O Mundo vai acabar em 2012? (Post 40)

por Maria Beatriz Lobo - fevereiro 17th, 2012

Quantos programas de TV e reportagens de revistas falam sobre a opinião de muitas pessoas sobre o apocalipse que vai acabar com o mundo em 2012, a exemplo do que ocorreu na virada do milênio e em muitas outras ocasiões semelhantes?
Eu tive funcionários que nos dias que antecederam a virada do milênio estavam preparando roupas brancas e velas para esperar o fim do mundo deitados juntos com a casa trancada na virada do dia 31 de dezembro de 1999 para o dia primeiro de janeiro de 2000.
Eu via a tristeza deles em relação aos filhos e a dor que vem do fanatismo sem base (porque é a crença sem bom senso que leva ao fanatismo) e direcionados por um pastor, ou padre de uma igreja a quem eles seguiam sem pestanejar.
Tentei em vão demovê-los da idéia, mostrando que o mesmo ocorreu na virada para o século XX, mas nada funcionou até que sugeri que eles fossem falar com um PHD em física premiado nos Estados Unidos (que no caso é meu marido e que, por vezes, as pessoas que convivem conosco esquecem a qualidade e reconhecimento de seu trabalho) que disse que eles deveriam aceitar os argumentos científicos existentes contra a tese do fim do mundo com data marcada.
Eles ouviram todos os argumentos, acalmaram-se um pouco, abriram mão do ritual que estava preparado, mas continuaram desconfiados…
Após a passagem do ano novo (na qual nada ocorreu como todos já sabíamos) aproveitei para questionar com eles se não deveriam levar esta incoerência (para falar o mínimo) de orientação ao líder da igreja e, para minha surpresa, eles continuaram seguindo-o, e à religião, sem qualquer questionamento de tamanho erro de “postulado”!
Por isso é que a ignorância alimenta a ilusão dos incautos. Pessoas seguem outras pessoas que juram conhecer mistérios ou fazem premonições (os fatos que estariam pré-determinados), mas não sofrem as consequências dos fracassos de suas próprias afirmações, ou “premonições”.
O mínimo que se espera de qualquer liderança é a defesa da verdade, por isso, quem continua acreditando em quem faz essas previsões apocalípticas que nunca acontecem merece mesmo sofrer um bocado!

Luxo ou Higiene? (Post 39)

por Maria Beatriz Lobo - fevereiro 13th, 2012

Você gosta de encontrar um banheiro de uso público limpo e higienizado?
Todos gostam! Por isso, talvez poucas pessoas imaginem a motivação que tive para escrever esse texto, mas a resposta é simples: tenho reparado o quanto o Brasil é atrasado e descuidado com a higiene dos banheiros de uso comum.
Não estou sequer falando dos banheiros denominados públicos, que ficam em praças, nas ruas, ou em locais estratégicos onde se acumula normalmente grande número de pessoas, nem dos banheiros químicos (ou da falta deles) necessários em grandes eventos ao ar livre. Esses nem vou falar para não morrer de vergonha!
Como a maioria do público que acessa a internet e entrará no meu blog provavelmente não usa, normalmente, banheiros públicos, quero chamar a atenção para os banheiros dos cinemas, dos teatros e, em especial, dos grandes shoppings.
Quando viajo para fora do país, ultimamente, mais para os Estados Unidos, verifico que TODOS, praticamente todos os banheiros de uso comum, além de estarem limpos, com todo o material necessário, dispõe de protetor de assento.
Isso acontece desde os grandes e luxuosos hotéis e restaurantes, como nos locais de visitação pública e em todo tipo de comércio, inclusive em lojas e lanchonetes mais simples, cujos preços são bem baratos. É claro que deve haver exceção, mas esse foi um fato tão presente nas viagens que fizemos que, quando eu voltei ao Brasil acabei reparando mais nisso.
Não tive nenhuma surpresa ao perceber que isso não é comum aqui nem em aeroportos, nem em museus, ou outros locais de visitação.
Entretanto, sinceramente, fiquei perplexa ao visitar 3 dos mais luxuosos shoppings da cidade de São Paulo – esses cujos preços do metro quadrado das lojas estão entre os mais altos do mundo – com o luxo dos banheiros em geral, os pisos e paredes de mármore colorido, as louças finas de última geração, temporizadores nas torneiras e secadores de mão elétricos (tudo ecologicamente correto!).
O que mais os banheiros desses lugares tem em comum, além do luxo? Nenhum, mas nenhum deles tinha papel para proteger o assento do vaso sanitário (seja o protetor de papel descartável, ou aquele de plástico que envolve a tampa e troca sozinho quando acionamos o sensor!).
Cheguei a uma triste conclusão: os grandes donos de shoppings acham (e tem razão de achar já que não devem receber reclamações suficientes para tomar uma atitude) que onde existem as maiores e mais famosas grifes do mundo e circulam as beldades das classes A e A+, a infraestrutura precisa aparentar muito luxo, muita ostentação, mas…não ter muita higiene.
Afinal, deve sair muito caro para esses templos de consumo garantir que os vasos sanitários nos quais sentamos (em especial as mulheres por motivos óbvios) estejam higienicamente protegidos e evitem a transmissão de doenças.
Cada povo tem mesmo o banheiro que merece?

