Chegamos aos 200 mil hits!

por Maria Beatriz Lobo - setembro 23rd, 2014

Quero compartilhar com todos os meus leitores a alegria de termos chegado a 200 mil visitas de mais de 35 mil pessoas diferentes, oriundas de mais de 50 países! Não tenho atualizado este blog como gostaria, mas suas matérias, muitas delas , são atemporais, por isso, continuem divulgando! ABS a todos!

Campanha eleitoral para Presidente de baixo nível!

por Maria Beatriz Lobo - setembro 19th, 2014

Um apanhado de meus comentários no Face sobre a Campanha Presidencial

Setembro de 2014

O nível de mentiras no programa eleitoral está nojento! Quando Dilma fala que vai facilitar a transição tributaria para os pequenos empresários e que vai fazer um programa para ACABAR COM A BUROCRACIA, me dá engulhos! Afinal, o PT está no governo há 12 anos e por que razão já não fez isso faz tempo se é tão importante?

Por que não adotou a política do Poupa Tempo de SP?
E as promessas de obras de mobilidade então! Os PACs 1 e 2 não chegaram nem na metade do que foi prometido, e ela continua prometendo!
Trem bala, lembram? Transposição do São Francisco? Tudo atrasadíssimo e custando os tubos!
Quem cai nessa esparrela, pelo amor…!!!

Posso estar errada nas minhas analises, mas sinto que, mais do que infelizmente, o PT vai se manter no Governo Federal por algumas razões:
- eles são capazes de jogar pesado de uma uma forma que nenhum outro partido é capaz, ou sabe fazer;
- a massa eleitoral que vai decidir a eleição não está nas redes sociais, onde a oposição faz uma operação mais acirrada. Ela vê TV e vota a partir de argumentos comezinhos, por medo, e não por argumentação ideológica;
- enquanto ataques atingem Marina e, por alguma razão, Aecio não consegue chegar nas massas, nada enfraquece de fato a presidente, uma vez que não conseguem colar nela todas as sujeiras que vimos ao longo desses 12 anos;
- o tempo de TV faz muita diferença e ajuda a colocar na cabeça dos favorecidos pelos programas sociais que há uma ameaça de retrocesso nessa área se o PT for vencido;
- NINGUÉM tem coragem de dizer as verdades sobre o LULA. Por alguma razão que só ocorre no Brasil, querem desconstruir a imagem do PT sem tocar nele. como se nada tivesse a ver com o dito cujo;
- a oposição quase não tem militância de fato comprometida como a petista, que usa o aparato publico como ninguém;
- as oposições menos radicais no fundo adotam o mesmo discurso de dar um pouco mais do mesmo e de dizer que as coisas vão mudar, mas não mostram diferenças profundas entre o que são e o que está aí;
- Aecio está perdendo em Minas e Marina no Acre, o que dificulta convencer os outros de que eles seriam boas escolhas;
- deixaram muito tempo passar para dizer o que tem que ser dito e dizer agora vai parecer desespero eleitoral;
- enfim, só fatos novos (e olha que nem o escândalo da Petrobras foi suficiente!) podem mudar o quadro!
Com o desejo justo de defender sua campanha, os candidatos e seus adeptos estão brigando entre si (no caso, Marina e Aecio !) e lucrará a terceira mais esperta: Dilma!

Amigos que querem mudanças no Brasil: acho importante lembrar a todos que o nosso grupo de amigos selecionados nas redes sociais (a maioria provavelmente tem entre seus amigos quem tem conceitos em comum…) não vão decidir as eleições. Será dos rincões do Norte e do Nordeste que virá a maior diferença dos votos de Dilma. A vantagem no Sudeste e no Sul teria que ser muito maior do que é e foi na eleição passada! A luta é dura…..

Completando meu raciocínio, quando vejo um número enorme e inédito de jovens dos mais talentosos decidirem morar fora do País por não acreditarem no futuro do Brasil, e que não temos um argumento que prove que eles estão errados, não consigo enxergar uma luz no fim do túnel!

150 mil entradas de 25 mil visitantes neste Blog! Obrigada a todos!

por Maria Beatriz Lobo - fevereiro 3rd, 2014

Gostaria de agradecer a todos que visitaram meu Blog (www.mbeatrizlobo.com.br) e comemorar com vocês 150 mil entradas de 25 mil diferentes visitantes! Mais de 40% são americanos, mas temos visitas de mais de 100 países. Cerca de 10% são brasileiros! Realmente uma marca a comemorar. Abraço a todos!

A eleição de gestores confundida com democracia nas IES privadas precisa ser desmascarada! – Post 62

por Maria Beatriz Lobo - novembro 18th, 2013

A eleição de gestores confundida com democracia nas IES privadas precisa ser desmascarada!

Post 62

A preocupação com a preservação do “caráter democrático da gestão” permanece em muitos Regimentos de Instituições de Ensino Superior  (IES), por isso é importante salientar que, infelizmente, esta questão tem sido muito mal entendida no Brasil, nas IES em geral.

