Chegamos aos 200 mil hits!

por Maria Beatriz Lobo - September 23rd, 2014

Quero compartilhar com todos os meus leitores a alegria de termos chegado a 200 mil visitas de mais de 35 mil pessoas diferentes, oriundas de mais de 50 países! Não tenho atualizado este blog como gostaria, mas suas matérias, muitas delas , são atemporais, por isso, continuem divulgando! ABS a todos!

Campanha eleitoral para Presidente de baixo nível!

por Maria Beatriz Lobo - September 19th, 2014

 

(Português) 150 mil entradas de 25 mil visitantes neste Blog! Obrigada a todos!

por Maria Beatriz Lobo - February 3rd, 2014

 

(Português) A eleição de gestores confundida com democracia nas IES privadas precisa ser desmascarada! – Post 62

por Maria Beatriz Lobo - November 18th, 2013

 

(Português) EXAME DE SUFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO! Post 61

por Maria Beatriz Lobo - November 18th, 2013

 

(Português) LUGARES DE CLASSE E FAMÍLIAS SEM CLASSE! POST 60

por Maria Beatriz Lobo - April 15th, 2013

 

(Português) Mogi e suas calçadas assassinas! Post 59

por Maria Beatriz Lobo - April 5th, 2013

 

(Português) Parem o Brasil que eu quero descer! Post 58

por Maria Beatriz Lobo - March 27th, 2013

 

(Português) O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos? Post 57

por Maria Beatriz Lobo - February 26th, 2013

 