Mayra Aguiar está de parabéns com a medalha de ouro no Judô! (post 39)

por Maria Beatriz Lobo - fevereiro 5th, 2012

É muito bom ver o Brasil ganhar uma medalha de ouro no Judô, no Grand Slam de Paris, com lutas excelentes que venceu com agressividade e bons golpes.
Com muitos atletas ganhando suas medalhas por falta de combatividade dos adversários, a brasileira Mayra Aguiar ganhou com uma postura vencedora e tomando a iniciativa dos golpes, tendo vencido inclusive a número um do ranking mundial na semi final do torneio!
Parabéns e vamos ver se no Judô masculino, Rafael Silva consegue o mesmo feito, já que ele está na final com o atleta da casa que é campeão mundial!

Década de Federer, Nadal e Djokovic! Post 38

por Maria Beatriz Lobo - janeiro 30th, 2012

Para quem gosta de esportes, temos que reconhecer: vivemos uma década maravilhosa para os amantes do bom tênis!
Muitos bons tenistas já marcaram gerações com seus feitos e recordes, assim como grandes duelos marcaram época como Egberg contra Lendl, Borg contra McEnroe, Agassi contra Sampras, entre outros. Vivemos há alguns anos outra rivalidade histórica: Federer contra Nadal.
O domínio absoluto de Federer no início da última década transformou-o, na opinião de muitos especialistas, no maior tenista de todos os tempos: técnica refinada, domínio de todos os golpes, perfeito condicionamento físico, postura vencedora e confiante. Enfim, um gênio do esporte que tinha tudo o que era necessário para levá-lo a bater quase todos os recordes do tênis masculino, o que nos fez acreditar que demoraria muito tempo para que ele encontrasse rivais à sua altura.
A genialidade de Federer parecia imbatível, seu carisma dominou o mundo e seu comportamento educado e ético – ele é considerado um gentleman por todos, inclusive pelos jogadores e jornalistas e tem dado vários exemplos de honestidade na disputa de pontos duvidosos dos jogos – tem sido uma benção para um público que nem sempre teve bons exemplos de esportistas a serem admirados, também, por suas vidas e condutas pessoais.
Quando Nadal atravessou o caminho do suíço, as partidas entre ambos passaram a ser verdadeiras batalhas e ninguém entendia, ou sabia explicar, porque Federer sofria derrotas inacreditáveis para o espanhol e, mais ainda, a razão de seu comportamento ser tão diferente (e muito menos confiante) na quadra e na entrega dos prêmios, pois ele chegou a chorar no último Grand Slam que perdeu antes de bater o recorde de títulos desses torneios reclamando que não aguentava a pressão que sofria por perder de Nadal.
Como mostra a história, sempre há alguém que desafia os gênios de alguma forma difícil de justificar. Eu tenho, cá para mim, algumas justificativas para a desproporção das derrotas de Roger Federer para Rafael Nadal que não são ligadas, especificamente, às questões técnicas desse esporte, mas são, sem dúvida, componentes que são fundamentais para forjar grandes campeões hoje.
Eu sinto que os tenistas mais jovens se viram obrigados a desenvolver 2 aspectos de forma mais contundente do que ocorria antes da supremacia do tenista suíço, numa tentativa de se sobreporem à imensa habilidade técnica e leveza de Federer: a força física (que assegura a resistência para aguentar longos games, ou alcançar todas as bolas e maior velocidade nos golpes para garantir contra-ataques ou winners mais efetivos) e a postura super agressiva (com expressões físicas e manifestações em quadra que antes eram consideradas, no mínimo, uma descortesia em um  jogo de tênis).
