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	<title>Blog de Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo &#187; Relacionamentos e família</title>
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	<description>Bia Lobo</description>
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		<title>LUGARES DE CLASSE E FAMÍLIAS SEM CLASSE! POST 60</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 18:44:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos e família]]></category>
		<category><![CDATA[COMO CRIAR OS FILHJOS]]></category>
		<category><![CDATA[CRIANÇAS EM RESTAURANTES]]></category>
		<category><![CDATA[FALTA DE EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Os pais de hoje]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; POST 60 LUGARES DE CLASSE E FAMÍLIAS SEM CLASSE   O título pode parecer agressivo, mas acreditem, foi o mais leve que me veio à cabeça&#8230; Não quero generalizar, nem posso, mas tenho certeza que ao ler este artigo, muitos vão se recordar de várias passagens semelhantes que acontecem toda hora, mas [...]]]></description>
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<p align="center"><strong>POST 60</strong></p>
<p align="center"><strong>LUGARES DE CLASSE E FAMÍLIAS SEM CLASSE</strong></p>
<p align="center"> <strong></strong></p>
<p>O título pode parecer agressivo, mas acreditem, foi o mais leve que me veio à cabeça&#8230;</p>
<p>Não quero generalizar, nem posso, mas tenho certeza que ao ler este artigo, muitos vão se recordar de várias passagens semelhantes que acontecem toda hora, mas como diz o título, também em lugares finos e é para isso que eu quero chamar a atenção, pois dinheiro e educação não andam necessariamente juntos!</p>
<p>Passei a tarde do último domingo em um dos mais luxuosos shoppings de São Paulo. O horário avançado (15h30) e a lotação dos restaurantes já me chamaram a atenção. Pensei que, como nós, vários casais haviam transformado o almoço em “almojanta”, mas a quantidade de crianças indicava que deve mesmo haver algo muito errado em pais que levam crianças para almoçar quase no final da tarde&#8230;fazendo prevalecer os seus horários e não os horários corretos para elas!</p>
<p>Por serem mais requintados são exatamente os lugares que mais exigem certa finura de postura, um tom de voz mais baixo nas conversas, um paladar um pouco mais refinado, enfim, lugares para adultos! Mas, como dizem: se temos dinheiro para pagar, o lugar está na moda, por que não podemos levar os pimpolhos e nos privar deste prazer?</p>
<p>Crianças pequenas, desde bebês começando a andar e as maiorzinhas de 5, 6, até 10 anos, a maioria já estava naquela impaciência por causa da demora, da fome, sono ou cansaço, sei lá, pode ser até por desadequação dos ambientes que não foram feitos para crianças!</p>
<p>Não podia dar outra: algumas aos berros, outras brincando de pega-pega esbarrando nos outros ou derrubando coisas, outras fazendo malcriação, manha, com chupeta na boca, fralda na mão, grito fino e agudo querendo chamar a atenção e, pior, conseguindo!</p>
<p>Não há como não reparar mais atentamente como os pais se tornaram verdadeiros reféns dos filhos, em especial dos caçulas.</p>
<p>Problemas oriundos dos novos arranjos familiares decorrentes de casais separados que geraram “madrastas de mãe viva, ou padrastos de pai vivo” – afinal o que a mulher do pai é da filha dele quando a mãe dela é viva? Ou vice-versa? &#8211; tentando conquistar (porque controlar já desistiram há muito tempo) a criança com aquelas frases absurdas do tipo “se você não ficar quietinha vou chamar o garçom”, ou “você não pode ficar sem comer nada, coma pelo menos um pouquinho deste brigadeirão!”.</p>
<p>Sem falar naquelas crianças quase tiranas gritando, mandando os pais calarem a boca, ou agredindo-os verbal e fisicamente, recebendo em troca um riso sem graça e uma lição inspirada na <em>supernany, mas</em> sem qualquer adaptação àquela situação caótica e vexatória!</p>
<p>Contei 80% de crianças com mais de 4 anos, todas com smartphones, freneticamente mergulhadas em joguinhos e outros mimos, os pais sem conversar, e quando tentam entabular qualquer assunto recebem uma repreensão ou um desdém como resposta dos pequenos.</p>
<p>Alguém acha que esse tipo de tecnologia é um brinquedo ou uma babá eletrônica? O que essas crianças vão almejar ter aos 18 anos? Pelo que vão lutar? Só que criança com smartphone é prova de status&#8230;.</p>
<p>Elas não querem comer o que foi pedido, não querem ficar quietas, não querem conversar, não querem brincar aquelas brincadeiras que fazíamos à mesa com palitos ou guardanapos, enfim, um verdadeiro filme de terror.</p>
<p>Quem olha a cena, como nós, recebe logo aquele comentário meio azulado: as crianças de hoje são tão diferentes das do nosso tempo, não é?</p>
<p>E se você concorda, vem o discurso pronto de como os pais de hoje em dia estão permissivos, pois se sentem culpados pela ausência e querem compensar os filhos abrindo mão de impor limites, como se assim não fossem os próprios.</p>
<p>O incrível, também, é a absoluta ausência de autocrítica, pois os pais em questão são enfáticos em dizer que <span style="text-decoration: underline;">eles</span> conseguem levar a criançada nos trilhos &#8211; “porque somos amigos dos nossos filhos, mas exigimos respeito!” – só que tudo contra o que se observou no comportamento deles nas últimas 2 horas&#8230;</p>
<p>Todos fingem não perceber o mal estar que a bagunça e a falta de educação dessas crianças causam nos demais clientes, apenas os atendentes falam conosco baixinho, depois, se desculpando pelo incômodo.</p>
<p>Vimos numa mesa de 4 pessoas (um casal e duas filhas) em um restaurante fino as crianças comendo sanduiches e os pais enfiando qualquer coisa na boca sem ter tempo, nem condições, de aproveitar a refeição no meio de tanta reclamação e brinquedos espalhados na vã tentativa de distrair as pimpolhas.</p>
<p>Enquanto outros ficam de conversa entre si (sim, eles saem em grupos de casais com crianças, todas com o mesmo comportamento!) e largam (ou fingem que não estão vendo) as crianças ao Deus dará até que alguém, talvez um anjo, venha dar uma mãozinha.</p>
<p>Isso porque, como disse um casal para nós, “com meus pais bastava eles darem aquela olhada feia!”, ou seja, há o reconhecimento de que houve uma perda, sim, em comparação com a<em> “educação à moda antiga”</em>.</p>
<p>Infelizmente, percebo que não é só com os ricos, mas entre eles esse caos toma um ar <em>blasé</em> insuportável!</p>
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		<title>O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos? Post 57</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2013 01:59:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos e família]]></category>
