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	<title>Blog de Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo &#187; Mundo social e político</title>
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	<description>Bia Lobo</description>
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		<title>Campanha eleitoral para Presidente de baixo nível!</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2014 17:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[baixo nível das campanhas]]></category>
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		<category><![CDATA[campanha presidencial]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; Um apanhado de meus comentários no Face sobre a Campanha Presidencial Setembro de 2014 O nível de mentiras no programa eleitoral está nojento! Quando Dilma fala que vai facilitar a transição tributaria para os pequenos empresários e que vai fazer um programa para ACABAR COM A BUROCRACIA, me dá engulhos! Afinal, o [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;">Um apanhado de meus comentários no Face sobre a Campanha Presidencial</p>
<p style="text-align: center;">Setembro de 2014</p>
<p>O nível de mentiras no programa eleitoral está nojento! Quando Dilma fala que vai facilitar a transição tributaria para os pequenos empresários e que vai fazer um programa para ACABAR COM A BUROCRACIA, me dá engulhos! Afinal, o PT está no governo há 12 anos e por que razão já não fez isso faz tempo se é tão importante?</p>
<p>Por que não adotou a política do Poupa Tempo de SP?<br />
E as promessas de obras de mobilidade então! Os PACs 1 e 2 não chegaram nem na metade do que foi prometido, e ela continua prometendo!<br />
Trem bala, lembram? Transposição do São Francisco? Tudo atrasadíssimo e custando os tubos!<br />
Quem cai nessa esparrela, pelo amor&#8230;!!!</p>
<p>Posso estar errada nas minhas analises, mas sinto que, mais do que infelizmente, o PT vai se manter no Governo Federal por algumas razões:<br />
- eles são capazes de jogar pesado de uma uma forma que nenhum outro partido é capaz, ou sabe fazer;<br />
- a massa eleitoral que vai decidir a eleição não está nas redes sociais, onde a oposição faz uma operação mais acirrada. Ela vê TV e vota a partir de argumentos comezinhos, por medo, e não por argumentação ideológica;<br />
- enquanto ataques atingem Marina e, por alguma razão, Aecio não consegue chegar nas massas, nada enfraquece de fato a presidente, uma vez que não conseguem colar nela todas as sujeiras que vimos ao longo desses 12 anos;<br />
- o tempo de TV faz muita diferença e ajuda a colocar na cabeça dos favorecidos pelos programas sociais que há uma ameaça de retrocesso nessa área se o PT for vencido;<br />
- NINGUÉM tem coragem de dizer as verdades sobre o LULA. Por alguma razão que só ocorre no Brasil, querem desconstruir a imagem do PT sem tocar nele. como se nada tivesse a ver com o dito cujo;<br />
- a oposição quase não tem militância de fato comprometida como a petista, que usa o aparato publico como ninguém;<br />
- as oposições menos radicais no fundo adotam o mesmo discurso de dar um pouco mais do mesmo e de dizer que as coisas vão mudar, mas não mostram diferenças profundas entre o que são e o que está aí;<br />
- Aecio está perdendo em Minas e Marina no Acre, o que dificulta convencer os outros de que eles seriam boas escolhas;<br />
- deixaram muito tempo passar para dizer o que tem que ser dito e dizer agora vai parecer desespero eleitoral;<br />
- enfim, só fatos novos (e olha que nem o escândalo da Petrobras foi suficiente!) podem mudar o quadro!<br />
Com o desejo justo de defender sua campanha, os candidatos e seus adeptos estão brigando entre si (no caso, Marina e Aecio !) e lucrará a terceira mais esperta: Dilma!</p>
<p>Amigos que querem mudanças no Brasil: acho importante lembrar a todos que o nosso grupo de amigos selecionados nas redes sociais (a maioria provavelmente tem entre seus amigos quem tem conceitos em comum&#8230;) não vão decidir as eleições. Será dos rincões do Norte e do Nordeste que virá a maior diferença dos votos de Dilma. A vantagem no Sudeste e no Sul teria que ser muito maior do que é e foi na eleição passada! A luta é dura&#8230;..</p>
<p>Completando meu raciocínio, quando vejo um número enorme e inédito de jovens dos mais talentosos decidirem morar fora do País por não acreditarem no futuro do Brasil, e que não temos um argumento que prove que eles estão errados, não consigo enxergar uma luz no fim do túnel!<!--:--></p>
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		<title>A eleição de gestores confundida com democracia nas IES privadas precisa ser desmascarada! &#8211; Post 62</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Nov 2013 20:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; A eleição de gestores confundida com democracia nas IES privadas precisa ser desmascarada! Post 62 A preocupação com a preservação do “caráter democrático da gestão” permanece em muitos Regimentos de Instituições de Ensino Superior  (IES), por isso é importante salientar que, infelizmente, esta questão tem sido muito mal entendida no Brasil, nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--:de-->&nbsp;</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><em>A eleição de gestores confundida com democracia nas IES privadas precisa ser desmascarada!</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Post 62</strong></p>
<p>A preocupação com a preservação do “caráter democrático da gestão” permanece em muitos Regimentos de Instituições de Ensino Superior  (IES), por isso é importante salientar que, infelizmente, esta questão tem sido muito mal entendida no Brasil, nas IES em geral.</p>
<p>A democracia como regime de governo pressupõe a forma de escolha de dirigentes e para quem eles trabalham.</p>
<p>Nas IES, apesar de ser uma reivindicação dos estudantes cada vez mais frequente (e mais atendida), confunde-se democracia com necessidade de participação, uma vez que, em uma IES, a vontade do “povo” não representa, necessariamente, o que é melhor para a Instituição e para o próprio “povo”.</p>