Sobre as questões físicas, isso era inevitável que ocorresse (e ocorre em todos os esportes), pois atualmente não só o médico e o fisioterapeuta atendem aos atletas, mas equipes multidisciplinares que trazem todos os avanços das áreas desde a fisiologia do esforço até a nutrição e a psicologia para analisar as reações do corpo e do comportamento do atleta diante de grandes pressões.
Sobre as mudanças do comportamento em quadra, vejo que podem ter sido para pior. A agressividade ao comemorar os pontos e os excessos nas manifestações de poder e determinação dos tenistas mais jovens mais parecem um acinte, um enfrentamento moral com o oponente.
Esses comportamentos, talvez, não tenham nascido com Lleyton Hewitt (quem não se lembra do berro “come on” que ele introduziu até chegar a ser o número 1 do mundo?), ou com os gritos da Sharapova, mas certamente se recrudesceram de um tempo para cá.
Eu sei que muitos consideram isso normal, até parte vital da luta dos grandes guerreiros, e que esses gestos podem render pontos junto ao público, mas são quase provocações (desnecessárias a meu ver) para muitas pessoas e se tornam verdadeiras agressões psicológicas que objetivam desestabilizar o outro, ou incitar a torcida.
É quase impossível enfrentar e superar o desconforto e a vergonha que esses comportamentos despertam em pessoas com a personalidade e a educação de Roger Federer (e posso citar outros como, por exemplo, o argentino Del Potro). Tenho quase certeza que esse é o grande problema de Federer ao enfrentar Nadal, em especial, e a outros tenistas que assumirem essa postura daqui para frente. Falo isso com tranquilidade e sem querer desmerecer as grandes qualidades esportivas que Nadal possui, sem a menor dúvida.
A rivalidade de Nadal e Federer poderia se perpetuar, e ainda vai durar mais alguns anos, como a maior atração do tênis mundial, mas a ascensão de Novak Djokovic (incorporando um pouco de ambos: a técnica refinada parecida com a de Federer e a resistência somada à agressividade das manifestações provocativas de Nadal) trouxe um cenário ainda mais emocionante para a disputa dos grandes campeonatos, em especial aos Grand Slams.
Veremos partidas memoráveis (como a final mais longa de todos os tempos que aconteceu ontem no Australian Open) entre esses três jogadores e batalhas oníricas entre esses seres humanos que se comportam como semideuses. Talvez Andy Murray faça crescer seu jogo – e sua autoconfiança – para compor um quarteto que marcará uma geração invejável de tenistas. �
Entretanto, eu espero, sinceramente, que o destaque dessa década de ouro no tênis não reforce ainda mais o uso da força, dos gritos e dos gestos de onipotência dos jogadores como a grande arma a ser usada para vencer a técnica, a classe, a polidez, enfim, a educação!

 

Sobre o e-mail do Blog – (Post 37)

por Maria Beatriz Lobo - janeiro 20th, 2012

Informo a todos que, atendendo a centenas de pedidos (centenas mesmo!) criei um e-mail específico para este Blog, para quem deseja falar diretamente comigo, principalmente sobre os posts que podem gerar dúvidas e levantar necessidades de caráter privado. Por isso, usem o e-mail com responsabilidade, pois se houver muito spam eu não terei tempo de responder e limpar tudo que chega.
Vamos fazer desse espaço um local de troca, de respeito e de aprendizado mútuo.
O e-mail (blogmariabeatriz@gmail.com) está na parte de cima da página inicial no botão em português chamado “email para a autora” e tem um ícone abaixo,  junto com os outros links, também em inglês. Basta um click que a correspondência estará pronta para ser enviada direto para mim, a autora do Blog.
Em breve teremos também um fórum para compartilhar ideias sobre o mesmo assunto neste Blog, ok?
Obrigada e mantenham contato!