		<category><![CDATA[como lidar com a família na criação dos filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidar das crianças]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; Post 57 O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos? A dificuldade de conseguir um padrão na educação dos filhos é um problema comum que atinge aos próprios pais entre si, aumenta quando inclui a presença de uma pessoa que trabalha para a família e cuida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--:de-->&nbsp;</p>
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<p align="center"><strong>Post 57</strong></p>
<p align="center"><strong>O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos?</strong></p>
<p>A dificuldade de conseguir um padrão na educação dos filhos é um problema comum que atinge aos próprios pais entre si, aumenta quando inclui a presença de uma pessoa que trabalha para a família e cuida da(s) criança(s) em períodos específicos e tende a se agravar quando se conta com o auxílio de parentes que não seguem as orientações e “deseducam” em quesitos que podem comprometer a árdua tarefa de formar adultos éticos, responsáveis e educados.</p>
<p>A convergência entre as opiniões e a conduta dos pais (casados ou separados!) sobre as principais questões e valores ligados à criação dos filhos é a mais crucial para que a criança tenha clareza sobre quais comportamentos e atitudes se esperam dela. Entretanto, interferências indevidas podem atrapalhar, sim, a consolidação do processo educativo se não forem bem discutidas e compreendidas por todos os envolvidos &#8211; os pais, os parentes, funcionários e a(s) criança(s).</p>
<p>Se uma funcionária, mesmo com risco de perder o emprego, por vezes não cumpre com o que foi combinado com os pais da criança e sucumbe às suas próprias conveniências e opiniões, os avós, tios ou outros parentes que se dispõem a cuidar de nossos filhos, com muita mais frequência do que gostamos de admitir e tentar resolver, se acham no direito de praticar ações, ou contradizer ordens por sentirem a autoridade de quem, afinal, está “desempenhando seu papel” junto à educação da criança que também lhes é muito querida.</p>
<p>Muitos fazem isso com legítimo espírito de colaboração e pensando no bem estar da criança, pois acham que têm experiência e que o que acontece está correto e em ocasiões que normalmente são consideradas “excepcionais”.</p>
<p>Ocorre que mesmo os pequenos gestos podem gerar conflitos e criar para a criança o melhor dos mundos: ela só obedece a quem exige na forma e aquilo que ela achar mais conveniente! Ou seja, ela rapidamente (e as crianças fazem isso desde a mais tenra idade) reconhece o espaço de luta de poder e “usa” a fragilidade dessas relações para optar pelo comportamento cujo reforço for mais positivo para ela. Isso não educa, deseduca!</p>
<p>A primeira e principal orientação, é claro, deve ser o estabelecimento de um diálogo claro e permanente entre as partes que cuidam da criança de forma que todos possam colocar franca, objetiva e imparcialmente seus valores e seus pontos de vistas, e, em especial, a razão que justifica cada posição assumida.</p>
<p>A partir desse diálogo, é preciso estabelecer as condições para que todos os ângulos e visões apresentados sobre o problema possam ser analisados (já que os pais, inclusive, podem estar enganados na condução daquele assunto e podem rever sua posição) e isso deveria ajudar a elucidar qual seria a melhor conduta a tomar nesse tipo de caso, e, a partir do que ficasse acertado, todos deveriam agir em conformidade sempre visando o <span style="text-decoration: underline;">bem da própria criança.</span></p>
<p>Infelizmente, a solução do diálogo &#8211; que parece a mais simples &#8211; nem sempre surte resultado, até porque pode haver um conflito real de visão de mundo e de como devem ser criados os filhos.</p>
<p>Sabemos que esse diálogo maduro e produtivo nem sempre ocorre porque algumas vezes o espaço familiar também é um espaço de luta de poder e de afirmação de convicções que podem esconder, algumas vezes, outros problemas adjacentes ou por trás dessas pequenas “rebeldias”, ou “escorregões”, pois quando a relação entre pais e avós da criança, para citar um exemplo, é saudável, uma conversa franca e orientadora deveria ser suficiente.</p>
<p>Se pensarmos com isenção e frieza e percebermos que o diálogo até existe, mas não está convergindo, ou que há uma aceitação na hora da discussão, mas depois os comportamentos não correspondem ao que foi combinado e há recaídas amplas e constantes, restam 2 opções aos pais:</p>
<p>Primeira opção: quando a criança já tem idade para entender a situação, é preciso esclarecer com a criança que há, sim, um conflito de visões (mantendo o exemplo) entre os pais e os avós (nesse caso é importante mostrar que pai e mãe pensam igual), mas que deve prevalecer &#8211; sempre &#8211; o que os pais determinam, ficando a criança prevenida que os pais têm a última palavra sobre a criação dela e que ela deve.</p>
<p>Isso significa que, por exemplo, mesmo isentada pelos avós de cumprir o que os pais determinaram, atender ao que os pais decidiram (e que ela diga aos avós que vai fazer o que os pais mandaram) e que isso não se dá somente na esfera familiar, mas em todos os demais ambientes que ela frequenta.</p>
<p>Ou seja, mesmo que um dos avós diga que fará de outro modo certa coisa, ou que permite algo que foi explicitamente vetado pelos pais, será a criança quem deve avisar que vai atender ao que foi determinado a ela, mostrando assim que está agindo de forma  responsável e obediente!</p>
<p>Se for preciso, some-se a isso a indicação de uma punição clara à criança caso ela descumpra o que foi com ela combinado. A punição e o motivo devem ser comunicados aos avós, para que eles saibam que, ao contrair o que os pais estabelecem, será a criança quem acabará, infelizmente, por sofrer as consequências.</p>
<p>Segunda opção: os pais prescindirem da ajuda dos parentes, afinal, ninguém pode se sentir obrigado a ajudar e a manter comportamentos dos quais discorda! Esse é o preço a pagar quando alguém se utiliza de apoios externos que divergem de sua orientação. Se nada funciona, se abre mão da exigência, ou se abre mão da ajuda!</p>
<p>Os pais devem conversar bastante, analisar se o conflito é realmente incontornável e, juntos, decidirem qual o melhor caminho a seguir.</p>
<p>Essas duas opções valem também para empregadas, terceiros, amigos e em qualquer outro ambiente de convivência da criança.</p>
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		<title>We are no so good in PISAVamos muito mal no PISA: Post 53</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2012 17:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
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		<category><![CDATA[Escola dos bárbaros]]></category>