<p>Aliás, para quem uma IES deve ser governada? Quem são os habilitados para tomar decisões e em que níveis?</p>
<p>A melhor decisão difere, muito provavelmente, do que pensa, isoladamente, o conjunto de alunos, ou do que pensa, isoladamente, o conjunto de professores.</p>
<p>Também não é a forma mais comum de governo de uma IES, em razão de sua própria organização administrativa (se pública, ou privada), ou seja, de quem responde, em última instância pelos seus resultados.</p>
<p>Com certeza, se um dia uma IES particular viesse a falir, não seriam os docentes, ou os alunos, nem mesmo os funcionários que responderiam pelos passivos, mas os proprietários, razão pela qual nas organizações com donos não há gestão democrática.</p>
<p>Se fosse uma cooperativa, quem entrou com seus bens para criar a IES responderia por suas contas!</p>
<p>Nas IES cuja mantenedora é uma Fundação, o problema fica ainda mais agudo, pois muitas vezes se confunde, equivocadamente, com uma IES pública! Mantido o caráter público que o serviço educacional possui (mesmo que realizado em qualquer tipo de organização), são os Conselheiros e a gestão da Fundação que respondem legalmente pela IES.</p>
<p>Como uma instituição acadêmica, uma IES se difere de governos municipais, estaduais e federais porque precisa defender não só a meritocracia, como garantir os melhores meios para que seus resultados (acadêmicos, administrativos e financeiros) sejam cada vez mais adequados, o que exige uma gestão experiente e comprometida com os resultados institucionais, com o que for melhor para a Instituição, não para grupos, segmentos ou facções.</p>
<p>Como uma IES tem a característica intrínseca de lidar com processos que exigem engajamento dos envolvidos, para que se possa obter os melhores e mais adequados resultados, também não se pode falar da gestão de um chão de fábrica, já que é possível encontrar lá na sala de aula, profissionais, ou alunos que conheçam até mais sobre determinados assuntos que os membros da direção.</p>
<p>Desta forma, uma IES precisa garantir não a democracia em sua gestão (mesmo porque não há nenhuma comprovação científica de que gestão democrática traz melhores resultados até que uma gestão ditatorial e vitalícia!), mas que seus integrantes possam ouvir e serem ouvidos, pois há massa crítica que pode ajudar, e muito, a melhor a gestão e os próprios resultados institucionais e setoriais.</p>
<p>Assim como verificamos que entre as 50 melhores instituições do mundo não há gestão democrática, sabemos também que sem uma participação organizada e adequada (ao que conhece e ao que deseja cada segmento) dos membros da comunidade interna (e externa em muitos casos!) as IES pouco avançam e, pior, pouco se integra e se envolve com os seus problemas e as soluções possíveis e decorrentes de ações que são necessárias, mas que nem sempre nascem ou tem apoio de grupos por elas atingidos!</p>
<p>A maioria das IES que não são particulares tem um processo de escolha de Reitor e Vice- reitor, ou Direção Geral e Vice-Diretor em eleição por chapa, que se mantida (acreditamos que será pois é um assunto altamente explosivo), ainda pode ser aprimorada.</p>
<p>Citamos como exemplo a explicitação de mecanismos de discussão dos planos de gestão dos candidatos, condições de dedicação real ao cargo e de uma melhor definição por parte da Entidade Mantenedora do perfil que deseja para a gestão de suas mantidas, o que é um direito inalienável da Mantenedora.</p>
<p>Também a introdução clara de fatores impeditivos de candidaturas e mecanismos de afastamento e destituição dos gestores eleitos nos Regimentos das IES (derivados do que a Mantenedora introduzir em seu Estatuto, ou aprovar para as suas mantidas), ajudariam muito a aumentar o grau de comprometimento e de cobrança de resultados adequados (acadêmicos, administrativos e financeiros) e, paralelamente, a diminuir a influência politica nos processos de gestão que sempre é considerada por muitos altamente nefasta nessas instituições como um todo, incluindo suas superestruturas como Hospitais, Colégios etc.</p>
<p>Por outro lado, não constam nos Regimentos praticamente, outras estruturas e mecanismos adequados a uma maior participação dos diferentes segmentos, mesmo que em caráter consultivo (em muitos casos, mais adequado), como comitês e comissões que apoiem a decisão dos gestores e ampliem a discussão de problemas multifuncionais.</p>
<p>Uma revisão regimental deveria contribuir para que isso seja implementado, assim como permitiria uma maior participação (também consultiva, mas oficial e em fóruns apropriados) nas grandes questões estratégicas e de enlace com a comunidade regional sem ser a participação de membros externos nos Conselhos Superiores das IES, como hoje existe (comum, mas altamente desaconselhável diante da natureza dos assuntos tratados nos órgãos máximos colegiados das IES).</p>
<p>Finalizando esta questão, lembramos que, em nenhum momento nos Regimentos se deve usar a expressão “concurso público” para ingresso de docentes , conceito altamente usado na fala dos gestores e docentes das IES não particulares e que representa, inclusive, um passivo jurídico importante, uma vez que não há que se falar nem de concurso público, nem de empenho, nem mesmo de licitação, processos esses restritos às instituições públicas!<!--:--></p>
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		<title>EXAME DE SUFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO! Post 61</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Nov 2013 20:29:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação báica]]></category>

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<p style="text-align: center;">EXAME DE SUFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO!</p>
<p style="text-align: center;"><strong> Post 61</strong></p>
<p><strong>Volto ao tema que já expus, mas que ainda é muito premente no Brasil:</strong></p>