A democracia como regime de governo pressupõe a forma de escolha de dirigentes e para quem eles trabalham.

Nas IES, apesar de ser uma reivindicação dos estudantes cada vez mais frequente (e mais atendida), confunde-se democracia com necessidade de participação, uma vez que, em uma IES, a vontade do “povo” não representa, necessariamente, o que é melhor para a Instituição e para o próprio “povo”.

Aliás, para quem uma IES deve ser governada? Quem são os habilitados para tomar decisões e em que níveis?

A melhor decisão difere, muito provavelmente, do que pensa, isoladamente, o conjunto de alunos, ou do que pensa, isoladamente, o conjunto de professores.

Também não é a forma mais comum de governo de uma IES, em razão de sua própria organização administrativa (se pública, ou privada), ou seja, de quem responde, em última instância pelos seus resultados.

Com certeza, se um dia uma IES particular viesse a falir, não seriam os docentes, ou os alunos, nem mesmo os funcionários que responderiam pelos passivos, mas os proprietários, razão pela qual nas organizações com donos não há gestão democrática.

Se fosse uma cooperativa, quem entrou com seus bens para criar a IES responderia por suas contas!

Nas IES cuja mantenedora é uma Fundação, o problema fica ainda mais agudo, pois muitas vezes se confunde, equivocadamente, com uma IES pública! Mantido o caráter público que o serviço educacional possui (mesmo que realizado em qualquer tipo de organização), são os Conselheiros e a gestão da Fundação que respondem legalmente pela IES.

Como uma instituição acadêmica, uma IES se difere de governos municipais, estaduais e federais porque precisa defender não só a meritocracia, como garantir os melhores meios para que seus resultados (acadêmicos, administrativos e financeiros) sejam cada vez mais adequados, o que exige uma gestão experiente e comprometida com os resultados institucionais, com o que for melhor para a Instituição, não para grupos, segmentos ou facções.

Como uma IES tem a característica intrínseca de lidar com processos que exigem engajamento dos envolvidos, para que se possa obter os melhores e mais adequados resultados, também não se pode falar da gestão de um chão de fábrica, já que é possível encontrar lá na sala de aula, profissionais, ou alunos que conheçam até mais sobre determinados assuntos que os membros da direção.

Desta forma, uma IES precisa garantir não a democracia em sua gestão (mesmo porque não há nenhuma comprovação científica de que gestão democrática traz melhores resultados até que uma gestão ditatorial e vitalícia!), mas que seus integrantes possam ouvir e serem ouvidos, pois há massa crítica que pode ajudar, e muito, a melhor a gestão e os próprios resultados institucionais e setoriais.

Assim como verificamos que entre as 50 melhores instituições do mundo não há gestão democrática, sabemos também que sem uma participação organizada e adequada (ao que conhece e ao que deseja cada segmento) dos membros da comunidade interna (e externa em muitos casos!) as IES pouco avançam e, pior, pouco se integra e se envolve com os seus problemas e as soluções possíveis e decorrentes de ações que são necessárias, mas que nem sempre nascem ou tem apoio de grupos por elas atingidos!

A maioria das IES que não são particulares tem um processo de escolha de Reitor e Vice- reitor, ou Direção Geral e Vice-Diretor em eleição por chapa, que se mantida (acreditamos que será pois é um assunto altamente explosivo), ainda pode ser aprimorada.

Citamos como exemplo a explicitação de mecanismos de discussão dos planos de gestão dos candidatos, condições de dedicação real ao cargo e de uma melhor definição por parte da Entidade Mantenedora do perfil que deseja para a gestão de suas mantidas, o que é um direito inalienável da Mantenedora.

Também a introdução clara de fatores impeditivos de candidaturas e mecanismos de afastamento e destituição dos gestores eleitos nos Regimentos das IES (derivados do que a Mantenedora introduzir em seu Estatuto, ou aprovar para as suas mantidas), ajudariam muito a aumentar o grau de comprometimento e de cobrança de resultados adequados (acadêmicos, administrativos e financeiros) e, paralelamente, a diminuir a influência politica nos processos de gestão que sempre é considerada por muitos altamente nefasta nessas instituições como um todo, incluindo suas superestruturas como Hospitais, Colégios etc.

Por outro lado, não constam nos Regimentos praticamente, outras estruturas e mecanismos adequados a uma maior participação dos diferentes segmentos, mesmo que em caráter consultivo (em muitos casos, mais adequado), como comitês e comissões que apoiem a decisão dos gestores e ampliem a discussão de problemas multifuncionais.

Uma revisão regimental deveria contribuir para que isso seja implementado, assim como permitiria uma maior participação (também consultiva, mas oficial e em fóruns apropriados) nas grandes questões estratégicas e de enlace com a comunidade regional sem ser a participação de membros externos nos Conselhos Superiores das IES, como hoje existe (comum, mas altamente desaconselhável diante da natureza dos assuntos tratados nos órgãos máximos colegiados das IES).