		<category><![CDATA[PISA]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Lobo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; Vamos muito mal no PISA: Post 53 Infelizmente nosso país insiste em olhar o &#8220;copo&#8221; da nossa Educação e, ao invés de vê-lo meio vazio, sempre considera que está meio cheio! Quando se fala dos péssimos resultados nos exames internacionais da educação básica, usa-se argumentos de que os exames não são adequados [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;">Vamos muito mal no PISA: Post 53</p>
<p style="text-align: left;">Infelizmente nosso país insiste em olhar o &#8220;copo&#8221; da nossa Educação e, ao invés de vê-lo meio vazio, sempre considera que está meio cheio! Quando se fala dos péssimos resultados nos exames internacionais da educação básica, usa-se argumentos de que os exames não são adequados para nós, que o Brasil &#8211; diferentemente do que aconteceu com os países pioneiros na adesão ao exame &#8211; não teve chance de escolher as suas melhores escolas para participar etc. Quando interessa correm dizer que nosso desempenho melhorou!<br />
Não adianta dourar a pílula: vamos muito mal mesmo na nossa educação, em TODOS os níveis, e nosso avanço é de formiga, nem de tartaruga, ainda mais quando sabemos que nossa economia está entre as 10 maiores do mundo e nossa educação básica fica lá pelos últimos 50 lugares!<br />
O pior é que não adianta se iludir, pois como disse Roberto Lobo, meu marido, em seu artigo que reproduzo abaixo e que saiu na Folha de São Paulo, é hora de sabermos se não temos &#8220;Escolas de Bárbaros&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>                              A ESCOLA DOS BÁRBAROS</strong></p>
<p align="right"><strong>Roberto Leal Lobo e Silva Filho</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imprensa vem denunciando de forma crescente a violência que está se instalando em nossas escolas, ameaçando e desmotivando professores e gestores.</p>
<p>Pais e filhos acham que a escola não pode contrariar os estudantes ou exigir desempenho. Também há graves problemas no seio das famílias que não conseguem impor limites aos filhos (quando não são os próprios pais que não sabem cumprir limites) e isso se espraia para a sala de aula.</p>
<p>Esse problema que está se tornando quase epidêmico no Brasil não é desconhecido em outros países.</p>
<p>Se você está preocupado, ou inconformado com essa situação e se gosta de ler escritores bem radicais, então o livro “A Escola dos Bárbaros”<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Maria%20Beatriz/Meus%20documentos/Artigos%20e%20entrevistas/escola%20dos%20b%C3%A1rbaros%20final.docx#_ftn1">[1]</a> merece ser lido.</p>
<p>Esse livro foi publicado por duas professoras francesas e trata do que elas consideram a degradação das escolas naquele país no final da década de 80.</p>
<p>As autoras consideram que a falta de disciplina nas escolas reflete uma sociedade que “adota o prazer como o ideal, em todas as direções e, para quem, o objetivo da civilização é <em>se divertir sem limites</em>”.  Afirmam que, por isso, “todos os meios da educação atual tendem a um único resultado: prolongar, indefinidamente, o estado de infância intelectual, social, moral e bloquear todas as vias que conduzem à idade adulta”.</p>
<p>Além disso, defendem a tese de que “é uma enganação afirmar que a inaptidão para expressar-se, que a ignorância crassa em história, em geografia, em literatura e a incapacidade em seguir um raciocínio elementar sejam o preço necessário do progresso da cultura das massas e correspondam a escolhas positivas da sociedade moderna”.</p>
<p>Elas denunciam que, sob o pretexto de instaurar na escola a igualdade real, chega-se, inexoravelmente, a aniquilar a própria instituição e que a prioridade pela democratização não é, em si mesmo, a responsável pela atual catástrofe, pois é possível imaginar uma escola de massa eficaz.</p>
<p>Se você concordar com elas vai se deleitar, ainda, com a crítica que afirma “que a ambição da igualdade a todo preço desencoraja o esforço de aprender, tipicamente individual, substituindo-o por práticas extracurriculares ou de posturas críticas fáceis e sem conteúdo, nivelando por baixo”.</p>
<p>Além dessas teses, as autoras criticam, com muita dureza, pedagogos, professores, administradores, sindicatos de professores, a nova geração de pais e, principalmente, as ideologias que banalizaram o ensino, que criaram sindicatos que defendem a mediocridade e o corporativismo, desestimulando o trabalho e o esforço individual, e denunciam a visão simplista de que as soluções tecnológicas e o aumento dos orçamentos podem resolver todos os males que afligem o ensino básico.</p>
<p>Se você tiver o equilíbrio de separar o que as autoras criticam na escola da visão por vezes muito radical e pouco generosa das mesmas &#8211; como a crítica ácida em relação às tentativas de se diminuir as injustiças da sociedade e de implantar a democratização do acesso de todos à educação, que são muitas vezes bem intencionadas, mesmo que mal sucedidas &#8211; este livro, apesar de sobrecarregado de adjetivos, pode ser útil na reformulação das atuais tendências do ensino no Brasil.</p>
<p>A destruição de alguns paradigmas &#8211; como a qualidade universal do trabalho em grupo, a “postura crítica” sobreposta ao conhecimento e à análise erudita, a frouxidão e a permissividade substituindo a disciplina e a cobrança, a prioridade das atividades “sociais” em detrimento do estudo persistente, a valorização dos pesquisadores de banalidades, a ênfase nas metodologias ao invés dos conteúdos &#8211; é bem costurada e vale uma reflexão, como tudo o que é discutido neste livro polêmico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Maria%20Beatriz/Meus%20documentos/Artigos%20e%20entrevistas/escola%20dos%20b%C3%A1rbaros%20final.docx#_ftnref1">[1]</a> “A Escola dos Bárbaros”, Isabelle Stal e Françoise Thom, T.ª Queiroz Editor, Ltda., São Paulo, 1991</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
<p><!--:--></p>
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		<title>Sobre meus Vídeos Impertinentes</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jun 2012 00:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor e sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
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		<category><![CDATA[pequenos vídeos em que falo de muitos assuntos]]></category>
		<category><![CDATA[problemas]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos impertinentes]]></category>