<p>Todos os dados indicam que a educação brasileira é um time que está perdendo — em todos os níveis. O diagnóstico que inclui nossa educação entre as piores do mundo se expressa, numa ponta, nos números medidos pelo PISA, nos resultados sofríveis que nossas escolas obtêm do SAEB, e na outra, no fato de que apenas a USP se inclui entre as 150 melhores universidades do mundo. Há pouco a ser preservado no nosso ensino, e a única boa notícia é que podemos ousar.</p>
<p>A avaliação é o único mecanismo que permite ao poder público monitorar um setor prioritário para o desenvolvimento do País. Na última década, o Governo Federal tem avançado nessa área, implantando provas de avaliação para os estudantes egressos dos vários níveis de ensino.</p>
<p>Esse primeiro passo é fundamental, mas avaliação precisa ter consequência e não pode ser vista como um fim em si mesma. Feita a avaliação, portanto, é necessário que haja incentivos: positivos — como as verbas para escolas com metas de desempenho atendidas — e negativos, ou seja, sanções para aqueles que não cumprem com sua responsabilidade.</p>
<p>No Brasil, temos de ter a coragem de unir os dois tipos de incentivo. Afinal, quem perde com a baixa qualidade da educação brasileira? Todos nós, mas a perda acaba sendo “socializada” e quase não gera efeitos corretivos.</p>
<p>Um exemplo são os professores, que não são praticamente afetados pela baixa qualidade do ensino. Outro são os alunos que, apesar de sofrerem mais diretamente, ao longo da vida, as consequências de uma educação de baixa qualidade, não têm sido capazes de se comprometer com sua formação e possuem pouco interesse em exigir ações concretas em relação aos maus resultados.</p>
<p>Hoje, no Brasil, milhares de alunos obtêm conceito insuficiente em provas oficiais e são diplomados como se tivessem alcançado o mérito mínimo exigido.</p>
<p>Um diploma de ensino fundamental não é garantia de que a pessoa domina as operações aritméticas, ou a língua pátria, assim como há diversos alunos formados em Medicina exercendo a profissão tendo tirado nota zero no ENADE. Podemos nos conformar com isso? Acomodar-se a essa situação é condenar definitivamente quem estuda nas escolas públicas a buscarem empregos de segunda classe e o País, ao atraso.</p>
<p>De alguma maneira, alunos e professores têm de ser corresponsáveis pelo sucesso de todo o sistema educacional. E não há outra maneira de quebrar o ciclo da mediocridade a não ser por mecanismos que forcem a cobrança mútua dos dois maiores envolvidos na qualidade da educação: professor e aluno.</p>
<p>Diante disso, sugerimos que se vá um passo além das iniciativas atuais — a transformação do exame nacional de avaliação em um exame <span style="text-decoration: underline;">obrigatório de suficiência</span> — para que o aluno tenha direito a validação nacional de tipo de diploma, de qualquer nível de ensino. Essa proposta fundamenta-se na crença de que nada mudará no Brasil sem dar consequência à avaliação das instituições e dos sistemas, ou seja, a volta aos bancos escolares dos alunos que não obtiverem o resultado mínimo.</p>
<p>Começaríamos com o exame de suficiência na Educação Básica (que pode ser nos moldes do PISA), em especial no Ensino Fundamental, isso em quatro anos se estenderia ao Ensino Médio e, mais para frente, ou até concomitantemente, às profissões que colocam em risco o cidadão.</p>
<p>Com isso, em poucos anos, nenhum diploma no Brasil seria expedido com validade nacional sem a garantia de que o estudante domina, razoavelmente, os conteúdos mínimos, as habilidades e competências exigidas para aquele nível de ensino, podendo o aluno reprovado estudar mais e fazer o exame quantas vezes fosse preciso até provar que está capacitado.</p>
<p>Num tal contexto, só uma prova de caráter nacional e que conste do currículo do aluno faria com que não tivéssemos mais diplomados analfabetos funcionais, escolas e professores que não sabem ensinar e não se importam com o fracasso dos alunos.</p>
<p>Tal medida faria com que pais e alunos, com medo de que seus filhos passem anos na escola e depois não consigam ter o diploma, talvez se engajassem na luta pela efetiva qualificação do ensino brasileiro, pressionando governos e escolas — aí sim! — a investirem e cobrarem mais dos professores, por melhores processos e infraestrutura etc. Quando sofrem o efeito do resultado, os envolvidos passam a procurar soluções efetivas para o problema.</p>
<p>Nem precisamos listar aqui os argumentos contrários a essa proposta e que poderão facilmente ser utilizados para tentar, mais uma vez, fazer com que nada mude. Conhecemos os velhos chavões e quem os usa. Sabemos o que está por trás deles também.</p>
<p>Não há a ilusão de ser esse um remédio para todos os males, mas isso pode ajudar a reverter o quadro da educação brasileira sobre a qual o único consenso de que se dispõe é negativo: pior do que está não pode ficar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo (51 anos) é psicóloga e especialista em gestão universitária, foi vice-reitora da Universidade de Mogi das Cruzes, é vice-presidente do Instituto Lobo para Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia</em></p>
<p>&nbsp;<!--:--></p>
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		<title>Mogi e suas calçadas assassinas! Post 59</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 21:02:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[Mogi das Cruzes]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; Post 59  MOGI E SUAS CALÇADAS ASSASSINAS! Apesar de não ser exclusividade da nossa cidade, depois de vários acidentes de familiares e funcionários, quero fazer mais do que um protesto: uma denúncia sobre as calçadas de Mogi das Cruzes. Não vou nem falar da acessibilidade obrigatória para portadores de deficiências que seria [...]]]></description>
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<p><!--:--><!--:pt-->
<p align="center"><strong>Post 59</strong></p>
<p align="center"> MOGI E SUAS CALÇADAS ASSASSINAS!</p>