Finalizando esta questão, lembramos que, em nenhum momento nos Regimentos se deve usar a expressão “concurso público” para ingresso de docentes , conceito altamente usado na fala dos gestores e docentes das IES não particulares e que representa, inclusive, um passivo jurídico importante, uma vez que não há que se falar nem de concurso público, nem de empenho, nem mesmo de licitação, processos esses restritos às instituições públicas!

EXAME DE SUFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO! Post 61

por Maria Beatriz Lobo - novembro 18th, 2013

EXAME DE SUFICIÊNCIA NA EDUCAÇÃO!

 Post 61

Volto ao tema que já expus, mas que ainda é muito premente no Brasil:

Todos os dados indicam que a educação brasileira é um time que está perdendo — em todos os níveis. O diagnóstico que inclui nossa educação entre as piores do mundo se expressa, numa ponta, nos números medidos pelo PISA, nos resultados sofríveis que nossas escolas obtêm do SAEB, e na outra, no fato de que apenas a USP se inclui entre as 150 melhores universidades do mundo. Há pouco a ser preservado no nosso ensino, e a única boa notícia é que podemos ousar.

A avaliação é o único mecanismo que permite ao poder público monitorar um setor prioritário para o desenvolvimento do País. Na última década, o Governo Federal tem avançado nessa área, implantando provas de avaliação para os estudantes egressos dos vários níveis de ensino.

Esse primeiro passo é fundamental, mas avaliação precisa ter consequência e não pode ser vista como um fim em si mesma. Feita a avaliação, portanto, é necessário que haja incentivos: positivos — como as verbas para escolas com metas de desempenho atendidas — e negativos, ou seja, sanções para aqueles que não cumprem com sua responsabilidade.

No Brasil, temos de ter a coragem de unir os dois tipos de incentivo. Afinal, quem perde com a baixa qualidade da educação brasileira? Todos nós, mas a perda acaba sendo “socializada” e quase não gera efeitos corretivos.

Um exemplo são os professores, que não são praticamente afetados pela baixa qualidade do ensino. Outro são os alunos que, apesar de sofrerem mais diretamente, ao longo da vida, as consequências de uma educação de baixa qualidade, não têm sido capazes de se comprometer com sua formação e possuem pouco interesse em exigir ações concretas em relação aos maus resultados.

Hoje, no Brasil, milhares de alunos obtêm conceito insuficiente em provas oficiais e são diplomados como se tivessem alcançado o mérito mínimo exigido.

Um diploma de ensino fundamental não é garantia de que a pessoa domina as operações aritméticas, ou a língua pátria, assim como há diversos alunos formados em Medicina exercendo a profissão tendo tirado nota zero no ENADE. Podemos nos conformar com isso? Acomodar-se a essa situação é condenar definitivamente quem estuda nas escolas públicas a buscarem empregos de segunda classe e o País, ao atraso.

De alguma maneira, alunos e professores têm de ser corresponsáveis pelo sucesso de todo o sistema educacional. E não há outra maneira de quebrar o ciclo da mediocridade a não ser por mecanismos que forcem a cobrança mútua dos dois maiores envolvidos na qualidade da educação: professor e aluno.

Diante disso, sugerimos que se vá um passo além das iniciativas atuais — a transformação do exame nacional de avaliação em um exame obrigatório de suficiência — para que o aluno tenha direito a validação nacional de tipo de diploma, de qualquer nível de ensino. Essa proposta fundamenta-se na crença de que nada mudará no Brasil sem dar consequência à avaliação das instituições e dos sistemas, ou seja, a volta aos bancos escolares dos alunos que não obtiverem o resultado mínimo.

Começaríamos com o exame de suficiência na Educação Básica (que pode ser nos moldes do PISA), em especial no Ensino Fundamental, isso em quatro anos se estenderia ao Ensino Médio e, mais para frente, ou até concomitantemente, às profissões que colocam em risco o cidadão.

Com isso, em poucos anos, nenhum diploma no Brasil seria expedido com validade nacional sem a garantia de que o estudante domina, razoavelmente, os conteúdos mínimos, as habilidades e competências exigidas para aquele nível de ensino, podendo o aluno reprovado estudar mais e fazer o exame quantas vezes fosse preciso até provar que está capacitado.

Num tal contexto, só uma prova de caráter nacional e que conste do currículo do aluno faria com que não tivéssemos mais diplomados analfabetos funcionais, escolas e professores que não sabem ensinar e não se importam com o fracasso dos alunos.

Tal medida faria com que pais e alunos, com medo de que seus filhos passem anos na escola e depois não consigam ter o diploma, talvez se engajassem na luta pela efetiva qualificação do ensino brasileiro, pressionando governos e escolas — aí sim! — a investirem e cobrarem mais dos professores, por melhores processos e infraestrutura etc. Quando sofrem o efeito do resultado, os envolvidos passam a procurar soluções efetivas para o problema.