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		<description><![CDATA[Para os meus leitores que não tem interface com meu Facebook, ou que não constam de minha lista de e-mails, eu gostaria de avisar que há algumas semanas atrás comecei a postar no Youtube uma série de pequenos vídeos amadores, gravados aqui mesmo em nosso auditório, com câmera de turista e de improviso, mas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para os meus leitores que não tem interface com meu Facebook, ou que não constam de minha lista de e-mails, eu gostaria de avisar que há algumas semanas atrás comecei a postar no Youtube uma série de pequenos vídeos amadores, gravados aqui mesmo em nosso auditório, com câmera de turista e de improviso, mas que mesmo assim são peças de objetivos nobres: apresentar opiniões e pontos de vista nosos sobre assuntos importantes, de forma corajosa e sem compromisso político ou de agradar ninguém e, por isso, chamam-se &#8220;Vídeos Impertinentes&#8221;.<br />
Quero apenas ter o direito de expressar minha opinião, fazer críticas, desabafos, apontar outros prismas que podem e devem ser considerados sobre os mais variados assuntos. Quem assistiu dizem que muitos deles, além de terem vários argumentos corretos, reflexões e histórias verdadeiras e adequadas, são bem engraçados, já que eu &#8220;boto mesmo pra quebrar!&#8221;.<br />
Apesar de 88% de meus leitores serem de outros países e não falarem português (pois usam a ferramento do Google Tradutor), mesmo os Vídeos Impertinentes sendo também em português, gostaria que mais pessoas tivessem acesso a eles e, talvez, lá na frente, até alguns sejam traduzidos, ganhem legenda e sejam compartilhados também em outras línguas, pois muitos assuntos tratados são universais e não dizem respeito só aos problemas e questões do Brasil.<br />
Os Vídeos Impertinentes são numerados, (para que todos possam ir assitindo paulatinamente sabendo quais já viram) e já estão na casa dos mais de 30.  Hoje (menos de um mês que comecei) eles já tem, no conjunto, mais de mil acessos.<br />
Espero que façam o mesmo sucesso deste Blog que já está chegando na marca de 75 mil Hits de acordo com o programa &#8220;Counterize&#8221; do WordPress.<br />
Obrigada a todos porque isso é para vocês e por vocês!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dez Mandamentos para Fazer de seu Filho um Provável Delinquente! Post 47</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 19:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos e família]]></category>
		<category><![CDATA[Como criar um delinquente]]></category>
		<category><![CDATA[faça tudo o que seu filho pedir]]></category>
		<category><![CDATA[meus filhos são perfeitos]]></category>
		<category><![CDATA[não faça-o chorar agora para todos chorarem lá na frete]]></category>
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		<description><![CDATA[Dez Mandamentos para Fazer de seu Filho um Provável Delinquente! Post 47  Não quero ser a dona da verdade, nem ofender a quem tem algumas dessas atitudes, ou comportamentos, mas pretendo, com esta lista, alertar pais, filhos e a sociedade para situações que favorecem, e muito, a criação inadequada dos filhos. Quando não se toma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Dez Mandamentos para Fazer de seu Filho um Provável Delinquente!</strong></p>
<p align="center"><strong>Post 47</strong> </p>
<p>Não quero ser a dona da verdade, nem ofender a quem tem algumas dessas atitudes, ou comportamentos, mas pretendo, com esta lista, alertar pais, filhos e a sociedade para situações que favorecem, e muito, a criação inadequada dos filhos.<br />
Quando não se toma cuidado com isso, depois, lá na frente, é possível prever um triste destino: para o próprio filho, para quem os criou e para a sociedade como um todo.<br />
Muito cuidado, pois por aqui há muita gente se empenhando em seguir vários desses mandamentos com seu (sua) (seus) filho (a) (s).<br />
1-    Nunca diga “não” a seu filho. Não negue nada a ele e permita que ele faça tudo o que quiser e tiver vontade, independentemente da hora, de quem, de onde e o que ele quer fazer;<br />
2-    Dê razão a ele sempre e em todos os momentos em que ele tiver algum conflito, inclusive em família e ouça/acredite apenas na versão que ele lhe apresentar;<br />
3-    Abasteça-o com todos os mimos e bens materiais que ele sonha ter e até com os que ele não sonha, pois ele sempre merece e deve ter de tudo do bom e do melhor e não o faça esperar para ter as coisas, mesmo que não sejam necessárias, ou você não tenha condições de arcar com essas despesas;<br />
4-    Não o recrimine, desautorize ou reclame quando ele maltratar pessoas (parentes, amigos, empregados ou desconhecidos), animais (dele, dos outros ou encontrados na rua) ou coisas (dele, suas, da família, dos outros ou do patrimônio público);<br />
5-    Dê a ele sempre boas quantias de dinheiro para uso livre e, quando ele contrair dívidas, apresse-se em pagá-las em seu lugar;<br />
6-    Nunca cobre dele qualquer esforço físico, bom desempenho ou comportamento adequado e acoberte de todos, inclusive do seu conjunge, todas as falhas, erros e injustiças que ele venha a cometer;<br />
7-    Poupe-o de tudo e nunca exija que ele se sacrifique ou faça algo pelo bem estar da família, pois em casa ele deve se sentir como um hóspede de luxo e, se ele fizer pelo menos a obrigação mínima que se espera dele, pague pelo “serviço”;<br />
8-    Valorize e demonstre que apenas as coisas materiais, o sucesso a qualquer custo e o status das pessoas são importantes e menospreze a todos e a tudo que se refira a comportamentos éticos, honestos, frutos de esforço, trabalho ou dedicação;<br />
9-    Considere-o uma pessoa perfeita e exprima sempre sua admiração e reconhecimento em todas as ocasiões e com todas as pessoas, mesmo que isso não seja verdade, ou ele não mereça;<br />
10- Por fim, nunca o deixe esquecer que seu amor incondicional significa que você sempre o perdoará, haja o que houver, e que nunca ele será punido por seus erros, sejam eles quais forem e contra quem forem, se preciso assuma, inclusive, a culpa no lugar dele e seja inimiga de todas as pessoas de quem ele não gosta, ou que tiverem a petulância de criticá-lo, pois ele é o SEU filho querido!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Alcançamos a marca de 50 mil Hits! Post 44</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 16:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor e sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
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		<category><![CDATA[10 mil visitantes]]></category>
		<category><![CDATA[Blog chega a 50 mil hits]]></category>
		<category><![CDATA[há espaço para quem quer divulgar boas idéias e pontos de vista]]></category>