<p>Apesar de não ser exclusividade da nossa cidade, depois de vários acidentes de familiares e funcionários, quero fazer mais do que um protesto: uma denúncia sobre as calçadas de Mogi das Cruzes.<br />
Não vou nem falar da acessibilidade obrigatória para portadores de deficiências que seria uma piada! E não quero ser injusta com a administração municipal como se o problema fosse recente, mas não há mais como ficar calada.<br />
Você, ao caminhar nas calçadas da Vila Oliveira (olha que estou falando do bairro mais “chique” da cidade) corre risco de vida!<br />
Começamos falando de como são estreitas e ainda, muitas vezes, com postes ou árvores que nos obrigam a descer para a rua. Há desníveis entre as diferentes frentes das casas, buracos, raízes de árvores, lixeiras, enfim, tudo que se imagina impedindo que se faça uma caminhada segura de pelo menos 50 metros!<br />
Somam-se a isso dois problemas que são verdadeiras armadilhas, capciosas, aguardando os incautos: árvores com galhos na altura das cabeças (quase perdi a testa andando na Praça Norival Tavares!) e os suportes para lixo presos nas grades das casas que ficam pairando na altura dos olhos (dos meus, pois de pessoas menores é para tirar o escalpo mesmo!) que ainda acabam matando alguém!<br />
Podem usar a desculpa que quiserem, até que arvores não devem ser mexidas para defender a natureza etc e tal, mas é só andar em calçadas mais civilizadas (aí uso como referência outros países, mas se vocês conhecerem no Brasil cidade com calçadas decentes – não só em uma ou outra rua, mas na cidade toda, me contem!) que vemos o quanto somos desrespeitados aqui!<br />
Pobre ainda mais dos idosos, de quem tem dificuldade de locomoção, sem falar de cadeirantes. Sugiro que filmem alguém em cadeira de rodas tentando andar pelas calçadas de Mogi.<br />
Só lembro aos nobres senhores Vereadores, e ao querido Prefeito, que não adianta vir com novas leis imputando aos proprietários arrumarem as calçadas, mesmo sob o risco de pesadas multas, pois não há fiscalização e deixar por conta de cada um deu no que está aí! Nem as calçadas cuja obrigação de manutenção é do poder público são decentes!<br />
Agora, podem muito bem proibir as lixeiras assassinas e cuidar de podar as árvores com os galhos baixos, além de transferir de lugar as que tomaram as calçadas, cuidando também da manutenção permanente das mesmas.<br />
Para que isso seja viável, é a Prefeitura quem deve assumir a reparação dos pisos, unificando-os e padronizando-os. Pode até ser proposta uma taxa justa para essa obra de cada dono de propriedade, mas uma vez só, não uma taxa permanente, já que pagamos o IPTU!<br />
Nem falemos das calçadas das ruas do centro da cidade que esse é assunto para outro artigo!</p>
<p>&nbsp;<!--:--></p>
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		</item>
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		<title>Parem o Brasil que eu quero descer! Post 58</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 15:10:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[ame-o ou deixe-o]]></category>
		<category><![CDATA[Pare o mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; Post 58 Parem o Brasil que eu quero descer!  Eu me rendo! Não estou pronta para o país em que vivo! Não estou falando “só” do governo, do velho e horripilante sistema político, da justiça que não se faz presente, mas também da sociedade e de seus valores! Não aguento mais ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--:de-->&nbsp;</p>
<p><!--:--><!--:en-->&nbsp;</p>
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<p><!--:--><!--:pt-->
<p align="center"><strong>Post 58</strong></p>
<p align="center"><strong>Parem o Brasil que eu quero descer!</strong><strong> </strong></p>
<p>Eu me rendo! Não estou pronta para o país em que vivo! Não estou falando “só” do governo, do velho e horripilante sistema político, da justiça que não se faz presente, mas também da sociedade e de seus valores!<br />
Não aguento mais ver noticiários, ler jornais, retomar o mesmo rumo nas conversas com amigos: onde nós vamos parar?<br />
Braços decepados, maridos esquartejados, meninos sufocados por quem frequenta a casa dos pais, violência no campo, nas cidades, em casa, no vizinho&#8230;.a droga das drogas, a doença da saúde, a mesma ladainha de sempre!<br />
Deslizamentos fazendo vítimas nos mesmos lugares há anos com dinheiro para tragédias que não constroem as casas, se há plano de retirada de encostas há desfalque dos bens de quem teve que sair, seca que não se acaba apesar dos recursos enviados há décadas, aeroportos e portos sem as mínimas condições. Se a safra é recorde, não há escoamento, se chove, as estradas ficam intransitáveis, sem chuva ainda estão em péssimas condições&#8230;.até que chegue a Copa ou as Olimpíadas (que em um passe de mágica tudo será resolvido)!.<br />
Bafômetros que invadem os direitos individuais, mas exame de paternidade obrigatório que não invade (???), desvio de verbas que nunca retornam, invasões de terras impunes (que depois serão “desapropriadas” para incentivar novas invasões), greves dos privilegiados que param a necessária modernização de nossa infraestrutura&#8230;<br />
Crimes que não são punidos, processos que condenam há mais de 30 anos e o criminoso não paga nem 6, juros oficiais em queda, mas cobranças pelos agentes financeiros que lembram a velha agiotagem&#8230;privatizações com dinheiro do estado, estatais que não funcionam, suficiência de petróleo que durou poucos meses, assim como a vantagem do carro a álcool&#8230;.<br />
Educação sem defesa defendida ainda pelos mesmos que deseducam, indicadores e índices que não se pode confiar, blefes e lições aos países que são muito melhor posicionados do que nós, volta da inflação camuflada (com juros da poupança sob novas regras), desvios, corrupção, UPPs com aviso prévio para dar direito à fuga dos traficantes, faxina para Copa com estádio novo funcionando direto, mas agora interditado por erro de projeto (?)&#8230;<br />