Cuidado com seus instintos: você pode afundar um navio! Post 36

por Maria Beatriz Lobo - janeiro 20th, 2012

Eu li no jornal que o comandante do navio Costa Concórdia, que naufragou há dias atrás na Itália, praticamente no “caminho de casa”, justificou a tragédia que ele mesmo causou como uma consequência de dois fatores: ele fez uma alteração de rota injustificável (que ele já havia feito outras vezes antes!) para saudar um velho amigo e que ele, sim, ele foi vítima de seus próprios instintos!
Eu não quero nem comentar os absurdos das declarações que ele vem alterando conforme a imprensa e as autoridades avançam nas investigações, como a explicação de como ele abandonou o navio (com um escorregão, ele caiu, sem querer, direto em um bote salva-vidas e foi levado com os outros passageiros para longe do navio), ou que as pedras que causaram o naufrágio não estavam nos mapas náuticos (como se pedras fossem iguais ao iceberg em que o TITANIC bateu!).
Vou me concentrar em duas questões que considero muito ilustrativas de comportamentos que, quando não estão associados a uma grande tragédia, ou a uma demagógica reportagem, costumam passar despercebidas, mas que são importantes para uma reflexão.
A primeira é o fato de que o Comandante Schettino (oriundo de uma família de várias gerações de comandantes que o antecederam) chamou de “instinto” o que, na verdade, é um comportamento adquirido e não um comportamento inato como ele parece querer que as pessoas acreditem: a soberba que leva à onipotência.
Para explicar melhor, sabemos que é muito comum o ser humano desenvolver habilidades que, quando são perfeitamente dominadas e repetidas, podem ser menosprezadas por quem as realiza em seus riscos e consequências. Saber muito, ou fazer muito bem alguma atividade pode levar facilmente alguém a descumprir protocolos, ou deixar de fazer as verificações, ou correr o roteiro necessário para garantir um resultado adequado.
É assim que se constroem os cenários de vários desastres, acidentes em que falhas humanas que poderiam ser evitadas ganham contornos de fatalidade, já que não se espera que isso possa acontecer a pessoas tão experientes.
Entretanto, amigos, o modus operandi – esse tipo de comportamento e o que está por trás dele – não é privativo de quem é responsável pelos desastres, ou por grandes prejuízos que são causados contra pessoas físicas, ou jurídicas. Este é o modelo de comportamento para o qual caminham os filhos criados sem limites, os profissionais de alto comando que não são fiscalizados, as pessoas que se tornam famosas, ricas, ou poderosas que acham que tudo podem e que com eles nada de mal acontece, mas se acontecer, dá-se um jeito!
Não pensem que é exagero meu, mas a sensação de ser “todo poderoso”, esta onipotência a qual me refiro, também acontece com os mortais comuns, e em situações do dia a dia, que vão desde dirigir um veículo após 2 ou 3 cervejas pensando que o domina, até fechar a casa antes de sair sem cuidar em verificar se as janelas estão abertas, ou deixar uma criança se divertir em uma brincadeira perigosa só porque você também fazia quando criança e não se machucou. Simples assim, mas no limite, ou nos extremos.
Acontece também com quem responde por reuniões, ou festas, ou por atividades importantes nas empresas. Eles sabem o que tem que ser feito, mas não conseguem manter a constância necessária para garantir o melhor resultado e seguir o roteiro chato de checar o que tem que ser checado.
Ou seja, a palestra não acontece porque não confirmaram o motorista que ia buscar o palestrante no aeroporto, os convidados chegam encharcados porque os noivos acreditam que nunca chove em casamentos ao ar livre, o relatório não chega a tempo porque, na última hora, a internet está fora do ar!
A soberba é a supremacia do exercício do poder acima dos sentimentos alheios e das reais condições de executá-lo, para obter o que se deseja. É colocar-se além do bem e do mal, e, com isso, expor a si mesmo e aos demais sem ter esse direito ou consentimento. Funciona assim: faço porque eu quero, porque eu posso, porque eu mando!
Da mesma forma, a segunda questão que levanto do infeliz episódio do naufrágio italiano, diz respeito ao julgamento que se faz das pessoas nesses casos, levando aos píncaros, ao topo do mundo e do panteão dos heróis quem apenas e tão somente cumpriu com sua obrigação, como o próprio Comandante da Companhia dos Portos de Livorno e sua mulher declararam após o episódio.
Sei que muitos vão achar que cobrar severamente um Comandante que abandonou covardemente seu navio com vítimas a bordo, principalmente se esta atitude tiver gerado alguma ação ou consequência que acabou por salvar vidas, pode ser considerado um herói. Tanto é verdade que já se vende camisetas com a frase que virou um hit na internet, dita por ele aos gritos ao capitão do navio que se negava a voltar a bordo.
Como a própria esposa do Comandante que trabalha na sala de emergência do porto italiano (e que teve seu momento de cobrança hierárquica junto ao capitão fujão gravado e repercutido mundo afora) declarou: “É preocupante que pessoas como meu marido, que simplesmente fazem o dever todos os dias, tornem-se imediatamente ídolos, personalidades, heróis neste país. Não é normal!”.
Eu diria a ela que isso não ocorre só na Itália, mas no mundo todo. Aqui no Brasil, alguém pobre que devolve uma carteira encontrada na rua recheada de dinheiro tem presença garantida no horário nobre da TV e é considerado herói por muitos (e idiota por outros também!).
Eu ainda sou do tempo no qual, para ser chamado de herói, alguém tinha que ter colocado a própria vida em risco para defender uma causa coletiva ou para salvar os outros sem que nada, ou ninguém tivesse pedido, ou mandado e sem pensar em receber nada em troca!