		<category><![CDATA[obrigada aos leitores e blogueiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Aos meus queridos leitores/blogueiros, quero enviar esta mensagem de júbilo e agradecimento por termos atingido a marca de 50.000 Hits de quase 10 mil visitantes de mais de 50 países que postaram mais de 1.500 comentários distribuídos nos 44 posts que tenho no Blog até o momento. O campeão das visitas do Blog são os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos meus queridos leitores/blogueiros, quero enviar esta mensagem de júbilo e agradecimento por termos atingido a marca de 50.000 Hits de quase 10 mil visitantes de mais de 50 países que postaram mais de 1.500 comentários distribuídos nos 44 posts que tenho no Blog até o momento.<br />
O campeão das visitas do Blog são os Estados Unidos com cerca de 43% do total. O Brasil hoje responde por cerca de 10% das visitas, seguido pela Alemanha com 8%, Reino Unido com 6% e França e Polônia empatadas com 4%.<br />
Estes são dados do programa estatístico da plataforma WordPress na qual meu Blog foi construído e representam uma marca importante para um Blog em português, que possui textos longos e reflexivos.<br />
Os comentários que foram postados (a imensa maioria em inglês) são muito elogiosos, mas espero ainda aumentar mais o contingente de visitas e comentários, em especial dos meus conterrâneos brasileiros.<br />
Os números mostram que há espaço para quem pretende ajudar a discutir e introduzir novos pontos de vista sobre os mais variados assuntos. No meu caso, os posts do Blog são baseados em minha experiência profissional como educadora, gestora universitária, psicóloga e, sobretudo, como mulher, mãe, esposa e cidadã.<br />
Obrigada e vamos em frente!<strong></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como Melhorar o Atendimento de sua Organização? POST 43</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 20:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[como satisfazer e fidelizar os clientes]]></category>
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		<description><![CDATA[Sei, por experiência própria como consumidora, gestora e consultora que a maioria das organizações gostaria de afirmar que possui um atendimento de alto nível ao seu cliente, ou usuário e que também dispõe de mecanismos para garantir que esse padrão elevado não é isolado, mas  uniforme, ou seja, que há uma marca que distingue e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sei, por experiência própria como consumidora, gestora e consultora que a maioria das organizações gostaria de afirmar que possui um atendimento de alto nível ao seu cliente, ou usuário e que também dispõe de mecanismos para garantir que esse padrão elevado não é isolado, mas  uniforme, ou seja, que há uma marca que distingue e, ao mesmo tempo, identifica a organização em todos os seus setores, em todos os seus pontos de venda, filiais ou franquias.<br />
</strong><strong>Aliás, muitas organizações propalam seu bom atendimento sem qualquer condição de comprovar e mensurar isso objetivamente (o que nos obriga a duvidar disso) e outras não conseguem “implantar em seu DNA”, por assim dizer, comportamentos que alguns funcionários espontaneamente desenvolvem em razão de suas características próprias e não como resultado de um programa institucionalizado voltado ao atendimento primoroso!<br />
</strong><strong>O que vemos é que as melhores organizações investem mais em treinamento e valorização (incluindo programas de incentivo) dos seus melhores funcionários, mas sofrem para manter em seus quadros os mais qualificados já que esses passam a ser alvo natural de cobiça e assédio por parte dos concorrentes que querem “roubar” exatamente esses talentos, os que se sobressaem, que quase sempre também são justamente os que receberam os maiores investimentos de treinamento e formação.<br />
</strong><strong>Já ouvi de muitos empresários que há um dilema insuperável entre gastar para treinar e acabar abastecendo a concorrência com seu melhor pessoal ou não treinar e sofrer os prejuízos (financeiros e de imagem) decorrentes de um atendimento sofrível, um dos maiores responsáveis pela falta de fidelização dos clientes, ou usuários.<br />
</strong><strong>Ah! Antes que eu me esqueça, queria explicar porque acabo usando mais de uma denominação para identificar a mesma pessoa: cliente, usuário, consumidor, cidadão, comprador, hóspede, paciente etc.<br />
</strong><strong>É porque ainda existe em muitas organizações (em especial nas sem fins lucrativos, nas públicas, nos governos, nas ligadas ao terceiro setor, enfim, nas que não são vistas como organizações empresariais) um pudor equivocado para entender que não importa como é denominada, pois toda organização depende desta pessoa para sobreviver, ou para justificar sua existência.<br />
</strong><strong>Como há pessoas (chamem como quiserem chamar) por trás da razão de ser de qualquer atividade, elas precisam ser atendidas e por isso o problema do atendimento é universal!<br />
</strong><strong>No Brasil e no mundo, a cadeia complexa do bom atendimento ainda é um desafio poucas vezes superado, mesmo todos admitindo que é um dos fatores mais importantes para satisfazer ou fidelizar o cliente (vejam que  estou resumindo todos aqueles substantivos em um só, cliente, ou seja, aquele que compra seu produto ou usa o seu serviço!).<br />
</strong><strong>Quando deixamos a cadeira de gestor, ou de proprietário e passamos para o lado de lá do balcão, ou da relação comercial, sabemos muito bem o que queremos do atendimento de uma organização, mas não sabemos como implantar exatamente isso na nossa!<br />
</strong><strong>A razão é tão simples em sua justificativa como é desafiadora em sua execução: o bom atendimento é resultado de uma cultura institucional e não da ação isolada de pessoas ou setores de uma organização!<br />
</strong><strong>Ou seja, não adianta treinar, monitorar, incentivar ou até punir pessoas em razão do bom ou do mau atendimento, porque isso não garante que a organização esteja voltada e preparada para impregnar seus processos e seus colaboradores com o compromisso de atender bem pela simples razão de que é assim que todos se sentem propensos a agir, pois tem respaldo estrutural e motivação subjetiva para agir sempre dessa forma.<br />
</strong><strong>A cultura do bom atendimento não se passa por palestras (mesmo que elas sejam necessárias para sensibilizar e preparar uma organização para caminhar nessa direção), nem se garante por meio de remuneração variável, ou aumento das comissões ou da participação em resultados, pois nem sempre vender mais significa vender melhor para vender sempre!<br />
</strong><strong>Uma organização que se destaca por um atendimento primoroso trabalha muito para chegar lá, começando fundamentalmente pelo(s) dono(s) que devem ser o exemplo que dará consistência e respaldo a essa cultura.<br />