Nem precisamos listar aqui os argumentos contrários a essa proposta e que poderão facilmente ser utilizados para tentar, mais uma vez, fazer com que nada mude. Conhecemos os velhos chavões e quem os usa. Sabemos o que está por trás deles também.

Não há a ilusão de ser esse um remédio para todos os males, mas isso pode ajudar a reverter o quadro da educação brasileira sobre a qual o único consenso de que se dispõe é negativo: pior do que está não pode ficar!

 

* Maria Beatriz de Carvalho Melo Lobo (51 anos) é psicóloga e especialista em gestão universitária, foi vice-reitora da Universidade de Mogi das Cruzes, é vice-presidente do Instituto Lobo para Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia

 

LUGARES DE CLASSE E FAMÍLIAS SEM CLASSE! POST 60

por Maria Beatriz Lobo - abril 15th, 2013

POST 60

LUGARES DE CLASSE E FAMÍLIAS SEM CLASSE

 

O título pode parecer agressivo, mas acreditem, foi o mais leve que me veio à cabeça…

Não quero generalizar, nem posso, mas tenho certeza que ao ler este artigo, muitos vão se recordar de várias passagens semelhantes que acontecem toda hora, mas como diz o título, também em lugares finos e é para isso que eu quero chamar a atenção, pois dinheiro e educação não andam necessariamente juntos!

Passei a tarde do último domingo em um dos mais luxuosos shoppings de São Paulo. O horário avançado (15h30) e a lotação dos restaurantes já me chamaram a atenção. Pensei que, como nós, vários casais haviam transformado o almoço em “almojanta”, mas a quantidade de crianças indicava que deve mesmo haver algo muito errado em pais que levam crianças para almoçar quase no final da tarde…fazendo prevalecer os seus horários e não os horários corretos para elas!

Por serem mais requintados são exatamente os lugares que mais exigem certa finura de postura, um tom de voz mais baixo nas conversas, um paladar um pouco mais refinado, enfim, lugares para adultos! Mas, como dizem: se temos dinheiro para pagar, o lugar está na moda, por que não podemos levar os pimpolhos e nos privar deste prazer?

Crianças pequenas, desde bebês começando a andar e as maiorzinhas de 5, 6, até 10 anos, a maioria já estava naquela impaciência por causa da demora, da fome, sono ou cansaço, sei lá, pode ser até por desadequação dos ambientes que não foram feitos para crianças!

Não podia dar outra: algumas aos berros, outras brincando de pega-pega esbarrando nos outros ou derrubando coisas, outras fazendo malcriação, manha, com chupeta na boca, fralda na mão, grito fino e agudo querendo chamar a atenção e, pior, conseguindo!

Não há como não reparar mais atentamente como os pais se tornaram verdadeiros reféns dos filhos, em especial dos caçulas.

Problemas oriundos dos novos arranjos familiares decorrentes de casais separados que geraram “madrastas de mãe viva, ou padrastos de pai vivo” – afinal o que a mulher do pai é da filha dele quando a mãe dela é viva? Ou vice-versa? – tentando conquistar (porque controlar já desistiram há muito tempo) a criança com aquelas frases absurdas do tipo “se você não ficar quietinha vou chamar o garçom”, ou “você não pode ficar sem comer nada, coma pelo menos um pouquinho deste brigadeirão!”.

Sem falar naquelas crianças quase tiranas gritando, mandando os pais calarem a boca, ou agredindo-os verbal e fisicamente, recebendo em troca um riso sem graça e uma lição inspirada na supernany, mas sem qualquer adaptação àquela situação caótica e vexatória!

Contei 80% de crianças com mais de 4 anos, todas com smartphones, freneticamente mergulhadas em joguinhos e outros mimos, os pais sem conversar, e quando tentam entabular qualquer assunto recebem uma repreensão ou um desdém como resposta dos pequenos.

Alguém acha que esse tipo de tecnologia é um brinquedo ou uma babá eletrônica? O que essas crianças vão almejar ter aos 18 anos? Pelo que vão lutar? Só que criança com smartphone é prova de status….

Elas não querem comer o que foi pedido, não querem ficar quietas, não querem conversar, não querem brincar aquelas brincadeiras que fazíamos à mesa com palitos ou guardanapos, enfim, um verdadeiro filme de terror.

Quem olha a cena, como nós, recebe logo aquele comentário meio azulado: as crianças de hoje são tão diferentes das do nosso tempo, não é?

E se você concorda, vem o discurso pronto de como os pais de hoje em dia estão permissivos, pois se sentem culpados pela ausência e querem compensar os filhos abrindo mão de impor limites, como se assim não fossem os próprios.