Fisiologismo escancarado que não causa mais vergonha, volta de corruptos cassados ou que renunciaram, corte de privilégios dos políticos seguido de novos aumentos de verbas que não são salário e nós com cara de bestas!<br />
Mas o pior de tudo são os valores: ter, ter, ter, ou ser, ser ser! Não se trata de ter o que vale a pena, mas o que os outros invejam! Não é ser uma pessoa digna, mas celebridade – BBB (boa bosta barata!) Vale quanto pesa, em ouro, ou dinheiro desviado!<br />
Para tudo! Estou ficando velha demais, ou simplesmente saí da sintonia? Digo isso porque o Brasil tem o povo mais feliz do planeta! Os índices de aprovação estão há anos nas alturas! Ninguém parece querer mudar nada (só se for com os outros se não mexerem no meu!).<br />
Então sou eu que estou errada?<br />
Parem o Brasil que eu quero descer, afinal: ame-o ou deixe-o!<!--:--></p>
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		<title>&#8220;Uma tragédia anunciada em milhares de outros locais Brasil afora!&#8221; Post 55</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2013 13:42:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[alvará]]></category>
		<category><![CDATA[Bombeiros]]></category>
		<category><![CDATA[hipocrisia]]></category>
		<category><![CDATA[poder público]]></category>
		<category><![CDATA[Tragédia de Santa Maria]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; &#8220;Uma tragédia anunciada em milhares de outros locais Brasil afora!&#8221; Post 55 A tragédia de Santa Maria não tem só contornos de irresponsabilidade, imperícia, imprudência e, provavelmente, corrupção. Há uma vertente de hipocrisia e inoperância da qual sou testemunha viva e que é quase generalizada. Apesar do Corpo de Bombeiros ainda ser [...]]]></description>
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<p><!--:--><!--:pt-->&#8220;Uma tragédia anunciada em milhares de outros locais Brasil afora!&#8221; Post 55</p>
<p>A tragédia de Santa Maria não tem só contornos de irresponsabilidade, imperícia, imprudência e, provavelmente, corrupção. Há uma vertente de hipocrisia e inoperância da qual sou testemunha viva e que é quase generalizada.</p>
<p>Apesar do Corpo de Bombeiros ainda ser um dos últimos redutos de esperança confiável existentes em nosso país, quando ele trabalha burocraticamente junto aos poderes públicos, deixa-se levar, ou não consegue impor sua missão de proteção e prevenção.</p>
<p>Para citar como exemplo, quando pedi para fazer a vistoria de uma sala em meu prédio de 3 andares que servirá para atendimento em psicologia, os Bombeiros exigiram olhar o prédio todo. Indaguei a razão e eles me disseram que não adiantava que uma sala estivesse bem para receber meus pacientes se o prédio representasse uma ameaça.</p>
<p>Assim fizeram: avaliaram todo o prédio e concederam o alvará, mas ao sair, soube da pérola que demonstra que a situação de Santa Maria deve ser uma tragédia anunciada em milhares de outros locais, Brasil afora!</p>
<p>Para meu espanto e indignação, um representante dos Bombeiros disse que um dos mais antigos prédios bem no centro de minha cidade e que abriga um hotel, possui todas as suas sobrelojas e o próprio hotel sem alvará dos Bombeiros em razão do hotel insistir em manter o sistema de abastecimento de gás do lado de dentro do prédio (e como consequência, não têm licença da Prefeitura que exige o documento dos Bombeiros para regularizar a situação do estabelecimento e assim vai&#8230;).</p>
<p>Questionado sobre o que os Bombeiros fazem nessa situação, a resposta veio rápida: todos esses estabelecimentos estão funcionando sem o alvará dos Bombeiros há mais de 10 anos! Ou seja, parece que não conceder o alvará é o castigo que se lhes impõem! Só que todos sabem o que está ocorrendo, não tomam providências, mas os estabelecimentos continuam lá, recebendo hóspedes e clientes até que haja alguma tragédia para, aí sim, vir a correria atrás dos prejuízos e todos chorarem os mortos!!!</p>
<p>Ou seja, não dar o alvará é o que os Bombeiros fazem, mas não há nenhuma penalidade, ou suspensão prevista para que esses estabelecimentos não atuem, evitando as arapucas semelhantes à Boate Kiss!</p>
<p>Para pedir milhares de firulas, inutilidades da burocracia, não falta gente nem vontade, mas para essas questões cruciais não há muita disposição! Onde está a força do poder público naquilo que realmente é de interesse público?</p>
<p>Abrir um negócio ou uma empresa em nosso país é um dos processos mais atrasados do mundo, mas mesmo assim há uma avalanche de hipocrisia e inoperância que ainda vai colocar fogo no Brasil!</p>
<p>&nbsp;<!--:--></p>
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		<title>We are no so good in PISAVamos muito mal no PISA: Post 53</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2012 17:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
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		<category><![CDATA[educação básica]]></category>
		<category><![CDATA[Escola dos bárbaros]]></category>
		<category><![CDATA[PISA]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Lobo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; Vamos muito mal no PISA: Post 53 Infelizmente nosso país insiste em olhar o &#8220;copo&#8221; da nossa Educação e, ao invés de vê-lo meio vazio, sempre considera que está meio cheio! Quando se fala dos péssimos resultados nos exames internacionais da educação básica, usa-se argumentos de que os exames não são adequados [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;">Vamos muito mal no PISA: Post 53</p>
<p style="text-align: left;">Infelizmente nosso país insiste em olhar o &#8220;copo&#8221; da nossa Educação e, ao invés de vê-lo meio vazio, sempre considera que está meio cheio! Quando se fala dos péssimos resultados nos exames internacionais da educação básica, usa-se argumentos de que os exames não são adequados para nós, que o Brasil &#8211; diferentemente do que aconteceu com os países pioneiros na adesão ao exame &#8211; não teve chance de escolher as suas melhores escolas para participar etc. Quando interessa correm dizer que nosso desempenho melhorou!<br />