</strong><strong>Também não depende só da boa vontade (quem disse que ter um bom SAC – o que, infelizmente, ainda poucas organizações possuem – significa praticar um bom atendimento?), ou da implantação de soluções mágicas, pois exige diagnóstico profissional, planejamento e ações específicas, avaliação permanente, sistemas de recompensa, capacitação e treinamento, compartilhamento e disseminação do senso de pertencimento, ou seja, do orgulho de pertencer àquela organização.<br />
</strong><strong>Quem está imbuído da cultura do atendimento primoroso sabe que ela ultrapassa a fronteira da organização e adentra à própria personalidade das pessoas, manifestada em todos os lugares em que ela se encontra, não só no trabalho, mas em casa, no restaurante, no ônibus ou na fila de uma repartição.<br />
</strong><strong>Gera aumento de exigência com seu próprio desempenho em todas as atividades e também em relação aos colegas de trabalho, às chefias, aos amigos e conhecidos, em todos os lugares que frequenta e para todas as demais organizações da qual for cliente ou vier a trabalhar, pois muda a forma como a pessoa vê o mundo e o outro e como se sente recompensada em tudo aquilo que faz.<br />
</strong><strong>Atender bem, saber servir sem ser servil é uma das qualidades mais difíceis de desenvolver e mais difícil ainda de manter.<br />
Em compensação, uma organização que tem a cultura do atendimento primoroso realmente impregnada em suas decisões e em seu cotidiano, quando perde um colaborador sabe que o novo, ao chegar, será clamado a dançar no mesmo ritmo dos demais, que passam a não aceitar e ajudam a enquadrar quem está fora do compasso!</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cuidado com seus instintos: você pode afundar um navio! Post 36</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 14:51:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O Navio Costa Concórdia]]></category>
		<category><![CDATA[o orgulho e a soberba]]></category>
		<category><![CDATA[ser correto é normal]]></category>
		<category><![CDATA[tarefas já dominadas não são checadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu li no jornal que o comandante do navio Costa Concórdia, que naufragou há dias atrás na Itália, praticamente no “caminho de casa”, justificou a tragédia que ele mesmo causou como uma consequência de dois fatores: ele fez uma alteração de rota injustificável (que ele já havia feito outras vezes antes!) para saudar um velho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu li no jornal que o comandante do navio Costa Concórdia, que naufragou há dias atrás na Itália, praticamente no “caminho de casa”, justificou a tragédia que ele mesmo causou como uma consequência de dois fatores: ele fez uma alteração de rota injustificável (que ele já havia feito outras vezes antes!) para saudar um velho amigo e que ele, sim, ele foi vítima de seus próprios instintos!<br />
Eu não quero nem comentar os absurdos das declarações que ele vem alterando conforme a imprensa e as autoridades avançam nas investigações, como a explicação de como ele abandonou o navio (com um escorregão, ele caiu, sem querer, direto em um bote salva-vidas e foi levado com os outros passageiros para longe do navio), ou que as pedras que causaram o naufrágio não estavam nos mapas náuticos (como se pedras fossem iguais ao iceberg em que o TITANIC bateu!).<br />
Vou me concentrar em duas questões que considero muito ilustrativas de comportamentos que, quando não estão associados a uma grande tragédia, ou a uma demagógica reportagem, costumam passar despercebidas, mas que são importantes para uma reflexão.<br />
A primeira é o fato de que o Comandante Schettino (oriundo de uma família de várias gerações de comandantes que o antecederam) chamou de “instinto” o que, na verdade, é um comportamento adquirido e não um comportamento inato como ele parece querer que as pessoas acreditem: a soberba que leva à onipotência.<br />
Para explicar melhor, sabemos que é muito comum o ser humano desenvolver habilidades que, quando são perfeitamente dominadas e repetidas, podem ser menosprezadas por quem as realiza em seus riscos e consequências. Saber muito, ou fazer muito bem alguma atividade pode levar facilmente alguém a descumprir protocolos, ou deixar de fazer as verificações, ou correr o roteiro necessário para garantir um resultado adequado.<br />
É assim que se constroem os cenários de vários desastres, acidentes em que falhas humanas que poderiam ser evitadas ganham contornos de fatalidade, já que não se espera que isso possa acontecer a pessoas tão experientes.<br />
Entretanto, amigos, o <em>modus operandi</em> &#8211; esse tipo de comportamento e o que está por trás dele &#8211; não é privativo de quem é responsável pelos desastres, ou por grandes prejuízos que são causados contra pessoas físicas, ou jurídicas. Este é o modelo de comportamento para o qual caminham os filhos criados sem limites, os profissionais de alto comando que não são fiscalizados, as pessoas que se tornam famosas, ricas, ou poderosas que acham que tudo podem e que com eles nada de mal acontece, mas se acontecer, dá-se um jeito!<br />
Não pensem que é exagero meu, mas a sensação de ser “todo poderoso”, esta onipotência a qual me refiro, também acontece com os mortais comuns, e em situações do dia a dia, que vão desde dirigir um veículo após 2 ou 3 cervejas pensando que o domina, até fechar a casa antes de sair sem cuidar em verificar se as janelas estão abertas, ou deixar uma criança se divertir em uma brincadeira perigosa só porque você também fazia quando criança e não se machucou. Simples assim, mas no limite, ou nos extremos.<br />
Acontece também com quem responde por reuniões, ou festas, ou por atividades importantes nas empresas. Eles sabem o que tem que ser feito, mas não conseguem manter a constância necessária para garantir o melhor resultado e seguir o roteiro chato de checar o que tem que ser checado.<br />
Ou seja, a palestra não acontece porque não confirmaram o motorista que ia buscar o palestrante no aeroporto, os convidados chegam encharcados porque os noivos acreditam que nunca chove em casamentos ao ar livre, o relatório não chega a tempo porque, na última hora, a internet está fora do ar!<br />
A soberba é a supremacia do exercício do poder acima dos sentimentos alheios e das reais condições de executá-lo, para obter o que se deseja. É colocar-se além do bem e do mal, e, com isso, expor a si mesmo e aos demais sem ter esse direito ou consentimento. Funciona assim: faço porque eu quero, porque eu posso, porque eu mando!<br />
Da mesma forma, a segunda questão que levanto do infeliz episódio do naufrágio italiano, diz respeito ao julgamento que se faz das pessoas nesses casos, levando aos píncaros, ao topo do mundo e do panteão dos heróis quem apenas e tão somente cumpriu com sua obrigação, como o próprio Comandante da Companhia dos Portos de Livorno e sua mulher declararam após o episódio.<br />