O incrível, também, é a absoluta ausência de autocrítica, pois os pais em questão são enfáticos em dizer que eles conseguem levar a criançada nos trilhos – “porque somos amigos dos nossos filhos, mas exigimos respeito!” – só que tudo contra o que se observou no comportamento deles nas últimas 2 horas…

Todos fingem não perceber o mal estar que a bagunça e a falta de educação dessas crianças causam nos demais clientes, apenas os atendentes falam conosco baixinho, depois, se desculpando pelo incômodo.

Vimos numa mesa de 4 pessoas (um casal e duas filhas) em um restaurante fino as crianças comendo sanduiches e os pais enfiando qualquer coisa na boca sem ter tempo, nem condições, de aproveitar a refeição no meio de tanta reclamação e brinquedos espalhados na vã tentativa de distrair as pimpolhas.

Enquanto outros ficam de conversa entre si (sim, eles saem em grupos de casais com crianças, todas com o mesmo comportamento!) e largam (ou fingem que não estão vendo) as crianças ao Deus dará até que alguém, talvez um anjo, venha dar uma mãozinha.

Isso porque, como disse um casal para nós, “com meus pais bastava eles darem aquela olhada feia!”, ou seja, há o reconhecimento de que houve uma perda, sim, em comparação com a “educação à moda antiga”.

Infelizmente, percebo que não é só com os ricos, mas entre eles esse caos toma um ar blasé insuportável!

 

 

 

 

 

Mogi e suas calçadas assassinas! Post 59

por Maria Beatriz Lobo - abril 5th, 2013

Post 59

 MOGI E SUAS CALÇADAS ASSASSINAS!

Apesar de não ser exclusividade da nossa cidade, depois de vários acidentes de familiares e funcionários, quero fazer mais do que um protesto: uma denúncia sobre as calçadas de Mogi das Cruzes.
Não vou nem falar da acessibilidade obrigatória para portadores de deficiências que seria uma piada! E não quero ser injusta com a administração municipal como se o problema fosse recente, mas não há mais como ficar calada.
Você, ao caminhar nas calçadas da Vila Oliveira (olha que estou falando do bairro mais “chique” da cidade) corre risco de vida!
Começamos falando de como são estreitas e ainda, muitas vezes, com postes ou árvores que nos obrigam a descer para a rua. Há desníveis entre as diferentes frentes das casas, buracos, raízes de árvores, lixeiras, enfim, tudo que se imagina impedindo que se faça uma caminhada segura de pelo menos 50 metros!
Somam-se a isso dois problemas que são verdadeiras armadilhas, capciosas, aguardando os incautos: árvores com galhos na altura das cabeças (quase perdi a testa andando na Praça Norival Tavares!) e os suportes para lixo presos nas grades das casas que ficam pairando na altura dos olhos (dos meus, pois de pessoas menores é para tirar o escalpo mesmo!) que ainda acabam matando alguém!
Podem usar a desculpa que quiserem, até que arvores não devem ser mexidas para defender a natureza etc e tal, mas é só andar em calçadas mais civilizadas (aí uso como referência outros países, mas se vocês conhecerem no Brasil cidade com calçadas decentes – não só em uma ou outra rua, mas na cidade toda, me contem!) que vemos o quanto somos desrespeitados aqui!
Pobre ainda mais dos idosos, de quem tem dificuldade de locomoção, sem falar de cadeirantes. Sugiro que filmem alguém em cadeira de rodas tentando andar pelas calçadas de Mogi.
Só lembro aos nobres senhores Vereadores, e ao querido Prefeito, que não adianta vir com novas leis imputando aos proprietários arrumarem as calçadas, mesmo sob o risco de pesadas multas, pois não há fiscalização e deixar por conta de cada um deu no que está aí! Nem as calçadas cuja obrigação de manutenção é do poder público são decentes!
Agora, podem muito bem proibir as lixeiras assassinas e cuidar de podar as árvores com os galhos baixos, além de transferir de lugar as que tomaram as calçadas, cuidando também da manutenção permanente das mesmas.
Para que isso seja viável, é a Prefeitura quem deve assumir a reparação dos pisos, unificando-os e padronizando-os. Pode até ser proposta uma taxa justa para essa obra de cada dono de propriedade, mas uma vez só, não uma taxa permanente, já que pagamos o IPTU!
Nem falemos das calçadas das ruas do centro da cidade que esse é assunto para outro artigo!

 

Parem o Brasil que eu quero descer! Post 58

por Maria Beatriz Lobo - março 27th, 2013

Post 58

Parem o Brasil que eu quero descer! 