Não adianta dourar a pílula: vamos muito mal mesmo na nossa educação, em TODOS os níveis, e nosso avanço é de formiga, nem de tartaruga, ainda mais quando sabemos que nossa economia está entre as 10 maiores do mundo e nossa educação básica fica lá pelos últimos 50 lugares!<br />
O pior é que não adianta se iludir, pois como disse Roberto Lobo, meu marido, em seu artigo que reproduzo abaixo e que saiu na Folha de São Paulo, é hora de sabermos se não temos &#8220;Escolas de Bárbaros&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>                              A ESCOLA DOS BÁRBAROS</strong></p>
<p align="right"><strong>Roberto Leal Lobo e Silva Filho</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A imprensa vem denunciando de forma crescente a violência que está se instalando em nossas escolas, ameaçando e desmotivando professores e gestores.</p>
<p>Pais e filhos acham que a escola não pode contrariar os estudantes ou exigir desempenho. Também há graves problemas no seio das famílias que não conseguem impor limites aos filhos (quando não são os próprios pais que não sabem cumprir limites) e isso se espraia para a sala de aula.</p>
<p>Esse problema que está se tornando quase epidêmico no Brasil não é desconhecido em outros países.</p>
<p>Se você está preocupado, ou inconformado com essa situação e se gosta de ler escritores bem radicais, então o livro “A Escola dos Bárbaros”<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Maria%20Beatriz/Meus%20documentos/Artigos%20e%20entrevistas/escola%20dos%20b%C3%A1rbaros%20final.docx#_ftn1">[1]</a> merece ser lido.</p>
<p>Esse livro foi publicado por duas professoras francesas e trata do que elas consideram a degradação das escolas naquele país no final da década de 80.</p>
<p>As autoras consideram que a falta de disciplina nas escolas reflete uma sociedade que “adota o prazer como o ideal, em todas as direções e, para quem, o objetivo da civilização é <em>se divertir sem limites</em>”.  Afirmam que, por isso, “todos os meios da educação atual tendem a um único resultado: prolongar, indefinidamente, o estado de infância intelectual, social, moral e bloquear todas as vias que conduzem à idade adulta”.</p>
<p>Além disso, defendem a tese de que “é uma enganação afirmar que a inaptidão para expressar-se, que a ignorância crassa em história, em geografia, em literatura e a incapacidade em seguir um raciocínio elementar sejam o preço necessário do progresso da cultura das massas e correspondam a escolhas positivas da sociedade moderna”.</p>
<p>Elas denunciam que, sob o pretexto de instaurar na escola a igualdade real, chega-se, inexoravelmente, a aniquilar a própria instituição e que a prioridade pela democratização não é, em si mesmo, a responsável pela atual catástrofe, pois é possível imaginar uma escola de massa eficaz.</p>
<p>Se você concordar com elas vai se deleitar, ainda, com a crítica que afirma “que a ambição da igualdade a todo preço desencoraja o esforço de aprender, tipicamente individual, substituindo-o por práticas extracurriculares ou de posturas críticas fáceis e sem conteúdo, nivelando por baixo”.</p>
<p>Além dessas teses, as autoras criticam, com muita dureza, pedagogos, professores, administradores, sindicatos de professores, a nova geração de pais e, principalmente, as ideologias que banalizaram o ensino, que criaram sindicatos que defendem a mediocridade e o corporativismo, desestimulando o trabalho e o esforço individual, e denunciam a visão simplista de que as soluções tecnológicas e o aumento dos orçamentos podem resolver todos os males que afligem o ensino básico.</p>
<p>Se você tiver o equilíbrio de separar o que as autoras criticam na escola da visão por vezes muito radical e pouco generosa das mesmas &#8211; como a crítica ácida em relação às tentativas de se diminuir as injustiças da sociedade e de implantar a democratização do acesso de todos à educação, que são muitas vezes bem intencionadas, mesmo que mal sucedidas &#8211; este livro, apesar de sobrecarregado de adjetivos, pode ser útil na reformulação das atuais tendências do ensino no Brasil.</p>
<p>A destruição de alguns paradigmas &#8211; como a qualidade universal do trabalho em grupo, a “postura crítica” sobreposta ao conhecimento e à análise erudita, a frouxidão e a permissividade substituindo a disciplina e a cobrança, a prioridade das atividades “sociais” em detrimento do estudo persistente, a valorização dos pesquisadores de banalidades, a ênfase nas metodologias ao invés dos conteúdos &#8211; é bem costurada e vale uma reflexão, como tudo o que é discutido neste livro polêmico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Maria%20Beatriz/Meus%20documentos/Artigos%20e%20entrevistas/escola%20dos%20b%C3%A1rbaros%20final.docx#_ftnref1">[1]</a> “A Escola dos Bárbaros”, Isabelle Stal e Françoise Thom, T.ª Queiroz Editor, Ltda., São Paulo, 1991</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
<p><!--:--></p>
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		<title>Seedorf tem razão e não é só no futebol! Post 52</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2012 14:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
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		<category><![CDATA[a minoria carrega a maioria]]></category>
		<category><![CDATA[nossa sociedade não se esforça]]></category>
		<category><![CDATA[o jogador brasileiro é folgado]]></category>
		<category><![CDATA[Seedorf]]></category>

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		<description><![CDATA[SEEDORF TEM RAZÃO E NÃO É SÓ NO FUTEBOL! Post 52 Precisou vir ao Brasil um jogador holandês, com 36 anos, para dizer o que todos já sabiam e fingiam não ver: os jogadores brasileiros são folgados! Ou seja, ele falou de jogadores profissionais, a minoria privilegiada que está com contrato com grandes clubes e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>SEEDORF TEM RAZÃO E NÃO É SÓ NO FUTEBOL! </strong></p>
<p align="center"><strong>Post 52</strong></p>