Posts in English

por Maria Beatriz Lobo - janeiro 15th, 2012

 As I promised, I’m starting to post several texts of this blog in English to help the thousands of readers of this site who are other countries natives and do not speak Portuguese.
Even writing in Portuguese and not paying to be on the Google list, or other social networking, in only six months nearly 10,000 comments from more than 3,000 people from 50 different countries make this initiative of this Blog a success already.
Therefore, to maintain the correct understanding of my writings, in spite the big help the virtual translators give us, they have some special difficulties as you all know.
So, I decided to put my posts also in English, that is a universal language, so that I could get closer to much more people and achieve the goals of this blog, which are described in my first post: Why this blog?�
You can read these texts klicking “Posts in English” in the “menu” of homepage on this Blog!
As I told you before, my English in general, is poor, and I need the cooperation of other people: my husband lived in USA for many years to study and become a PHD in Sciences in the Purdue University, where he was awarded the title of “Honoris Doctor Causas” too; my mother (she was a good English teacher for long time) and, specially my sister-in-law Mrs. Flávia Lobo Samuda.
She is a professional translator and English teacher having lived in several countries around the world and helps me always.
How you can see, I have had a great collaboration and I want to thank them so much.
The texts, for technical reasons, are in chronological sequence, because we couldn’t link each Portuguese text to the correspondent English one. So, I had to number every post so that everyone could know which had been translated.
I chose, in the first moment, the more generic texts which would interest a greater number of people. I intend to continue posting all my texts in Portuguese and translate everyone into English and I hope to improve my English to be able to write my articles and answer the commentaries in English simultaneously (this will take several decades…lol!)
So, please, enjoy them and be patient!
In a near future, in this space, I will open a forum so we can discuss together those posted subjects. This will take a little more time, but I sure.
I’ll get there! Hugs to all and happy 2012 and thank you a lot for your participation and support!