Sei que muitos vão achar que cobrar severamente um Comandante que abandonou covardemente seu navio com vítimas a bordo, principalmente se esta atitude tiver gerado alguma ação ou consequência que acabou por salvar vidas, pode ser considerado um herói. Tanto é verdade que já se vende camisetas com a frase que virou um hit na internet, dita por ele aos gritos ao capitão do navio que se negava a voltar a bordo.<br />
Como a própria esposa do Comandante que trabalha na sala de emergência do porto italiano (e que teve seu momento de cobrança hierárquica junto ao capitão fujão gravado e repercutido mundo afora) declarou: “É preocupante que pessoas como meu marido, que simplesmente fazem o dever todos os dias, tornem-se imediatamente ídolos, personalidades, heróis neste país. Não é normal!”.<br />
Eu diria a ela que isso não ocorre só na Itália, mas no mundo todo. Aqui no Brasil, alguém pobre que devolve uma carteira encontrada na rua recheada de dinheiro tem presença garantida no horário nobre da TV e é considerado herói por muitos (e idiota por outros também!).<br />
Eu ainda sou do tempo no qual, para ser chamado de herói, alguém tinha que ter colocado a própria vida em risco para defender uma causa coletiva ou para salvar os outros sem que nada, ou ninguém tivesse pedido, ou mandado e sem pensar em receber nada em troca!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O valor dos bens materiais ao longo de nossa vida.</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 04:06:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[com a idade vamos mudando as prioridades]]></category>
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		<category><![CDATA[o que importa na vida]]></category>
		<category><![CDATA[os filhos tem que conquistar o seu]]></category>
		<category><![CDATA[precisamos aproveitar a vida]]></category>
		<category><![CDATA[ter menos de tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[É impressionante que, mesmo sabendo da importância de ter conforto e segurança em relação à nossa capacidade de manutenção ao longo de toda nossa vida, percebo que coisas e até mesmo bens e propriedades modificam seu status em nossas prioridades, de acordo com a fase que vivemos. Quando crianças, somos imediatistas, despreocupados com a origem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É impressionante que, mesmo sabendo da importância de ter conforto e segurança em relação à nossa capacidade de manutenção ao longo de toda nossa vida, percebo que coisas e até mesmo bens e propriedades modificam seu status em nossas prioridades, de acordo com a fase que vivemos.<br />
Quando crianças, somos imediatistas, despreocupados com a origem do que temos como se tudo nascesse em árvores. Com o tempo, vamos ficando mais do que egoístas, pois só pensamos em satisfazer nossos desejos e necessidades, sem pensar em sacrifícios, ou na nossa cota desta conta.<br />
Na adolescência temos uma voracidade para ter tudo que todos tem, em especial o que o grupo ao qual pertencemos destaca como coisas legais. Tudo é para ontem e amanhã aquilo que tanto queríamos não tem mais valor porque já saiu da moda!<br />
Até os 18 ou 20 anos, nos casos de muitas famílias oriundas de classe média e de outros extratos sociais, os jovens não se sentem responsáveis por ajudar no provimento de recursos para a família, mesmo usufruindo de tudo. Sobrecarregam os pais com pedidos (quando não são exigências) e usam como chantagem a comparação com os amigos que já possuem isso ou aquilo. Querem tanto dizer que são diferentes, mas saem na rua como tribos uniformizadas sem a menor individualidade no gosto de se vestir e se comportar.<br />
Aqui no Brasil o fenômeno da adolescência tardia se alastra: filhos moram com os pais até 35 ou 40 anos, muitos deles sem contribuir com parte do que ganham para o bem estar da casa, usando tudo para se conforto e despesas pessoais. Acho isso injusto e prejudicial na educação dos filhos.<br />
Os adultos passam a vida a se preocupar consigo mesmos e com o futuro dos filhos, que raramente demonstram talento para a independência financeira e todos acabam achando que eles merecem ter aquilo que não tivemos, então as coisas vão ficando do mesmo jeito de sempre.<br />
Multiplicamos nosso trabalho e acumulamos coisas e bens ao longo da vida (muitas delas totalmente desnecessárias e caras de manter) e ocorre um fenômeno: temos bens para poder aproveitar a vida, mas temos que trabalhar mais para pagar mais gente para manter ou cuidar do que juntamos.<br />
Tudo que compramos vira um passivo (só agregam custos e não rendimentos!): a casa de praia, o chalé no campo, um barco, o cavalo na hípica, enfim, gastamos para manter aqueles luxos que nos dão duas alegrias, quando compramos e quando conseguimos vender (perdendo rios de dinheiro com isso, é claro!).<br />
Com a idade avançando, além do status e do empurrãozinho para a independência dos filhos, começamos a traçar planos para garantir um rendimento mínimo para viver com dignidade e usufruir do merecido descanso da aposentadoria. Aí percebemos que a roda não pode parar de girar, que a bicicleta se pararmos de pedalar cai e assim continuamos ocupando a vida em ganhar para pagar as coisas que juntamos para nos divertir, ou trabalhamos para manter empresa e os salários dos outros, aumentando nossos passivos com as questões trabalhistas e a depreciação do patrimônio.<br />
Por fim descobrimos que é melhor ter menos, menos mesmo e de tudo. Menos casas, menos coisas para cuidar e tomar nosso tempo, menos gente para cuidar de nossas coisas. Temos que ter a coragem de planejar a hora de por o pé no freio e ficar com aquilo que é fundamental e fazermos mais o que gostamos.<br />
Quando viajamos sempre penso que se meu país entrasse em guerra e eu não pudesse voltar, eu poderia viver muito bem com o que tenho em um quarto de hotel. Então, não posso esquecer disso para poder aproveitar mais a vida (ser mais minimalista) e é isso que vou fazer.<br />
Quero a partir de 2012 escolher para quem trabalhar, ter poucos contratos bons e me dedicar à clinica de psicologia que quero reabrir, ao livro que quero escrever, ao disco que quero gravar, ao programa de TV que queria ter, mas sobretudo, aproveitar e curtir meu marido, viajar e poder ficar de bobeira, sem compromissos malucos marcados pelos outros.<br />
É a vantagem de quem trabalhou muito e com qualidade e de quem alcançou a maturidade, Ainda bem que estou podendo, mas só eu sei o sacrifício que fizemos para poder sonhar com isso!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Protese de silicone: será que eu teria coragem?</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 05:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor e sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