<p>Precisou vir ao Brasil um jogador holandês, com 36 anos, para dizer o que todos já sabiam e fingiam não ver: os jogadores brasileiros são folgados!</p>
<p>Ou seja, ele falou de jogadores profissionais, a minoria privilegiada que está com contrato com grandes clubes e recebendo muito bem, mas isso se repete em outros times.</p>
<p>Os jogadores brincam com tudo e por tudo, treinam muito pouco e sem dedicação, não levam a sério momentos importantes do jogo, enfim tudo que envergonha um esporte que é a paixão nacional!</p>
<p>Entretanto, é preciso ouvir treinadores de outros países e de outros esportes, que sabem que quase todos os nossos atletas, em geral, treinam pouco. Essa é a verdade com poucas exceções, e não é só no futebol, o que justifica, em parte, o nosso fracasso eterno nos jogos olímpicos comparado com nosso poderio econômico.</p>
<p>Ocorre que esta constatação feita pelo jogador holandês há muito tempo já foi alvo de artigos, comentários, livros e conversas entre pessoas sérias que – deixando de lado o ufanismo brasileiro e o politicamente correto – tiveram a coragem de apontar que, ao contrário do que se prega, a maioria da população não é dedicada, trabalhadora e disposta a lutar por um melhor lugar ao sol. Essa é, infelizmente, a minoria.</p>
<p>Nosso povo vem, desde os primórdios de sua formação após o descobrimento, lutando contra o que Nelson Rodrigues chamou de “complexo de vira-latas”, uma “malemolência”, um “jeitinho” que não trouxeram e não trarão nenhum benefício para nós, pois a educação brasileira não ajuda, nem a justiça, nem a cultura de nossa sociedade.</p>
<p>As famílias cobram pouco de seus filhos e de si mesmas. Temos aí o exemplo dos programas sociais do governo: justos para uma melhor distribuição de renda, mas que faz com que muitos queiram abandonar a chance de um emprego de carteira assinada para manter os benefícios do governo ou o seguro desemprego!</p>
<p>Para manter a imagem de povo feliz, vivemos de festa em festa, carnaval e futebol, pão e circo, o que parece nos bastar em termos de ambição de futuro (afinal aparecemos sempre como um povo dos mais felizes, mesmo com tantas mazelas). Quase todos fazem o mínimo indispensável para ver se alguém ou algum grupo dá conta do recado por eles. É a minoria tentando carregar a maioria e isso não pode dar certo!</p>
<p>Vejam os exemplos dos países que se desenvolveram, nos quais a sociedade como um todo é mais rigorosa na cobrança de desempenho em todas as atividades.</p>
<p>Até o Neymar reclamou dos colegas que colocam em suas costas as responsabilidades e ficam “olhando” ele fazer seus dribles sem ajudá-lo.</p>
<p>Uso o futebol para colocar meu ponto de vista porque, afinal, parece ser a única língua que o povo entende!</p>
<p style="text-align: center;" align="right">
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		<title>Sobre meus Vídeos Impertinentes</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jun 2012 00:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amor e sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Geral e Ensino Superior]]></category>
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		<category><![CDATA[engraçados]]></category>
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		<category><![CDATA[problemas]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[Para os meus leitores que não tem interface com meu Facebook, ou que não constam de minha lista de e-mails, eu gostaria de avisar que há algumas semanas atrás comecei a postar no Youtube uma série de pequenos vídeos amadores, gravados aqui mesmo em nosso auditório, com câmera de turista e de improviso, mas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para os meus leitores que não tem interface com meu Facebook, ou que não constam de minha lista de e-mails, eu gostaria de avisar que há algumas semanas atrás comecei a postar no Youtube uma série de pequenos vídeos amadores, gravados aqui mesmo em nosso auditório, com câmera de turista e de improviso, mas que mesmo assim são peças de objetivos nobres: apresentar opiniões e pontos de vista nosos sobre assuntos importantes, de forma corajosa e sem compromisso político ou de agradar ninguém e, por isso, chamam-se &#8220;Vídeos Impertinentes&#8221;.<br />
Quero apenas ter o direito de expressar minha opinião, fazer críticas, desabafos, apontar outros prismas que podem e devem ser considerados sobre os mais variados assuntos. Quem assistiu dizem que muitos deles, além de terem vários argumentos corretos, reflexões e histórias verdadeiras e adequadas, são bem engraçados, já que eu &#8220;boto mesmo pra quebrar!&#8221;.<br />
Apesar de 88% de meus leitores serem de outros países e não falarem português (pois usam a ferramento do Google Tradutor), mesmo os Vídeos Impertinentes sendo também em português, gostaria que mais pessoas tivessem acesso a eles e, talvez, lá na frente, até alguns sejam traduzidos, ganhem legenda e sejam compartilhados também em outras línguas, pois muitos assuntos tratados são universais e não dizem respeito só aos problemas e questões do Brasil.<br />
Os Vídeos Impertinentes são numerados, (para que todos possam ir assitindo paulatinamente sabendo quais já viram) e já estão na casa dos mais de 30.  Hoje (menos de um mês que comecei) eles já tem, no conjunto, mais de mil acessos.<br />
Espero que façam o mesmo sucesso deste Blog que já está chegando na marca de 75 mil Hits de acordo com o programa &#8220;Counterize&#8221; do WordPress.<br />
Obrigada a todos porque isso é para vocês e por vocês!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>CONSUMIDOR: ACREDITE NA VITÓRIA, POIS EU TIVE UMA! Post 48</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 20:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Beatriz Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Gerais e Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo social e político]]></category>
		<category><![CDATA[os direitos do consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[precisamos de justiça mais eficaz e célere!]]></category>