Eu me rendo! Não estou pronta para o país em que vivo! Não estou falando “só” do governo, do velho e horripilante sistema político, da justiça que não se faz presente, mas também da sociedade e de seus valores!
Não aguento mais ver noticiários, ler jornais, retomar o mesmo rumo nas conversas com amigos: onde nós vamos parar?
Braços decepados, maridos esquartejados, meninos sufocados por quem frequenta a casa dos pais, violência no campo, nas cidades, em casa, no vizinho….a droga das drogas, a doença da saúde, a mesma ladainha de sempre!
Deslizamentos fazendo vítimas nos mesmos lugares há anos com dinheiro para tragédias que não constroem as casas, se há plano de retirada de encostas há desfalque dos bens de quem teve que sair, seca que não se acaba apesar dos recursos enviados há décadas, aeroportos e portos sem as mínimas condições. Se a safra é recorde, não há escoamento, se chove, as estradas ficam intransitáveis, sem chuva ainda estão em péssimas condições….até que chegue a Copa ou as Olimpíadas (que em um passe de mágica tudo será resolvido)!.
Bafômetros que invadem os direitos individuais, mas exame de paternidade obrigatório que não invade (???), desvio de verbas que nunca retornam, invasões de terras impunes (que depois serão “desapropriadas” para incentivar novas invasões), greves dos privilegiados que param a necessária modernização de nossa infraestrutura…
Crimes que não são punidos, processos que condenam há mais de 30 anos e o criminoso não paga nem 6, juros oficiais em queda, mas cobranças pelos agentes financeiros que lembram a velha agiotagem…privatizações com dinheiro do estado, estatais que não funcionam, suficiência de petróleo que durou poucos meses, assim como a vantagem do carro a álcool….
Educação sem defesa defendida ainda pelos mesmos que deseducam, indicadores e índices que não se pode confiar, blefes e lições aos países que são muito melhor posicionados do que nós, volta da inflação camuflada (com juros da poupança sob novas regras), desvios, corrupção, UPPs com aviso prévio para dar direito à fuga dos traficantes, faxina para Copa com estádio novo funcionando direto, mas agora interditado por erro de projeto (?)…
Fisiologismo escancarado que não causa mais vergonha, volta de corruptos cassados ou que renunciaram, corte de privilégios dos políticos seguido de novos aumentos de verbas que não são salário e nós com cara de bestas!
Mas o pior de tudo são os valores: ter, ter, ter, ou ser, ser ser! Não se trata de ter o que vale a pena, mas o que os outros invejam! Não é ser uma pessoa digna, mas celebridade – BBB (boa bosta barata!) Vale quanto pesa, em ouro, ou dinheiro desviado!
Para tudo! Estou ficando velha demais, ou simplesmente saí da sintonia? Digo isso porque o Brasil tem o povo mais feliz do planeta! Os índices de aprovação estão há anos nas alturas! Ninguém parece querer mudar nada (só se for com os outros se não mexerem no meu!).
Então sou eu que estou errada?
Parem o Brasil que eu quero descer, afinal: ame-o ou deixe-o!

O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos? Post 57

por Maria Beatriz Lobo - fevereiro 26th, 2013

Post 57

O que fazer se quem ajuda a cuidar dos filhos não age como gostaríamos?

A dificuldade de conseguir um padrão na educação dos filhos é um problema comum que atinge aos próprios pais entre si, aumenta quando inclui a presença de uma pessoa que trabalha para a família e cuida da(s) criança(s) em períodos específicos e tende a se agravar quando se conta com o auxílio de parentes que não seguem as orientações e “deseducam” em quesitos que podem comprometer a árdua tarefa de formar adultos éticos, responsáveis e educados.

A convergência entre as opiniões e a conduta dos pais (casados ou separados!) sobre as principais questões e valores ligados à criação dos filhos é a mais crucial para que a criança tenha clareza sobre quais comportamentos e atitudes se esperam dela. Entretanto, interferências indevidas podem atrapalhar, sim, a consolidação do processo educativo se não forem bem discutidas e compreendidas por todos os envolvidos – os pais, os parentes, funcionários e a(s) criança(s).

Se uma funcionária, mesmo com risco de perder o emprego, por vezes não cumpre com o que foi combinado com os pais da criança e sucumbe às suas próprias conveniências e opiniões, os avós, tios ou outros parentes que se dispõem a cuidar de nossos filhos, com muita mais frequência do que gostamos de admitir e tentar resolver, se acham no direito de praticar ações, ou contradizer ordens por sentirem a autoridade de quem, afinal, está “desempenhando seu papel” junto à educação da criança que também lhes é muito querida.

Muitos fazem isso com legítimo espírito de colaboração e pensando no bem estar da criança, pois acham que têm experiência e que o que acontece está correto e em ocasiões que normalmente são consideradas “excepcionais”.

Ocorre que mesmo os pequenos gestos podem gerar conflitos e criar para a criança o melhor dos mundos: ela só obedece a quem exige na forma e aquilo que ela achar mais conveniente! Ou seja, ela rapidamente (e as crianças fazem isso desde a mais tenra idade) reconhece o espaço de luta de poder e “usa” a fragilidade dessas relações para optar pelo comportamento cujo reforço for mais positivo para ela. Isso não educa, deseduca!