Maria Beatriz Lobo

O valor dos bens materiais ao longo de nossa vida.

por Maria Beatriz Lobo - janeiro 13th, 2012

É impressionante que, mesmo sabendo da importância de ter conforto e segurança em relação à nossa capacidade de manutenção ao longo de toda nossa vida, percebo que coisas e até mesmo bens e propriedades modificam seu status em nossas prioridades, de acordo com a fase que vivemos.
Quando crianças, somos imediatistas, despreocupados com a origem do que temos como se tudo nascesse em árvores. Com o tempo, vamos ficando mais do que egoístas, pois só pensamos em satisfazer nossos desejos e necessidades, sem pensar em sacrifícios, ou na nossa cota desta conta.
Na adolescência temos uma voracidade para ter tudo que todos tem, em especial o que o grupo ao qual pertencemos destaca como coisas legais. Tudo é para ontem e amanhã aquilo que tanto queríamos não tem mais valor porque já saiu da moda!
Até os 18 ou 20 anos, nos casos de muitas famílias oriundas de classe média e de outros extratos sociais, os jovens não se sentem responsáveis por ajudar no provimento de recursos para a família, mesmo usufruindo de tudo. Sobrecarregam os pais com pedidos (quando não são exigências) e usam como chantagem a comparação com os amigos que já possuem isso ou aquilo. Querem tanto dizer que são diferentes, mas saem na rua como tribos uniformizadas sem a menor individualidade no gosto de se vestir e se comportar.
Aqui no Brasil o fenômeno da adolescência tardia se alastra: filhos moram com os pais até 35 ou 40 anos, muitos deles sem contribuir com parte do que ganham para o bem estar da casa, usando tudo para se conforto e despesas pessoais. Acho isso injusto e prejudicial na educação dos filhos.
Os adultos passam a vida a se preocupar consigo mesmos e com o futuro dos filhos, que raramente demonstram talento para a independência financeira e todos acabam achando que eles merecem ter aquilo que não tivemos, então as coisas vão ficando do mesmo jeito de sempre.
Multiplicamos nosso trabalho e acumulamos coisas e bens ao longo da vida (muitas delas totalmente desnecessárias e caras de manter) e ocorre um fenômeno: temos bens para poder aproveitar a vida, mas temos que trabalhar mais para pagar mais gente para manter ou cuidar do que juntamos.
Tudo que compramos vira um passivo (só agregam custos e não rendimentos!): a casa de praia, o chalé no campo, um barco, o cavalo na hípica, enfim, gastamos para manter aqueles luxos que nos dão duas alegrias, quando compramos e quando conseguimos vender (perdendo rios de dinheiro com isso, é claro!).
Com a idade avançando, além do status e do empurrãozinho para a independência dos filhos, começamos a traçar planos para garantir um rendimento mínimo para viver com dignidade e usufruir do merecido descanso da aposentadoria. Aí percebemos que a roda não pode parar de girar, que a bicicleta se pararmos de pedalar cai e assim continuamos ocupando a vida em ganhar para pagar as coisas que juntamos para nos divertir, ou trabalhamos para manter empresa e os salários dos outros, aumentando nossos passivos com as questões trabalhistas e a depreciação do patrimônio.
Por fim descobrimos que é melhor ter menos, menos mesmo e de tudo. Menos casas, menos coisas para cuidar e tomar nosso tempo, menos gente para cuidar de nossas coisas. Temos que ter a coragem de planejar a hora de por o pé no freio e ficar com aquilo que é fundamental e fazermos mais o que gostamos.
Quando viajamos sempre penso que se meu país entrasse em guerra e eu não pudesse voltar, eu poderia viver muito bem com o que tenho em um quarto de hotel. Então, não posso esquecer disso para poder aproveitar mais a vida (ser mais minimalista) e é isso que vou fazer.
Quero a partir de 2012 escolher para quem trabalhar, ter poucos contratos bons e me dedicar à clinica de psicologia que quero reabrir, ao livro que quero escrever, ao disco que quero gravar, ao programa de TV que queria ter, mas sobretudo, aproveitar e curtir meu marido, viajar e poder ficar de bobeira, sem compromissos malucos marcados pelos outros.
É a vantagem de quem trabalhou muito e com qualidade e de quem alcançou a maturidade, Ainda bem que estou podendo, mas só eu sei o sacrifício que fizemos para poder sonhar com isso!