		<category><![CDATA[problemas com operadoras de celular]]></category>
		<category><![CDATA[se todos forem até o fim algum dia as coisas mudam]]></category>
		<category><![CDATA[Tive uma grande vitória na justiça contra uma grande operadora!]]></category>
		<category><![CDATA[vale a pena lutar para ser respeitada]]></category>

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		<description><![CDATA[CONSUMIDOR: ACREDITE NA VITÓRIA, POIS EU TIVE UMA! Amigos e amigas que sofrem com todo tipo de maus tratos e absurdos em um país em que o Direito ao Consumidor é repetidamente desrespeitado e, como sempre, ajuda mais às grandes empresas do que às pessoas físicas (pobres, desafortunadas e insignificantes pessoas que compram um produto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>CONSUMIDOR: ACREDITE NA VITÓRIA, POIS EU TIVE UMA!</strong></p>
<p>Amigos e amigas que sofrem com todo tipo de maus tratos e absurdos em um país em que o Direito ao Consumidor é repetidamente desrespeitado e, como sempre, ajuda mais às grandes empresas do que às pessoas físicas (pobres, desafortunadas e insignificantes pessoas que compram um produto ou serviço): tenho uma boa notícia!!!<br />
Como alguns já sabem, passei 3 meses sem conseguir desbloquear o meu celular novo, o que é um direito previsto na legislação da ANATEL sobre a portabilidade, exatamente o mais importante para mim e meu trabalho (é claro que também era aquele que tinha o plano mais caro), com uma operadora famosa de celular, que ficou brincando de gato e rato comigo, mandando eu me virar indo para a loja onde comprei em SP (e eu moro em Mogi!), depois para a fábrica do celular várias vezes (em Guarulhos), depois querendo que eu fosse até para outras cidades (Campinas ou Santos) etc, mas nunca resolvia o problema e ficava colocando a culpa em todos, menos nela que me vendeu e respondia pelo aparelho.<br />
Não tive dúvidas. Fui à imprensa e denunciei o que estava ocorrendo. Só depois disso é que recebi uma notícia mais palpável de que iriam resolver meu problema, mas a operadora achou por bem responder ao jornal, por meu de seu escritório jurídico, para desautorizar minha reclamação, que eu era devedora de parcelas (o que era mentira), inclusive da contas ainda não vencidas! Aí perdi as estribeiras!<br />
Liguei para a editora da TV, mandei minhas provas e consegui que fizessem uma matéria no jornal local da TV Globo e só assim a operadora resolveu “retirar” o celular em meu escritório para consertar e levou <span style="text-decoration: underline;">mais um mês</span> para devolver, em uma caixa de papelão sem remetente e sem uma palavra nem de explicação, nem de desculpas.<br />
Conversei então com meu escritório de advocacia de confiança que entrou na justiça contra todos: a operadora, a fábrica do celular e o escritório que me difamou (por quem, aliás, a operadora também respondia).<br />
Eu mesma contribuí na construção da argumentação, pois havia documentado passo a passo, com datas e documentos, tudo o que ocorreu, demonstrando minha indignação e as perdas que tive com esse tratamento ridículo e acintosamente truculento!<br />
Confesso que tive que perseverar muito e com pouca “esperança”, pois fui aconselhada, por todos, a aceitar o acordo que me propuseram (e que é de praxe) de R$2.000,00. Não aceitei porque minha causa não era em razão do dinheiro, pois queria a condenação das empresas que me trataram como lixo.<br />
<span style="text-decoration: underline;">Quando não desisti da ação, a juíza de conciliação disse que o Brasil precisa de gente como eu. Eu respondi que gente como eu é que precisava da justiça!<br />
</span>Quando sai da audiência, vi a cara de riso da turma “do outro lado” que deve ter me achada um “Dom Quixote” de saias, mas durante a audiência, bem que todos concordaram (em “off” é claro!) com tudo o que eu disse a respeito dos absurdos que me fizeram passar e de quanto era vantajoso tratar milhões de usuários muito mal, já que apenas 1% chega a formalizar uma reclamação, talvez 0,1% chega a entrar com ação e praticamente todos aceitam as merrecas do acordo (até porque as sentenças e o tempo não favorecem os realmente prejudicados!).<br />
É assim que as operadoras (e as outras empresas que lidam com grande contingente de clientes) fazem as contas e, geralmente, evitam as condenações e o custo com a real melhoria do serviço que prestam e ninguém faz nada quando não prestam.<br />
Afinal, quem responde pela regulação do serviço é inoperante, pois todas as reclamações que enviei à ANATEL nunca tiveram sequer resposta (mas tinham protocolo!!!).<br />
Entretanto, vi a alegria dos meus funcionários (eles que batalharam atrás de resolver meu problema) com a minha decisão de ir até o fim.<br />
<span style="text-decoration: underline;">Para surpresa de todos, acho que até de meus advogados (pois com razão eles me avisaram que, praticamente, não havia casos em que o juiz desse muito mais do que o oferecido no acordo) a operadora de celular e a fábrica do celular, juntas e de forma solidária, foram condenadas e obrigadas a me pagar R$10.000,00 (corrigidos) em razão dos damos morais causados pelo péssimo atendimento.<br />
</span>Recebi esse valor, sendo que metade era do escritório que trabalhou com o risco e mereceu a vitória e parte da outra metade eu distribuí com os funcionários que ainda estão comigo e me ajudaram nessa batalha. Sobrou o que daria para comprar um bom celular novo, mas não importa. Vencemos!<br />
Ao contrário do que costuma acontecer, do começo da ação até o efetivo pagamento o processo levou 2 anos e tive que ir a 2 audiências somente.<br />
Conto isso a todos para marcar duas coisas: talvez, se todos fossem até o final na busca de seus direitos, uma hora as coisas poderiam mudar neste País e, muito melhor que o dinheiro é poder dizer a todos (inclusive a novos e futuros fornecedores) – não brinquem comigo! Nem vocês homens azuis!</p>
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