“O que vi de bom nas estradas americanas!” Post 56

por Maria Beatriz Lobo - February 8th, 2013

“O que vi de bom nas estradas americanas!” Post 56

Postei esta semana 5 pequenos vídeos sobre o que vi de bom nas estradas americanas no Youtube.
Viajo aos Estados Unidos com frequência, mas quase nunca utilizo automóvel alugado, ou faço viagens internas por meio terrestre, o que fiz esse final de ano pelo interior da Flórida.
Impossível não comparar com as nossas rodovias, e vejam bem, estou falando das melhores do país que se encontram no estado de São Paulo!
As diferenças provavelmente começam no planejamento e no projeto das estradas: americano trabalha com visão de futuro e usa o dinheiro público planejando seus equipamentos estruturais para um contingente de usuários bem maior do que o atual.
Nossas estradas, aeroportos e outras estruturas (mesmo as que são feitas em parceria com o setor privado que vai explorar o serviço!) já nascem prevendo que o aumento da capacidade ocorrerá só depois que houver o gargalo…
Ou seja, primeiro deixa ficar insuportável, depois atrapalha todo mundo com os famosos puxadinhos, ou com a interdição de pistas etc.
Observei coisas tão lógicas que não posso acreditar que os engenheiros brasileiros não saibam que são questões que deixam a estrada mais segura, potencializam seu melhor uso e aumentam sua durabilidade.
Comecemos pelo asfalto: um tapete! Andei mais de 4,5 mil milhas (mais de 7 mil quilômetros) e não passei por um único buraco! Isso incluindo as pistas das cidades de Miami, Fort Lauderdale, Orlando, Ocala e Gainesville (sem falar nas cidades menores que ficam entre elas).
Quase não vi remendos, o que leva a crer que a construção original deve ter uma qualidade muito superior à nossa, o asfalto de melhor qualidade exige menos manutenção! Quando há reformas ou ampliações, há sempre espaço para manter o mesmo número de vias funcionado em um desvio decente que tem prazo para acabar!
O projeto das estradas principais prevê área de acostamento dos dois lados, com marcações na saída do asfalto para alertar o motorista que ele deve retornar à pista e, além disso, na beira das estradas há um recuo de gramado contínuo e arrumado com cerca de 25 mts, o que permite o escape em caso de emergência.
Não há mato crescendo, tudo é organizado, cuidado e muito bem sinalizado.
Os telefones de emergência estão a cada meio de milha, o que ajuda o motorista a saber para que lado caminhar e nunca o espaço a percorrer até achar o telefone será superior a 800 metros (meia milha).
Nas laterais das rodovias não se vê aqueles postos como no Brasil (alguns bons, mas a maioria degradados e sem qualquer fiscalização, muitos vendendo gasolina adulterada), pois existem praças centrais onde os usuários que estão indo ou vindo acessam a mesma praça, que junta tudo que o motorista precisa, com qualidade e organização (alimentação, banheiros, lojas e combustível, além de outros serviços essenciais).
Ou seja, sabe-se a distância de cada posto (cerca de 40 milhas entre eles) e encontra-se sempre uma parada que, por ser bem bolada, é confortável e segura!
Por falar em segurança, as famosas áreas de descanso para caminhoneiros, que se pretendia implantar por aqui, lá funcionam normalmente, bem sinalizadas e completas!
Ah, mas é um país rico (vão dizer os incréus!)! Tudo bem, mas nós já somos a 6ª economia do mundo e não temos em São Paulo uma única estrada semelhante! E se falarmos do resto do Brasil então…
Só que eles também cobram pedágio (mais barato e mais inteligente que aqui!). Há estradas expressas para quem quer pagar um pouco mais em vários estados, mas as praças de pedágio só existem quando a estrada margeia cidades. Quando o trajeto só possui saídas para outras estradas você recebe um cartão que será colhido na saída que você tomar, ou no final do percurso, quando se cobra o total do caminho percorrido, evitando dezenas de praças de pedágio e perda de tempo e recursos.
Lá, inclusive várias estradas são “patrocinadas”, ou seja, o Estado não se preocupa com a famosa hipocrisia do falso esquerdismo que quer o Estado em tudo, mas por isso não se pode oferecer coisas boas para todos.
Sabem do que eu estou falando, não é? Não? Vou dar outro exemplo: estacionamentos nas cidades, quando pagos são muito criticados no Brasil. Então, espera-se que todos parem nas ruas (atrapalhando o trânsito, ou que o Estado crie bolsões de estacionamento gratuitos ou com baixo custo) e com isso se faz estacionamento para 50 carros bem barato e os demais ficam à mercê dos flanelinhas que se apoderam do espaço público para achacar os motoristas! Sem falar nos roubos de carros, etc.
Lá não. Todos pagam, pouco, mas pagam, mas têm espaço nas grandes avenidas das grandes cidades (pensadas para terem 4 ou 5 pistas) ou nos edifícios-garagem estrategicamente localizados.
Há radares nas estradas sem aviso, sim, há vigilância e multas, sim, mas se o motorista não está acima do limite, não diminui drasticamente a velocidade só porque viu a polícia, como fazem aqui os hipócritas de plantão, ajudando a criar congestionamentos!
E os grandes cruzamentos nas cidades? Uma lição de cidadania e respeito às leis (na grande maioria das vezes, pois sempre há problemas como em todo lugar, com a diferença que a polícia não está presente só para multar carros fora do rodízio!).
Respeita-se pedestres, há conversão praticamente em todos os lugares à direita ou à esquerda e há o famoso “For All”: num cruzamento com esta placa, todos entreparam e passa quem chegou primeiro, sem o menor problema. Se fosse aqui, depois de 30 batidas em uma semana já teria um novo semáforo e mais trânsito!
Tudo isso vem da educação, também, e da certeza de que o coletivo se sobrepõe ao individual. Há muito chão pela frente para nós e há muita estrada para trás no caso deles que justificam a diferença.
Só que acabo de falar com uma amiga que voltou da África do Sul, revoltada com a qualidade de nossas estradas e aeroportos porque lá tudo parece…americano. E eles estavam em guerra civil há poucas décadas!
Os vídeos que postei no Youtube exemplificam só um pouco do que digo aqui e da realidade (http://www.youtube.com/watch?v=yQmYAA_LiCs).
Então, cada povo tem as estradas que merece. Só que nunca antes na história desse país….Não é atoa que somos campeões mundiais de acidente de trânsito!

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