Protese de silicone: será que eu teria coragem?

por Maria Beatriz Lobo - janeiro 12th, 2012

Eu não quero fazer aqui críticas para quem tomou, ou pretende tomar a decisão de colocar prótese de silicone nos seios, ou em outros locais do corpo apenas por motivos estéticos.
Moro no país com uma excelente reputação em cirurgia estética e em segundo lugar (se não for o primeiro) em contingente de mulheres que se submetem às cirurgias para aumentar o volume dos seios.
Conheço mulheres lindas e jovens que acharam que precisavam se sentir ainda mais sensuais, assim como outras que buscaram ter novos seios para ter um real ponto de atratividade física. Respeito a decisão de todas essas pessoas.
Eu mesma já fui orientada a preencher com uma cirurgia plástica a região da minha bochecha em razão de um tumor hemorrágico e invasivo, mas que felizmente não era um câncer, que por duas vezes quase me matou, há quase 20 anos atrás, pois com a idade, a pele vai perdendo a capacidade elástica de sustentação e o vazio que o tumor deixou entre a órbita do meu olho esquerdo e meu maxilar vai se tornar cada vez mais visível.
Por isso, penso muito no assunto e tento estar atenta às conversas a respeito das cirurgias que as mulheres buscam para alterar algo em seus corpos que não as agradam.
Em alguns casos, vejo que há uma tentativa de resgate da autoestima, por vezes já devastada por causa de alguma má formação, ou por uma característica que incomodam essas pessoas profundamente.
As cirurgias plásticas, feitas por profissionais competentes e em centros especializados, apesar do risco, em muitos casos significam um renascer, como uma nova vida para a pessoa e até para um casal, pois há mesmo casos em que essa mudança faz toda a diferença.
Há casos em que a cirurgia é para pessoas que não querem, ou não conseguem superar aquilo que consideram um handcap que traz insegurança ou até mesmo infelicidade. Eu não vejo como alguém pode recriminar este tipo de decisão.
Eu acompanhei, ou tenho ouvido falar, também, de muitos casos em que a cirurgia é usada, infelizmente em minha opinião, como uma varinha de condão para satisfazer o desejo de ter seios maiores, uma barriguinha enxuta, ou nádegas salientes para tornar-se mais atraente, muitas vezes com a ilusão de que o resultado pode trazer de volta um amor perdido, ou o interesse sexual do parceiro adormecido. Penso que o risco de decepção nesses casos é bem grande.
Na mesma linha, vejo que em muitos casos esses recursos são usados para fazer o papel de substitutos do esforço necessário para emagrecer e, para isso, a plástica de abdômen e a lipoaspiração são usadas como se fossem uma panacéia a superar os males advindos da preguiça e da falta de força de vontade.
Tenho um grande amigo, Dr. Newton. Ele é um excelente cirurgião plástico e sempre me diz (e eu concordo com ele) que a maioria das mulheres que o procuram para se submeter a uma cirurgia estética não possui uma recomendação adequada. Ou seja, elas não precisam esteticamente de se submeter a uma cirurgia para obter os resultados que desejam. Muitas deveriam fazer, a meu ver, uma boa terapia psicológica.
Eu brinco com ele dizendo que um dia eu pretendo me submeter a uma lipoaspiração abdominal e ele me responde, sabiamente: “você teria que perder peso para eu te operar e se você perder peso com regime e exercícios, então a cirurgia não será mais necessária!”
Eu realmente me pergunto, muitas vezes, se estaria disposta a correr o risco de uma cirurgia para ficar…na verdade, como todas as mulheres desejam…mais bonita!
Eu estarei em abril com 50 anos de idade e, apesar de ter nascido com uma genética favorável, sei que poderia corrigir, sim, alguns pontos de meu corpo (além da região da face cuja depressão ainda não é tão perceptível) como aquele pequeno pneu que insiste em permanecer em minha cintura, apesar do regime e da ginástica que eu faço.
Eu sempre me aprofundo em tudo para tentar entender o que está em jogo para analisar a relação custo/benefício de uma decisão importante.
Qual conclusão cheguei? Para mim – é importante que fique claro que falo sobre mim! – honestamente, acho que a ideia de colocar uma prótese de silicone nos seios, por exemplo, com o risco de rompimento ou de vazamento do material tóxico em meu corpo (um fato que tem sido cada vez mais frequentemente anunciado) somado à obrigação de, nos próximos 15 ou 20 anos, ter que refazer a cirurgia, obrigatoriamente, para substituir a prótese, mesmo sem que eu saiba como estarei até lá, ou seja, se terei saúde e condições financeiras de fazer outra cirurgia aos 65 ou 70 anos de idade, ainda me aterroriza.
Talvez porque eu já me senti, e fui mesmo, uma garota adolescente muito, mas muito feia, eu tive que aprender como valorizar aquilo que tenho de mais bonito, ou atraente, e, mais do que tudo, eu achei conscientemente que tinha que desenvolver outros atrativos para conquistar alguém interessante para mim, eu posso dizer que sei, definitivamente, que esta história que o que realmente importa é a beleza interior é uma mentira no curto prazo – no primeiro contato a parte física é aquilo que chama a atenção, não adianta disfarçar e é muito bom quando nos sentimos confiantes neste aspecto, se possível – mas para o médio e longo prazos é o que realmente funciona, tem peso em um relacionamento e em nosso bem estar.
Pode-se traduzir essa beleza interior como a capacidade de usar a inteligência a seu favor, como ter um bom senso de humor, ser agradável e desenvolver valores e atitudes que sejam respeitados por todos e, assim, você conseguirá aquilo que realmente importa (e que a idade e o aspecto físico não conseguem mudar): a nossa capacidade de gostar de nós mesmos e de despertar a admiração das pessoas que realmente valem a pena!