A primeira e principal orientação, é claro, deve ser o estabelecimento de um diálogo claro e permanente entre as partes que cuidam da criança de forma que todos possam colocar franca, objetiva e imparcialmente seus valores e seus pontos de vistas, e, em especial, a razão que justifica cada posição assumida.

A partir desse diálogo, é preciso estabelecer as condições para que todos os ângulos e visões apresentados sobre o problema possam ser analisados (já que os pais, inclusive, podem estar enganados na condução daquele assunto e podem rever sua posição) e isso deveria ajudar a elucidar qual seria a melhor conduta a tomar nesse tipo de caso, e, a partir do que ficasse acertado, todos deveriam agir em conformidade sempre visando o bem da própria criança.

Infelizmente, a solução do diálogo – que parece a mais simples – nem sempre surte resultado, até porque pode haver um conflito real de visão de mundo e de como devem ser criados os filhos.

Sabemos que esse diálogo maduro e produtivo nem sempre ocorre porque algumas vezes o espaço familiar também é um espaço de luta de poder e de afirmação de convicções que podem esconder, algumas vezes, outros problemas adjacentes ou por trás dessas pequenas “rebeldias”, ou “escorregões”, pois quando a relação entre pais e avós da criança, para citar um exemplo, é saudável, uma conversa franca e orientadora deveria ser suficiente.

Se pensarmos com isenção e frieza e percebermos que o diálogo até existe, mas não está convergindo, ou que há uma aceitação na hora da discussão, mas depois os comportamentos não correspondem ao que foi combinado e há recaídas amplas e constantes, restam 2 opções aos pais:

Primeira opção: quando a criança já tem idade para entender a situação, é preciso esclarecer com a criança que há, sim, um conflito de visões (mantendo o exemplo) entre os pais e os avós (nesse caso é importante mostrar que pai e mãe pensam igual), mas que deve prevalecer – sempre – o que os pais determinam, ficando a criança prevenida que os pais têm a última palavra sobre a criação dela e que ela deve.

Isso significa que, por exemplo, mesmo isentada pelos avós de cumprir o que os pais determinaram, atender ao que os pais decidiram (e que ela diga aos avós que vai fazer o que os pais mandaram) e que isso não se dá somente na esfera familiar, mas em todos os demais ambientes que ela frequenta.

Ou seja, mesmo que um dos avós diga que fará de outro modo certa coisa, ou que permite algo que foi explicitamente vetado pelos pais, será a criança quem deve avisar que vai atender ao que foi determinado a ela, mostrando assim que está agindo de forma  responsável e obediente!

Se for preciso, some-se a isso a indicação de uma punição clara à criança caso ela descumpra o que foi com ela combinado. A punição e o motivo devem ser comunicados aos avós, para que eles saibam que, ao contrair o que os pais estabelecem, será a criança quem acabará, infelizmente, por sofrer as consequências.

Segunda opção: os pais prescindirem da ajuda dos parentes, afinal, ninguém pode se sentir obrigado a ajudar e a manter comportamentos dos quais discorda! Esse é o preço a pagar quando alguém se utiliza de apoios externos que divergem de sua orientação. Se nada funciona, se abre mão da exigência, ou se abre mão da ajuda!

Os pais devem conversar bastante, analisar se o conflito é realmente incontornável e, juntos, decidirem qual o melhor caminho a seguir.

Essas duas opções valem também para empregadas, terceiros, amigos e em qualquer outro ambiente de convivência da criança.

 