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		<category><![CDATA[a beleza interior vale? só querem quem é bonito por fora?]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgias plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[como melhorar meu orpo]]></category>
		<category><![CDATA[não estou feliz com meu corpo]]></category>
		<category><![CDATA[não estou feliz comigo]]></category>
		<category><![CDATA[Para quem se sente pouco atraente]]></category>
		<category><![CDATA[próteses de silicone]]></category>
		<category><![CDATA[quero ter um corpo bonito]]></category>
		<category><![CDATA[vale a pena correr o risco? O que fazer quando não somos atraentes? AUtoestima]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não quero fazer aqui críticas para quem tomou, ou pretende tomar a decisão de colocar prótese de silicone nos seios, ou em outros locais do corpo apenas por motivos estéticos. Moro no país com uma excelente reputação em cirurgia estética e em segundo lugar (se não for o primeiro) em contingente de mulheres que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não quero fazer aqui críticas para quem tomou, ou pretende tomar a decisão de colocar prótese de silicone nos seios, ou em outros locais do corpo apenas por motivos estéticos.<br />
Moro no país com uma excelente reputação em cirurgia estética e em segundo lugar (se não for o primeiro) em contingente de mulheres que se submetem às cirurgias para aumentar o volume dos seios.<br />
Conheço mulheres lindas e jovens que acharam que precisavam se sentir ainda mais sensuais, assim como outras que buscaram ter novos seios para ter um real ponto de atratividade física. Respeito a decisão de todas essas pessoas.<br />
Eu mesma já fui orientada a preencher com uma cirurgia plástica a região da minha bochecha em razão de um tumor hemorrágico e invasivo, mas que felizmente não era um câncer, que por duas vezes quase me matou, há quase 20 anos atrás, pois com a idade, a pele vai perdendo a capacidade elástica de sustentação e o vazio que o tumor deixou entre a órbita do meu olho esquerdo e meu maxilar vai se tornar cada vez mais visível.<br />
Por isso, penso muito no assunto e tento estar atenta às conversas a respeito das cirurgias que as mulheres buscam para alterar algo em seus corpos que não as agradam.<br />
Em alguns casos, vejo que há uma tentativa de resgate da autoestima, por vezes já devastada por causa de alguma má formação, ou por uma característica que incomodam essas pessoas profundamente.<br />
As cirurgias plásticas, feitas por profissionais competentes e em centros especializados, apesar do risco, em muitos casos significam um renascer, como uma nova vida para a pessoa e até para um casal, pois há mesmo casos em que essa mudança faz toda a diferença.<br />
Há casos em que a cirurgia é para pessoas que não querem, ou não conseguem superar aquilo que consideram um handcap que traz insegurança ou até mesmo infelicidade. Eu não vejo como alguém pode recriminar este tipo de decisão.<br />
Eu acompanhei, ou tenho ouvido falar, também, de muitos casos em que a cirurgia é usada, infelizmente em minha opinião, como uma varinha de condão para satisfazer o desejo de ter seios maiores, uma barriguinha enxuta, ou nádegas salientes para tornar-se mais atraente, muitas vezes com a ilusão de que o resultado pode trazer de volta um amor perdido, ou o interesse sexual do parceiro adormecido. Penso que o risco de decepção nesses casos é bem grande.<br />
Na mesma linha, vejo que em muitos casos esses recursos são usados para fazer o papel de substitutos do esforço necessário para emagrecer e, para isso, a plástica de abdômen e a lipoaspiração são usadas como se fossem uma panacéia a superar os males advindos da preguiça e da falta de força de vontade.<br />
Tenho um grande amigo, Dr. Newton. Ele é um excelente cirurgião plástico e sempre me diz (e eu concordo com ele) que a maioria das mulheres que o procuram para se submeter a uma cirurgia estética não possui uma recomendação adequada. Ou seja, elas não precisam esteticamente de se submeter a uma cirurgia para obter os resultados que desejam. Muitas deveriam fazer, a meu ver, uma boa terapia psicológica.<br />
Eu brinco com ele dizendo que um dia eu pretendo me submeter a uma lipoaspiração abdominal e ele me responde, sabiamente: &#8220;você teria que perder peso para eu te operar e se você perder peso com regime e exercícios, então a cirurgia não será mais necessária!&#8221;<br />
Eu realmente me pergunto, muitas vezes, se estaria disposta a correr o risco de uma cirurgia para ficar&#8230;na verdade, como todas as mulheres desejam&#8230;mais bonita!<br />
Eu estarei em abril com 50 anos de idade e, apesar de ter nascido com uma genética favorável, sei que poderia corrigir, sim, alguns pontos de meu corpo (além da região da face cuja depressão ainda não é tão perceptível) como aquele pequeno pneu que insiste em permanecer em minha cintura, apesar do regime e da ginástica que eu faço.<br />
Eu sempre me aprofundo em tudo para tentar entender o que está em jogo para analisar a relação custo/benefício de uma decisão importante.<br />
Qual conclusão cheguei? Para mim &#8211; é importante que fique claro que falo sobre mim! &#8211; honestamente, acho que a ideia de colocar uma prótese de silicone nos seios, por exemplo, com o risco de rompimento ou de vazamento do material tóxico em meu corpo (um fato que tem sido cada vez mais frequentemente anunciado) somado à obrigação de, nos próximos 15 ou 20 anos, ter que refazer a cirurgia, obrigatoriamente, para substituir a prótese, mesmo sem que eu saiba como estarei até lá, ou seja, se terei saúde e condições financeiras de fazer outra cirurgia aos 65 ou 70 anos de idade, ainda me aterroriza.<br />
Talvez porque eu já me senti, e fui mesmo, uma garota adolescente muito, mas muito feia, eu tive que aprender como valorizar aquilo que tenho de mais bonito, ou atraente, e, mais do que tudo, eu achei conscientemente que tinha que desenvolver outros atrativos para conquistar alguém interessante para mim, eu posso dizer que sei, definitivamente, que esta história que o que realmente importa é a beleza interior é uma mentira no curto prazo &#8211; no primeiro contato a parte física é aquilo que chama a atenção, não adianta disfarçar e é muito bom quando nos sentimos confiantes neste aspecto, se possível &#8211; mas para o médio e longo prazos é o que realmente funciona, tem peso em um relacionamento e em nosso bem estar.<br />
Pode-se traduzir essa beleza interior como a capacidade de usar a inteligência a seu favor, como ter um bom senso de humor, ser agradável e desenvolver valores e atitudes que sejam respeitados por todos e, assim, você conseguirá aquilo que realmente importa (e que a idade e o aspecto físico não conseguem mudar): a nossa capacidade de gostar de nós mesmos e de despertar a admiração das pessoas que realmente valem a pena!</p>
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