Para que 2012 seja feliz!

por Maria Beatriz Lobo - janeiro 10th, 2012

Ao passar a noite do “réveillon”, vi milhares de pessoas de vários países do mundo na Boulevard Street, em Las Vegas, comemorando o ano que estava chegando (ou o ano que estava acabando?) e pensei o que é preciso acontecer para que se considere que um ano seja feliz, seja bom, um ano inesquecível?
Há pessoas que analisam o ano de acordo com a perda de pessoas queridas (se não morreu ninguém importante na sua vida, dá para considerar um bom ano…), mas há pessoas que não acham isso suficiente. Se passaram o ano com saúde, se conseguiram algum bem material (comprar a casa dos sonhos, ou conseguiram trocar de carro) ou profissional (conseguiram um emprego, ou uma promoção), fazem as contas imaginárias (cujos critérios são absolutamente variáveis de pessoa para pessoa) e sentenciam: foi um ano bom, ou ainda bem que o maldito ano está acabando…!
Conheço gente que logo leva para o lado exotérico: anos pares são bons, mas os anos ímpares…! Outros nunca estão satisfeitos, pois tudo poderia sempre ser melhor.
Eu costumava pensar nesses termos de ano bom ou ruim, mas desde que me casei pela segunda vez (e lá se vão quase 15 anos maravilhosos!) acho todos os anos ótimos, não trocaria nenhum deles ou faria nada diferente.
Perdas eu tive, algumas, graças a Deus nenhuma expressiva, trabalhei muito, tive decepções, em especial vinda de pessoas próximas das quais não esperava ingratidão ou injustiça, mas cheguei à mesma conclusão sobre o que é um ano bom comparando ao que é a felicidade para mim.
Se para alguns não existe felicidade, só momentos felizes, para mim ser feliz é ter uma rotina feliz. Nessa rotina podem acontecer momentos de extrema felicidade, como de aborrecimento, mas se o meu cotidiano é agradável, se faço o que gosto, me sinto bem, mas, sobretudo, se estou cercada de quem eu mais amo e se o meu dia a dia é prazeroso, ou seja, aquilo que me faz realmente feliz é parte concreta e constante daquilo que realizo e do meu modo de viver, então eu me considero, simplesmente, a mulher mais feliz do planeta!
Quanto mais eu penso, mais eu tenho essa certeza: não mudaria um único dia dos meus últimos 15 anos. Por isso na noite do ano novo só pensei que, mesmo eu tendo tido alguns problemas em 2011, eu só quero para 2012 que deixem tudo como está, ou seja, que não mudem muito as coisas para mim e meu marido. Quero que meu único filho se realize, é claro, mas ele também terá seu próprio tempo e sua forma de encontrar a felicidade.
Que venha o Ano Novo!

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