos arranjos familiares decorrentes de casais separados que geraram “madrastas de mãe viva, ou padrastos de pai vivo” – afinal o que a mulher do pai é da filha dele quando a mãe dela é viva? Ou vice-versa? &#8211; tentando conquistar (porque controlar já desistiram há muito tempo) a criança com aquelas frases absurdas do tipo “se você não ficar quietinha vou chamar o garçom”, ou “você não pode ficar sem comer nada, coma pelo menos um pouquinho deste brigadeirão!”.</p>
<p>Sem falar naquelas crianças quase tiranas gritando, mandando os pais calarem a boca, ou agredindo-os verbal e fisicamente, recebendo em troca um riso sem graça e uma lição inspirada na <em>supernany, mas</em> sem qualquer adaptação àquela situação caótica e vexatória!</p>
<p>Contei 80% de crianças com mais de 4 anos, todas com smartphones, freneticamente mergulhadas em joguinhos e outros mimos, os pais sem conversar, e quando tentam entabular qualquer assunto recebem uma repreensão ou um desdém como resposta dos pequenos.</p>
<p>Alguém acha que esse tipo de tecnologia é um brinquedo ou uma babá eletrônica? O que essas crianças vão almejar ter aos 18 anos? Pelo que vão lutar? Só que criança com smartphone é prova de status&#8230;.</p>
<p>Elas não querem comer o que foi pedido, não querem ficar quietas, não querem conversar, não querem brincar aquelas brincadeiras que fazíamos à mesa com palitos ou guardanapos, enfim, um verdadeiro filme de terror.</p>
<p>Quem olha a cena, como nós, recebe logo aquele comentário meio azulado: as crianças de hoje são tão diferentes das do nosso tempo, não é?</p>
<p>E se você concorda, vem o discurso pronto de como os pais de hoje em dia estão permissivos, pois se sentem culpados pela ausência e querem compensar os filhos abrindo mão de impor limites, como se assim não fossem os próprios.</p>
<p>O incrível, também, é a absoluta ausência de autocrítica, pois os pais em questão são enfáticos em dizer que <span style="text-decoration: underline;">eles</span> conseguem levar a criançada nos trilhos &#8211; “porque somos amigos dos nossos filhos, mas exigimos respeito!” – só que tudo contra o que se observou no comportamento deles nas últimas 2 horas&#8230;</p>
<p>Todos fingem não perceber o mal estar que a bagunça e a falta de educação dessas crianças causam nos demais clientes, apenas os atendentes falam conosco baixinho, depois, se desculpando pelo incômodo.</p>
<p>Vimos numa mesa de 4 pessoas (um casal e duas filhas) em um restaurante fino as crianças comendo sanduiches e os pais enfiando qualquer coisa na boca sem ter tempo, nem condições, de aproveitar a refeição no meio de tanta reclamação e brinquedos espalhados na vã tentativa de distrair as pimpolhas.</p>
<p>Enquanto outros ficam de conversa entre si (sim, eles saem em grupos de casais com crianças, todas com o mesmo comportamento!) e largam (ou fingem que não estão vendo) as crianças ao Deus dará até que alguém, talvez um anjo, venha dar uma mãozinha.</p>
<p>Isso porque, como disse um casal para nós, “com meus pais bastava eles darem aquela olhada feia!”, ou seja, há o reconhecimento de que houve uma perda, sim, em comparação com a<em> “educação à moda antiga”</em>.</p>
<p>Infelizmente, percebo que não é só com os ricos, mas entre eles esse caos toma um ar <em>blasé</em> insuportável!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;<!--:--></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://mbeatrizlobo.com.br/index.php/2013/04/lugares-de-classe-e-familias-sem-classe-post-60/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