“O que vi de bom nas estradas americanas!” Post 56

por Maria Beatriz Lobo - fevereiro 8th, 2013

“O que vi de bom nas estradas americanas!” Post 56

Postei esta semana 5 pequenos vídeos sobre o que vi de bom nas estradas americanas no Youtube.
Viajo aos Estados Unidos com frequência, mas quase nunca utilizo automóvel alugado, ou faço viagens internas por meio terrestre, o que fiz esse final de ano pelo interior da Flórida.
Impossível não comparar com as nossas rodovias, e vejam bem, estou falando das melhores do país que se encontram no estado de São Paulo!
As diferenças provavelmente começam no planejamento e no projeto das estradas: americano trabalha com visão de futuro e usa o dinheiro público planejando seus equipamentos estruturais para um contingente de usuários bem maior do que o atual.
Nossas estradas, aeroportos e outras estruturas (mesmo as que são feitas em parceria com o setor privado que vai explorar o serviço!) já nascem prevendo que o aumento da capacidade ocorrerá só depois que houver o gargalo…
Ou seja, primeiro deixa ficar insuportável, depois atrapalha todo mundo com os famosos puxadinhos, ou com a interdição de pistas etc.
Observei coisas tão lógicas que não posso acreditar que os engenheiros brasileiros não saibam que são questões que deixam a estrada mais segura, potencializam seu melhor uso e aumentam sua durabilidade.
Comecemos pelo asfalto: um tapete! Andei mais de 4,5 mil milhas (mais de 7 mil quilômetros) e não passei por um único buraco! Isso incluindo as pistas das cidades de Miami, Fort Lauderdale, Orlando, Ocala e Gainesville (sem falar nas cidades menores que ficam entre elas).
Quase não vi remendos, o que leva a crer que a construção original deve ter uma qualidade muito superior à nossa, o asfalto de melhor qualidade exige menos manutenção! Quando há reformas ou ampliações, há sempre espaço para manter o mesmo número de vias funcionado em um desvio decente que tem prazo para acabar!
O projeto das estradas principais prevê área de acostamento dos dois lados, com marcações na saída do asfalto para alertar o motorista que ele deve retornar à pista e, além disso, na beira das estradas há um recuo de gramado contínuo e arrumado com cerca de 25 mts, o que permite o escape em caso de emergência.
Não há mato crescendo, tudo é organizado, cuidado e muito bem sinalizado.
Os telefones de emergência estão a cada meio de milha, o que ajuda o motorista a saber para que lado caminhar e nunca o espaço a percorrer até achar o telefone será superior a 800 metros (meia milha).
Nas laterais das rodovias não se vê aqueles postos como no Brasil (alguns bons, mas a maioria degradados e sem qualquer fiscalização, muitos vendendo gasolina adulterada), pois existem praças centrais onde os usuários que estão indo ou vindo acessam a mesma praça, que junta tudo que o motorista precisa, com qualidade e organização (alimentação, banheiros, lojas e combustível, além de outros serviços essenciais).
Ou seja, sabe-se a distância de cada posto (cerca de 40 milhas entre eles) e encontra-se sempre uma parada que, por ser bem bolada, é confortável e segura!
Por falar em segurança, as famosas áreas de descanso para caminhoneiros, que se pretendia implantar por aqui, lá funcionam normalmente, bem sinalizadas e completas!
Ah, mas é um país rico (vão dizer os incréus!)! Tudo bem, mas nós já somos a 6ª economia do mundo e não temos em São Paulo uma única estrada semelhante! E se falarmos do resto do Brasil então…
Só que eles também cobram pedágio (mais barato e mais inteligente que aqui!). Há estradas expressas para quem quer pagar um pouco mais em vários estados, mas as praças de pedágio só existem quando a estrada margeia cidades. Quando o trajeto só possui saídas para outras estradas você recebe um cartão que será colhido na saída que você tomar, ou no final do percurso, quando se cobra o total do caminho percorrido, evitando dezenas de praças de pedágio e perda de tempo e recursos.
Lá, inclusive várias estradas são “patrocinadas”, ou seja, o Estado não se preocupa com a famosa hipocrisia do falso esquerdismo que quer o Estado em tudo, mas por isso não se pode oferecer coisas boas para todos.
Sabem do que eu estou falando, não é? Não? Vou dar outro exemplo: estacionamentos nas cidades, quando pagos são muito criticados no Brasil. Então, espera-se que todos parem nas ruas (atrapalhando o trânsito, ou que o Estado crie bolsões de estacionamento gratuitos ou com baixo custo) e com isso se faz estacionamento para 50 carros bem barato e os demais ficam à mercê dos flanelinhas que se apoderam do espaço público para achacar os motoristas! Sem falar nos roubos de carros, etc.
Lá não. Todos pagam, pouco, mas pagam, mas têm espaço nas grandes avenidas das grandes cidades (pensadas para terem 4 ou 5 pistas) ou nos edifícios-garagem estrategicamente localizados.
Há radares nas estradas sem aviso, sim, há vigilância e multas, sim, mas se o motorista não está acima do limite, não diminui drasticamente a velocidade só porque viu a polícia, como fazem aqui os hipócritas de plantão, ajudando a criar congestionamentos!
E os grandes cruzamentos nas cidades? Uma lição de cidadania e respeito às leis (na grande maioria das vezes, pois sempre há problemas como em todo lugar, com a diferença que a polícia não está presente só para multar carros fora do rodízio!).
Respeita-se pedestres, há conversão praticamente em todos os lugares à direita ou à esquerda e há o famoso “All Way”: num cruzamento com esta placa, todos entreparam e passa quem chegou primeiro, sem o menor problema. Se fosse aqui, depois de 30 batidas em uma semana já teria um novo semáforo e mais trânsito!
Tudo isso vem da educação, também, e da certeza de que o coletivo se sobrepõe ao individual. Há muito chão pela frente para nós e há muita estrada para trás no caso deles que justificam a diferença.
Só que acabo de falar com uma amiga que voltou da África do Sul, revoltada com a qualidade de nossas estradas e aeroportos porque lá tudo parece…americano. E eles estavam em guerra civil há poucas décadas!
Os vídeos que postei no Youtube exemplificam só um pouco do que digo aqui e da realidade (http://www.youtube.com/watch?v=yQmYAA_LiCs).
Então, cada povo tem as estradas que merece. Só que nunca antes na história desse país….Não é atoa que somos campeões mundiais de acidente de trânsito!

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